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Edição 2018 do Brasileiro tem início com os mesmos favoritos

Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Atual campeão, Corinthians aparece na linha de frente ao lado de Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras


Anderson Fattori
Dérek Bittencourt
João Victor Romoli

13/04/2018 | 07:00


Quem vai conseguir prevalecer sobre a organização tática do Corinthians, atual campeão? Esta é a pergunta que começa a ser respondida amanhã, quando será dada a largada para o Campeonato Brasileiro. Temporada nova, desafiantes antigos. Campeões estaduais, Cruzeiro e Grêmio prometem dificultar para o Timão, assim como o Palmeiras, derrotado na final do Estadual, mas que conta com um dos melhores elencos do País. Eles tentam manter a hegemonia do Sudeste, que não perde um título desde 2001, quando o Atlético-PR foi campeão.

Os bons resultados conquistados pelo Corinthians de Fábio Carille têm feito o esquema, que privilegia a marcação, se tornar referência. Organização e eficiência táticas são as marcas da equipe, que conhece suas limitações técnicas. Deste jeito que surpreendeu em 2017. Neste ano, porém, existe um fator dificultante, que é a ausência de um homem de referência na área, já que o clube não conseguiu repor à altura a saída de Jô, artilheiro com 18 gols.

A expectativa é que em um campeonato longo como o Brasileirão prevaleçam os times com elencos mais qualificados, casos de Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio. Roger Machado tem peças de reposições em todos os setores no Alviverde. Mano Menezes, no comando da Raposa desde setembro de 2015, sabe muito bem o material que tem nas mãos, e Renato Gaúcho é uma das apostas do Tricolor gaúcho, campeão da Libertadores.

Apesar de não viverem grande fase, não dá para descartar Flamengo e Atlético-MG, que iniciam com técnicos interinos. Santos, Botafogo, Fluminense e Vasco são incógnitas, enquanto São Paulo e Inter buscam ressurgir. Entre os pequenos, o Atlético-PR, do técnico Fernando Diniz, promete surpreender.

A competição, que vai parar durante a Copa do Mundo, será em pontos corridos com dois turnos. As novidades são Inter, Ceará, Paraná e América-MG, que subiram da Série B.


Timão confia novamente em Carille

Embalado pela conquista do Paulistão pelo segundo ano seguido, o Corinthians tentará repetir a temporada passada também no Campeonato Brasileiro. Apostando novamente no técnico Fábio Carille, o clube provou neste início de ano que, mesmo com perdas de atletas importantes, a tática de seu treinador e a dedicação dos jogadores podem vencer os orçamentos e contratações badaladas dos rivais.

A campanha neste início de temporada, aliás, mostra que o time aposta em velhos conhecidos para repetir o sucesso de temporadas anteriores. Já que as tentativas de dar sequência a Kazim e Júnior Dutra no ataque não surtiram efeito, restou aos experientes Emerson Sheik e Danilo, campeões mundiais pelo clube em 2012, terem a chance de substituir Jô, que foi vendido ao Nagoya Grampus, do Japão, ainda no ano passado. O volante Ralf, outro ídolo da torcida, é mais um que retornou ao clube para a competição. Ele, inclusive, já atua como titular no lugar de Gabriel.

A manutenção do sistema defensivo, porém, ainda é a grande força da equipe. Cássio, Fagner e Balbuena permanecem no time, que ainda tenta se reforçar para o Brasileirão. O time titular, em relação ao ano passado, tem como novidades as presenças do zagueiro Henrique, do lateral-esquerdo Sidcley e do meia Mateus Vital. A equipe estreia domingo (16h), diante do Fluminense, na Arena em Itaquera.


Elenco estrelado é aposta do Palmeiras para alcançar o decacampeonato

O Palmeiras cansou de bater na trave. Depois de dois vice-campeonatos consecutivos vendo o rival Corinthians ficar com os títulos brasileiro e paulista, o time espera, enfim, justificar o alto investimento para alcançar o decacampeonato do Nacional. Para isso, conta com o comando do técnico Roger Machado e o estrelado elenco capitaneado por Felipe Melo e que tem ainda Dudu, Lucas Lima, Borja, Willian, Diogo Barbosa, Jailson e diversas outras peças que o fazem ser um dos poucos clubes com opção à altura para todos os setores.

Aliás, o posto de goleiro é uma das principais provas disso. Além do titular Jailson, eleito o melhor da posição, craque da torcida e da competição no Paulista, Roger tem no banco o ídolo Fernando Prass e o campeão olímpico Weverton. Na armação, se Lucas Lima não estiver apto, Guerra entra em ação. Talvez a zaga seja o setor mais vulnerável após a saída de Mina, mas Thiago Martins, Antônio Carlos e Edu Dracena esperam dar conta do recado.

Reforços, os laterais Marcos Rocha e Diogo Barbosa vieram do futebol mineiro respaldados pelas condições de destaques pelos lados direito e esquerdo, respectivamente. À frente da zaga, Felipe Melo já provou que tem condições de render mais. Na faixa central, Tchê Tchê e Moisés buscam recuperar o futebol do título brasileiro de 2016. E, na frente, o quarteto Dudu, Keno, Borja e Willian briga por três vagas.

A estreia será segunda, contra o Botafogo, no Rio.


Desempenho no Brasileirão com Diego Aguirre é uma incógnita

O São Paulo é uma incógnita para a disputa do Brasileirão de 2018. Apontar em qual zona da tabela o Tricolor vai lutar é mero palpite. No ano passado, o time chegou a flertar com o rebaixamento, mas, no fim, acabou classificado à Sul-Americana. Agora, sob comando do uruguaio Diego Aguirre, a expectativa é que consiga ter um futebol mais consistente para construir resultados positivos.

A formação deverá ser 3-5-2, a mesma que consagrou o time nos anos 2000 com o tricampeonato brasileiro, e os títulos da Libertadores e do Mundial. A partir da defesa fortalecida com Jucilei logo à frente, Aguirre espera dar mais liberdade a Liziero, à dupla Régis (direito) e Reinaldo (esquerdo) pelas beiradas e aos jogadores mais adiantados: Nenê (ou Cueva), Valdivia e Tréllez.

A estreia será segunda, contra o Paraná, no Morumbi.


Jovens da base viram solução no Santos

Terceiro colocado no ano passado e segundo em 2016, o Santos chega para o Campeonato Brasileiro com pretensões bem diferentes. Com os pés no chão e um time totalmente modificado, o Peixe tem em Gabigol e em jovens da base as esperanças para alcançar algo maior na competição. O atacante está emprestado ao clube e marcou cinco gols desde a volta.

Outra novidade vem no comando, já que o técnico Jair Ventura, que chegou este ano do Botafogo, tem a missão de alavancar o time. Em meio às saídas de atletas como Lucas Lima, ao Palmeiras, e Ricardo Oliveira, para o Atlético-MG, a equipe ainda tem desfalque importante. O atacante Bruno Henrique, peça essencial na temporada passada, sofreu lesão no olho direito ainda no início do Paulistão e, após ficar parado por quase três meses, foi liberado para voltar aos treinos.

Com isso, o time teve novamente que apostar em soluções caseiras. Arthur Gomes, Rodrygo e Diogo Vítor são alguns dos jovens lançados por Jair nesta temporada. O segundo, aliás, já é xodó da torcida. Mesmo com tantos atletas da base e Gabigol como referência, o artilheiro do Santos veio do Sul. Trata-se de Eduardo Sasha, ex-Inter, que surpreendeu e já tem seis gols pelo clube.

O pilar do Peixe, no entanto, continua sendo o goleiro Vanderlei, responsável por salvar o time de algumas derrotas nos jogos deste ano.

A estreia será amanhã, diante do Ceará, no Pacaembu.
 



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Edição 2018 do Brasileiro tem início com os mesmos favoritos

Atual campeão, Corinthians aparece na linha de frente ao lado de Cruzeiro, Grêmio e Palmeiras

Anderson Fattori
Dérek Bittencourt
João Victor Romoli

13/04/2018 | 07:00


Quem vai conseguir prevalecer sobre a organização tática do Corinthians, atual campeão? Esta é a pergunta que começa a ser respondida amanhã, quando será dada a largada para o Campeonato Brasileiro. Temporada nova, desafiantes antigos. Campeões estaduais, Cruzeiro e Grêmio prometem dificultar para o Timão, assim como o Palmeiras, derrotado na final do Estadual, mas que conta com um dos melhores elencos do País. Eles tentam manter a hegemonia do Sudeste, que não perde um título desde 2001, quando o Atlético-PR foi campeão.

Os bons resultados conquistados pelo Corinthians de Fábio Carille têm feito o esquema, que privilegia a marcação, se tornar referência. Organização e eficiência táticas são as marcas da equipe, que conhece suas limitações técnicas. Deste jeito que surpreendeu em 2017. Neste ano, porém, existe um fator dificultante, que é a ausência de um homem de referência na área, já que o clube não conseguiu repor à altura a saída de Jô, artilheiro com 18 gols.

A expectativa é que em um campeonato longo como o Brasileirão prevaleçam os times com elencos mais qualificados, casos de Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio. Roger Machado tem peças de reposições em todos os setores no Alviverde. Mano Menezes, no comando da Raposa desde setembro de 2015, sabe muito bem o material que tem nas mãos, e Renato Gaúcho é uma das apostas do Tricolor gaúcho, campeão da Libertadores.

Apesar de não viverem grande fase, não dá para descartar Flamengo e Atlético-MG, que iniciam com técnicos interinos. Santos, Botafogo, Fluminense e Vasco são incógnitas, enquanto São Paulo e Inter buscam ressurgir. Entre os pequenos, o Atlético-PR, do técnico Fernando Diniz, promete surpreender.

A competição, que vai parar durante a Copa do Mundo, será em pontos corridos com dois turnos. As novidades são Inter, Ceará, Paraná e América-MG, que subiram da Série B.


Timão confia novamente em Carille

Embalado pela conquista do Paulistão pelo segundo ano seguido, o Corinthians tentará repetir a temporada passada também no Campeonato Brasileiro. Apostando novamente no técnico Fábio Carille, o clube provou neste início de ano que, mesmo com perdas de atletas importantes, a tática de seu treinador e a dedicação dos jogadores podem vencer os orçamentos e contratações badaladas dos rivais.

A campanha neste início de temporada, aliás, mostra que o time aposta em velhos conhecidos para repetir o sucesso de temporadas anteriores. Já que as tentativas de dar sequência a Kazim e Júnior Dutra no ataque não surtiram efeito, restou aos experientes Emerson Sheik e Danilo, campeões mundiais pelo clube em 2012, terem a chance de substituir Jô, que foi vendido ao Nagoya Grampus, do Japão, ainda no ano passado. O volante Ralf, outro ídolo da torcida, é mais um que retornou ao clube para a competição. Ele, inclusive, já atua como titular no lugar de Gabriel.

A manutenção do sistema defensivo, porém, ainda é a grande força da equipe. Cássio, Fagner e Balbuena permanecem no time, que ainda tenta se reforçar para o Brasileirão. O time titular, em relação ao ano passado, tem como novidades as presenças do zagueiro Henrique, do lateral-esquerdo Sidcley e do meia Mateus Vital. A equipe estreia domingo (16h), diante do Fluminense, na Arena em Itaquera.


Elenco estrelado é aposta do Palmeiras para alcançar o decacampeonato

O Palmeiras cansou de bater na trave. Depois de dois vice-campeonatos consecutivos vendo o rival Corinthians ficar com os títulos brasileiro e paulista, o time espera, enfim, justificar o alto investimento para alcançar o decacampeonato do Nacional. Para isso, conta com o comando do técnico Roger Machado e o estrelado elenco capitaneado por Felipe Melo e que tem ainda Dudu, Lucas Lima, Borja, Willian, Diogo Barbosa, Jailson e diversas outras peças que o fazem ser um dos poucos clubes com opção à altura para todos os setores.

Aliás, o posto de goleiro é uma das principais provas disso. Além do titular Jailson, eleito o melhor da posição, craque da torcida e da competição no Paulista, Roger tem no banco o ídolo Fernando Prass e o campeão olímpico Weverton. Na armação, se Lucas Lima não estiver apto, Guerra entra em ação. Talvez a zaga seja o setor mais vulnerável após a saída de Mina, mas Thiago Martins, Antônio Carlos e Edu Dracena esperam dar conta do recado.

Reforços, os laterais Marcos Rocha e Diogo Barbosa vieram do futebol mineiro respaldados pelas condições de destaques pelos lados direito e esquerdo, respectivamente. À frente da zaga, Felipe Melo já provou que tem condições de render mais. Na faixa central, Tchê Tchê e Moisés buscam recuperar o futebol do título brasileiro de 2016. E, na frente, o quarteto Dudu, Keno, Borja e Willian briga por três vagas.

A estreia será segunda, contra o Botafogo, no Rio.


Desempenho no Brasileirão com Diego Aguirre é uma incógnita

O São Paulo é uma incógnita para a disputa do Brasileirão de 2018. Apontar em qual zona da tabela o Tricolor vai lutar é mero palpite. No ano passado, o time chegou a flertar com o rebaixamento, mas, no fim, acabou classificado à Sul-Americana. Agora, sob comando do uruguaio Diego Aguirre, a expectativa é que consiga ter um futebol mais consistente para construir resultados positivos.

A formação deverá ser 3-5-2, a mesma que consagrou o time nos anos 2000 com o tricampeonato brasileiro, e os títulos da Libertadores e do Mundial. A partir da defesa fortalecida com Jucilei logo à frente, Aguirre espera dar mais liberdade a Liziero, à dupla Régis (direito) e Reinaldo (esquerdo) pelas beiradas e aos jogadores mais adiantados: Nenê (ou Cueva), Valdivia e Tréllez.

A estreia será segunda, contra o Paraná, no Morumbi.


Jovens da base viram solução no Santos

Terceiro colocado no ano passado e segundo em 2016, o Santos chega para o Campeonato Brasileiro com pretensões bem diferentes. Com os pés no chão e um time totalmente modificado, o Peixe tem em Gabigol e em jovens da base as esperanças para alcançar algo maior na competição. O atacante está emprestado ao clube e marcou cinco gols desde a volta.

Outra novidade vem no comando, já que o técnico Jair Ventura, que chegou este ano do Botafogo, tem a missão de alavancar o time. Em meio às saídas de atletas como Lucas Lima, ao Palmeiras, e Ricardo Oliveira, para o Atlético-MG, a equipe ainda tem desfalque importante. O atacante Bruno Henrique, peça essencial na temporada passada, sofreu lesão no olho direito ainda no início do Paulistão e, após ficar parado por quase três meses, foi liberado para voltar aos treinos.

Com isso, o time teve novamente que apostar em soluções caseiras. Arthur Gomes, Rodrygo e Diogo Vítor são alguns dos jovens lançados por Jair nesta temporada. O segundo, aliás, já é xodó da torcida. Mesmo com tantos atletas da base e Gabigol como referência, o artilheiro do Santos veio do Sul. Trata-se de Eduardo Sasha, ex-Inter, que surpreendeu e já tem seis gols pelo clube.

O pilar do Peixe, no entanto, continua sendo o goleiro Vanderlei, responsável por salvar o time de algumas derrotas nos jogos deste ano.

A estreia será amanhã, diante do Ceará, no Pacaembu.
 

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