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Pistas da Castelo são liberadas, mas risco persiste


Do Diário OnLine

16/06/2001 | 01:11


Um vazamento de gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha) na altura do quilômetro 19 da rodovia Castelo Branco provocou a interdição total da via desde o final da manhã desta sexta-feira. Todas as pistas da Castelo, com exceção de uma nova (com pedágio) no sentido interior, foram liberadas para o tráfego por volta das 22h. O risco de explosão, porém, ainda não está descartado e cerca de dois mil moradores da região foram retirados de suas casas. Pelo menos 14 pessoas tiveram problemas de intoxicação.

O acidente foi causado pelo rompimento de uma tubulação do sistema que liga São Caetano (no Grande ABC) a Barueri durante obras para a construção do Rodoanel, por volta das 11h40. Provavelmente, um bate-estaca da empresa Queiroz Galvão, consorciada do governo do Estado para as obras do Rodoanel, atingiu a tubulação, localizada a cinco metros de profundidade, provocando o rompimento.

Apesar de a assessoria da Petrobras informar durante a tarde que o vazamento estava contido e o risco de explosão seria mínimo, Bombeiros, Polícia Militar e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) trabalharam intensamente na área para evitar acidentes. O Exército foi acionado para prestar plantão durante a madrugada.

Uma medição da companhia ambiental na área, por um aparelho chamado explosímetro, apontou para 100% de risco de explosão, consequência da alta concentração de GLP no ar. Como o gás é mais pesado que o ar, ele não se dissipa facilmente.

Moradores da região foram tirados de suas casas e a Eletropaulo cortou o fornecimento de energia elétrica para evitar o risco de qualquer fagulha que possa detonar explosões. Residentes dos bairros Jardim Munhoz Junior, Mutinga e Piratininga, só devem voltar quando os riscos de acidente forem totalmente controlados. O retorno deve ocorrer neste sábado.

Os moradores foram enviados para uma escola da região, improvisada como abrigo, e cadastrados pela Petrobras, que se dispôs a pagar o pernoite em hotéis. O governador do Estado, Geraldo Alckmin, visitou os desabrigados durante a noite.

Os Bombeiros demonstram ainda grande preocupação com o escorrimento do GLP para galerias de esgoto, fato que aumenta muito o risco de explosões. Além do gás, gasolina chegou a vazar depois do rompimento. As tubulações e a vias foram lavadas com jatos de água de caminhões-pipa para diminuir os riscos.

O secretário Estadual dos Transportes, Michael Zeitlen, visitou o local do acidente no final desta tarde e admitiu que houve erro de alguma das partes (Petrobras, dona do duto, empreiteira ou a Dersa, que administra a estrada), mas ressaltou que não é hora para buscar culpados.

Zeitlen afirmou que será aberta uma investigação para apurar as responsabilidades no acidente. A Secretária do Meio-Ambiente deve multar o causador do vazamento.



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