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Paralisia facial periférica

Doença aguda que acomete o nervo facial...

Leo Kahn
13/12/2012 | 00:00
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Doença aguda que acomete o nervo facial, responsável pela inervação dos músculos da mímica no crânio e faz com que a hemiface do nervo lesado fique paralisada, não enrugando a testa, não fecha a pálpebra e a boca desviando para o lado sadio. Benigna e mais comum das neuropatias, na maioria dos casos evolui para a cura, sem risco de morrer, mas a necessidade de um acompanhamento médico precoce é importante para uma boa evolução da doença, bem como a detecção de casos de mau prognóstico. No mundo, cerca de 30 em cada 100 mil pessoas são afetadas por esse problema, que provoca paralisia normalmente temporária e passageira, mas um terço das pessoas que sofrem essa agressão tem desfiguração facial, dor e dificuldades psicológicas. Existem duas formas do mal, que veremos a seguir: idiopática - a paralisia de Bell é a mais frequente e corresponde à lesão de natureza incerta, provavelmente viral, no trajeto proximal do nervo facial. O prognóstico é bom na maioria dos casos, mais de 50% dos pacientes se recuperam por completo em poucas semanas, 40% têm mínimas sequelas e apenas 5% a 10% apresentam resultado ruim, com sequelas graves. Sintomática - causada por trauma, tumores comprimindo o nervo facial e outras doenças, mas são incomuns. O diagnóstico da paralisia facial periférica é realizado através do exame físico; o paciente apresenta paralisia dos músculos do rosto de um ou dos dois lados, podendo variar o quanto são acometidos. Já para descobrir a causa e quanto o nervo facial foi acometido, é necessária a realização de diversos exames, incluindo sangue, audição, imagem (tomografia ou ressonância magnética), eletrofisiologia, biópsia entre outros. 

SINAIS E SINTOMAS

A pessoa de uma hora para outra e sem causa aparente observa que sua boca desviou para o lado, um dos olhos não fecha e também não consegue enrugar a testa; alteração do paladar; diminuição ou aumento das lágrimas no olho que não fecha; formigamento; dor na hemiface acometida. 

SAIBA MAIS

A expressão facial é uma das habilidades humanas mais importantes que existem. Os músculos da face são usados para sorrir, beijar, piscar entre outras funções. Primeiramente, é importante você ter certeza de que se trata de uma paralisia facial periférica e não uma paralisia facial central (derrame) e, para isso, você deve procurar um médico o mais rápido possível. Várias são as causas da paralisia facial periférica, tais como: trauma na face, infecção do nervo facial por vírus ou bactéria, infecção de ouvido, pós-cirurgia otológica ou da glândula parótida. Outras causas também são possíveis, como diabetes, hipercolesterolemia, tireoidopatias, tumores, doenças autoimunes, infecções por HIV, doenças hipertensivas entre inúmeras outras. A paralisia da face provocada por um AVC é também chamada de paralisia facial central, onde comumente observamos um desvio da boca, sendo que o olho e a testa mantêm-se normais. Junto também temos perda de força do braço e perna opostos ao lado do desvio da boca, sendo essa uma doença grave, considerada emergência médica. Como o olho do paciente não se fecha por completo, certamente ocorrerá ressecamento da conjuntiva do olho afetado, com risco de lesão da córnea, havendo a necessidade de fazer uso de colírio (um tipo de lágrima artificial) e uma pomada à noite, como proteção ocular. A fonoterapia e a fisioterapia são importantíssimas para que ocorra melhora rápida e minimização das sequelas, contudo esses procedimentos devem ser realizados por profissionais qualificados. 

Somente um médico poderá avaliar se o problema existe de fato e, a partir daí, determinar a causa e estabelecer o melhor tratamento a ser seguido pelo paciente. Otorrinolaringologista - médico de ouvido, nariz e garganta - é o especialista apropriado a ser consultado nesses casos.  




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