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Premiê das Ilhas Salomao coloca cargo à disposiçao


Do Diário do Grande ABC

06/06/2000 | 11:43


O primeiro-ministro das Ilhas Salomao, Bartholomew Ulufa'alu, anunciou aceitar se demitir para evitar o risco de guerra civil em seu país, anunciou esta terça-feira o governo do arquipélago.

Ulufa'alu foi tomado como refém esta segunda-feira, durante uma tentativa de golpe de Estado provocada pelo conflito entre grupos étnicos rivais.

Após uma jornada de negociaçoes entre os membros de seu gabinete e os dirigentes do grupo rebelde autores da intentona golpista, as Aguias de Malaitia, o Primeiro-Ministro ``comunicou sua intençao de pedir demissao, se fosse esse o preço que ele teria que pagar pela paz'', disse um ministro de seu gabinete, Alfred Sasaako.

O parlamento deverá se reunir em 16 de junho, para aceitar a demissao de Ulufa'alu e escolher um sucessor, segundo a mesma fonte.

O chefe de governo foi levado nesta terça-feira por homens armados de sua casa para um local desconhecido, para um encontro com seus ministros. O parlamento deverá se reunir em 16 de junho, para aceitar a demissao de Ulufa'alu e escolher um sucessor.

Os rebeldes, pertencentes à milícia étnica das Aguias de Malaitia, liderados por um advogado, Andrew Nori, exigiram na segunda-feira a demissao do Primeiro-Ministro e tomaram o controle de posiçoes estratégicas do arquipélago. Os vôos e as comunicaçoes telefônicas com as Ilhas Salomao permanecem interrompidos.

Desde o começo de 1999, a ilha de Guadalcanal, onde fica a capital do arquipélago, Honiara, é cenário dos combates entre as facçoes étnicas rivais conhecidas como Forças das Aguias de Malaitia (MEF) e Combatentes pela Liberdade de Isabatu (IFF), nome original da ilha de Guadalcanal. O grupo pretende expulsar os atuais donos das plantaçoes, vindos da ilha vizinha de Malaitia.

Nesta terça-feira, violentos combates, que deixaram até o momento pelo menos quatro feridos, ocorriam entre as duas milícias armadas no aeroporto internacional da capital Honiara.

``A situaçao era tensa na capital e a maior parte das lojas está fechada'', informou um jornalista da Solomon Islands Broadcasting Corporation (SIBC).

Enquanto isso, a Nova Zelândia se ofereceu nesta terça-feira como mediadora para a retomada das negociaçoes entre as etnias rivais, para evitar a escalada da violência.

``O que tentamos fazer é encontrar a soluçao pela via constitucional. É fácil ver-se envolvido num conflito, mas é difícil sair dele. Portanto, afirmamos: se estiverem preparados para comparecer à mesa de negociaçoes, estamos dispostos a facilitá-lo'', disse Phil Goff, ministro das Relaçoes Exteriores neozelandês.

``Se sentirem necessidade, venham à Nova Zelândia e tenham um encontro aqui'', disse o ministro. Há vários meses, sob os auspícios da comunidade britânica, têm ocorrido negociaçoes entre as partes em conflito, que foram interrompidas na semana passada.



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