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'Se tirar o Lula, a campanha do Genoino acaba', diz Alckmin


Do Diário OnLine

23/10/2002 | 00:55


O governador de São Paulo e candidato no 2º turno da disputa estadual, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a defender que "não anda na garupa de ninguém" na campanha eleitoral e atacou a estratégia do adversário José Genoino (PT) em 'colar' sua imagem à do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alckmin foi o entrevistado desta terça-feira no programa Roda Viva, da TV Cultura.

"Evidente que se tirar o Lula acaba a campanha (do Genoino)", avaliou Alckmin, questionado pelo maior distanciamento que ele preferiu adotar da imagem de Serra na corrida eleitoral. "São Paulo é muito grande para andar na garupa", defendeu.

Apesar de defender José Serra em todos os aspectos, e dizer que os dois estão "permanentemente juntos", Alckmin reafirmou sua independência em relação ao candidato tucano à Presidência e destacou que o eleitor não precisa, necessariamente, optar por dois candidatos do mesmo partido no 2º turno. "Sou contra pacote escolhe um e leva dois", afirmou. "São duas eleições diferentes."

Alckmin admitiu que a situação de Serra é "difícil, mas não impossível" e se negou a comentar articulações futuras considerando sua vitória em São Paulo e o êxito de Lula na Presidência. "Nós vamos lutar até o último minuto. É uma coisa que eu aprendi com o governador Mário Covas (falecido no ano passado): lutar e vencer sempre", afirmou. "Até agora, as pesquisas relatam intenção de voto. Eleição mesmo é no domingo."

Mesmo querendo mostrar que não jogou a toalha na briga pela Presidência, Alckmin indicou que vai trabalhar ao lado de Lula caso as pesquisas eleitorais sejam confirmadas nas urnas. "Sou contra 3º turno. A disputa não deve seguir depois das eleições", afirmou. "Mas há partidos que não são assim. O PSDB, não. O PSDB é plural, como a sociedade", defendeu Alckmin, alfinetando o PT.

O governador e candidato disse considerar que o eleitorado não está cansado de oito anos de governos do PSDB e citou a eleição em 1º turno de Aécio Neves ao governo de Minas Gerais para argumentar que o modelo tucano de governar "continua". Sobre a imagem de Fernando Henrique, Alckmin disse que "popularidade é momento" e chamou o presidente de "um estadista que cumpriu seu papel". "O presidente tem credibilidade. Isso é que importa."

Os elogios não impediram Alckmin de fazer críticas ao governo FHC. Provocado pelos entrevistadores, o discípulo de Mário Covas apontou que sempre defendeu a flexibilização do câmbio antes da crise de 99 e disse que a demora agravou as conseqüências do problema.

Nos assuntos relacionados ao governo de São Paulo, Alckmin foi abordado principalmente sobre segurança, transportes e educação. O governador negou que o Estado esteja vivendo toques de recolher, defendeu o Rodoanel como "a obra mais barata do Brasil" e disse que os casos de alunos aprovados no ensino público sem saber ler e escrever são "casos excepcionais".



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'Se tirar o Lula, a campanha do Genoino acaba', diz Alckmin

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23/10/2002 | 00:55


O governador de São Paulo e candidato no 2º turno da disputa estadual, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a defender que "não anda na garupa de ninguém" na campanha eleitoral e atacou a estratégia do adversário José Genoino (PT) em 'colar' sua imagem à do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alckmin foi o entrevistado desta terça-feira no programa Roda Viva, da TV Cultura.

"Evidente que se tirar o Lula acaba a campanha (do Genoino)", avaliou Alckmin, questionado pelo maior distanciamento que ele preferiu adotar da imagem de Serra na corrida eleitoral. "São Paulo é muito grande para andar na garupa", defendeu.

Apesar de defender José Serra em todos os aspectos, e dizer que os dois estão "permanentemente juntos", Alckmin reafirmou sua independência em relação ao candidato tucano à Presidência e destacou que o eleitor não precisa, necessariamente, optar por dois candidatos do mesmo partido no 2º turno. "Sou contra pacote escolhe um e leva dois", afirmou. "São duas eleições diferentes."

Alckmin admitiu que a situação de Serra é "difícil, mas não impossível" e se negou a comentar articulações futuras considerando sua vitória em São Paulo e o êxito de Lula na Presidência. "Nós vamos lutar até o último minuto. É uma coisa que eu aprendi com o governador Mário Covas (falecido no ano passado): lutar e vencer sempre", afirmou. "Até agora, as pesquisas relatam intenção de voto. Eleição mesmo é no domingo."

Mesmo querendo mostrar que não jogou a toalha na briga pela Presidência, Alckmin indicou que vai trabalhar ao lado de Lula caso as pesquisas eleitorais sejam confirmadas nas urnas. "Sou contra 3º turno. A disputa não deve seguir depois das eleições", afirmou. "Mas há partidos que não são assim. O PSDB, não. O PSDB é plural, como a sociedade", defendeu Alckmin, alfinetando o PT.

O governador e candidato disse considerar que o eleitorado não está cansado de oito anos de governos do PSDB e citou a eleição em 1º turno de Aécio Neves ao governo de Minas Gerais para argumentar que o modelo tucano de governar "continua". Sobre a imagem de Fernando Henrique, Alckmin disse que "popularidade é momento" e chamou o presidente de "um estadista que cumpriu seu papel". "O presidente tem credibilidade. Isso é que importa."

Os elogios não impediram Alckmin de fazer críticas ao governo FHC. Provocado pelos entrevistadores, o discípulo de Mário Covas apontou que sempre defendeu a flexibilização do câmbio antes da crise de 99 e disse que a demora agravou as conseqüências do problema.

Nos assuntos relacionados ao governo de São Paulo, Alckmin foi abordado principalmente sobre segurança, transportes e educação. O governador negou que o Estado esteja vivendo toques de recolher, defendeu o Rodoanel como "a obra mais barata do Brasil" e disse que os casos de alunos aprovados no ensino público sem saber ler e escrever são "casos excepcionais".

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