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O centenário de Octaviano Gaiarsa

Médico e historiador de Santo André, com várias pesquisas e obras publicadas, completará no próximo domingo seu centenário de nascimento


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

05/07/2011 | 00:00


Octaviano Armando Gaiarsa, médico e historiador de Santo André, com várias pesquisas e obras publicadas, completará no próximo domingo seu centenário de nascimento. Ele nasceu na antiga Rua do Theatro, 11, em 10 de julho de 1911, e foi a 41ª criança registrada no Cartório de Registro Civil de Santo André, este instalado em 1911.

Uma curiosidade: o menino foi registrado apenas Octaviano, nome do seu avô (Ottaviano). Somente alguns anos depois, em 25-6-1928, o pai Ângelo compareceu ao cartório para acrescentar o Armando no nome: Octaviano Armando Gaiarsa.

Com base no relato do filho Ângelo, Memória inicia hoje a Semana Octaviano Gaiarsa, com lembranças da sua história de vida.

Cidadão Andreense
Texto: Ângelo Gaiarsa Neto 

O que se comemorará no próximo domingo será o centenário de nascimento de um ilustre e ímpar cidadão andreense, aquele que nasceu, viveu e encerrou sua vida em Santo André e para Santo André.

Na condição de seu primogênito e sem a pretensão de suceder à sua ilustre pena, fomos movidos pela obrigação cívica de fazer um retrato mais fiel e completo daqueles publicados até então. Assim, entremeando fatos já conhecidos e publicados sobre a vida de meu pai, propus-me a complementar alguns fatos até então desconhecidos de sua profícua existência. Por razões óbvias esta biografia narra, em parte, a saga de nossa família, cujos descendentes, hoje em sua quinta geração, somam mais de 120 componentes espalhados pelo Brasil e pela Europa. 

A FAMÍLIA
Quando Octaviano Armando Gaiarsa nasceu, Santo André era distrito de paz de São Bernardo. Seus ancestrais foram imigrantes italianos. Os avós Ottaviano e Maria Gaiarsa e seus pais, Angelo e Anna, desembarcaram no Porto de Santos em meados de 1895.

O passo seguinte foi dirigir-se para Santo André. O avô Ottaviano ingressa como foguista na Fábrica de Casimiras F. Kowarick; a avó, dona Maria, era costureira. Os pais, Angelo Gaiarsa e Anna Apolônio, tiveram outros cinco filhos: Odolina Giustina - a primogênita (casada com Abílio de Queiroz), Helena Marcelina (que dedicou sua vida como freira - Irmã Salesiana de Dom Bosco), Orlando Luiz (casado com Lidia Poletto), José Angelo Gaiarsa (casado com Maria Luisa Martins) e a caçula Thereza de Lourdes (casada com Paulo Guerra Simões); Thereza e Paulo moram em Santo André.

Seu pai, Angelo, iniciou a vida como operário juntamente com seu irmão Bernardo, como tecelão na fiação e tecelagem de Giacinto Tognato; com a experiência adquirida, Angelo associou-se ao irmão Bernardo e ao amigo coronel Alfredo Flaquer na Fábrica de Colchas e Cobertores Alfredo Flaquer e Cia, posteriormente Fiação e Tecelagem Santo André, então sob o controle acionário apenas dos irmãos Gaiarsa. Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, ainda em 1945, a empresa foi vendida para o Cotonifício Guilherme Giorgi, funcionando em Santo André até a década de 1970.

Dr. Octaviano casou-se em primeiras núpcias em 1938, com Líbia Fernanda Gambini - também costureira e falecida ainda muito jovem em maio de 1949. Tiveram dois filhos: Angelo (que narra esta biografia) e Maria do Carmo, precocemente falecida.

Em 1950 casou-se em segundas núpcias com Judith Martins (farmacêutica). Desta união nasceram quatro filhos: Fábio, Claudio, Lucas e Caio. Os cinco filhos lhes deram nove netos e duas bisnetas.



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O centenário de Octaviano Gaiarsa

Médico e historiador de Santo André, com várias pesquisas e obras publicadas, completará no próximo domingo seu centenário de nascimento

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

05/07/2011 | 00:00


Octaviano Armando Gaiarsa, médico e historiador de Santo André, com várias pesquisas e obras publicadas, completará no próximo domingo seu centenário de nascimento. Ele nasceu na antiga Rua do Theatro, 11, em 10 de julho de 1911, e foi a 41ª criança registrada no Cartório de Registro Civil de Santo André, este instalado em 1911.

Uma curiosidade: o menino foi registrado apenas Octaviano, nome do seu avô (Ottaviano). Somente alguns anos depois, em 25-6-1928, o pai Ângelo compareceu ao cartório para acrescentar o Armando no nome: Octaviano Armando Gaiarsa.

Com base no relato do filho Ângelo, Memória inicia hoje a Semana Octaviano Gaiarsa, com lembranças da sua história de vida.

Cidadão Andreense
Texto: Ângelo Gaiarsa Neto 

O que se comemorará no próximo domingo será o centenário de nascimento de um ilustre e ímpar cidadão andreense, aquele que nasceu, viveu e encerrou sua vida em Santo André e para Santo André.

Na condição de seu primogênito e sem a pretensão de suceder à sua ilustre pena, fomos movidos pela obrigação cívica de fazer um retrato mais fiel e completo daqueles publicados até então. Assim, entremeando fatos já conhecidos e publicados sobre a vida de meu pai, propus-me a complementar alguns fatos até então desconhecidos de sua profícua existência. Por razões óbvias esta biografia narra, em parte, a saga de nossa família, cujos descendentes, hoje em sua quinta geração, somam mais de 120 componentes espalhados pelo Brasil e pela Europa. 

A FAMÍLIA
Quando Octaviano Armando Gaiarsa nasceu, Santo André era distrito de paz de São Bernardo. Seus ancestrais foram imigrantes italianos. Os avós Ottaviano e Maria Gaiarsa e seus pais, Angelo e Anna, desembarcaram no Porto de Santos em meados de 1895.

O passo seguinte foi dirigir-se para Santo André. O avô Ottaviano ingressa como foguista na Fábrica de Casimiras F. Kowarick; a avó, dona Maria, era costureira. Os pais, Angelo Gaiarsa e Anna Apolônio, tiveram outros cinco filhos: Odolina Giustina - a primogênita (casada com Abílio de Queiroz), Helena Marcelina (que dedicou sua vida como freira - Irmã Salesiana de Dom Bosco), Orlando Luiz (casado com Lidia Poletto), José Angelo Gaiarsa (casado com Maria Luisa Martins) e a caçula Thereza de Lourdes (casada com Paulo Guerra Simões); Thereza e Paulo moram em Santo André.

Seu pai, Angelo, iniciou a vida como operário juntamente com seu irmão Bernardo, como tecelão na fiação e tecelagem de Giacinto Tognato; com a experiência adquirida, Angelo associou-se ao irmão Bernardo e ao amigo coronel Alfredo Flaquer na Fábrica de Colchas e Cobertores Alfredo Flaquer e Cia, posteriormente Fiação e Tecelagem Santo André, então sob o controle acionário apenas dos irmãos Gaiarsa. Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, ainda em 1945, a empresa foi vendida para o Cotonifício Guilherme Giorgi, funcionando em Santo André até a década de 1970.

Dr. Octaviano casou-se em primeiras núpcias em 1938, com Líbia Fernanda Gambini - também costureira e falecida ainda muito jovem em maio de 1949. Tiveram dois filhos: Angelo (que narra esta biografia) e Maria do Carmo, precocemente falecida.

Em 1950 casou-se em segundas núpcias com Judith Martins (farmacêutica). Desta união nasceram quatro filhos: Fábio, Claudio, Lucas e Caio. Os cinco filhos lhes deram nove netos e duas bisnetas.

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