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Esforço de Rogério Ceni empolga São Paulo na semana da decisão



11/07/2005 | 08:50


Há sol, mas o frio domina. São dez horas da manhã de sábado e, apesar de não querer estar li, Rogério Ceni é o primeiro goleiro a entrar no menor dos quatro campos do Centro de Treinamentos da Barra Funda. É acompanhado de Haroldo Lamounier, preparador de goleiros, e dos companheiros Matheus e Bruno, que inicia, aos 18 anos, sua carreira profissional. Roger e Flávio não treinam. Estavam escalados para o jogo contra o Flamengo.

Na sexta-feira, quando todos sabiam da escalação de Roger, Rogério ainda não dava o braço a torcer. Dizia que poderia jogar, que nada estava resolvido. "O Rogério é um exemplo ambulante. Ele faz todos os exercícios de forma tão séria que os outros goleiros se sentem na obrigação de imitá-lo", diz Haroldo, de 55 anos.

Os goleiros vão até o gol. Rogério é o primeiro a fazer sua série. Caminha, salta um obstáculo, faz um movimento de ziguezague entre quatro lanças e tenta defender o chute forte. Faz o exercício por 11 vezes. Agora, saída de gol. As dez bolas são colocadas de forma inclinada no lado direito do campo. Rogério fica perto da sua trave esquerda e tem de segurar a bola que é endereçada ao outro lado. São dez chutes. O exercício é repetido de forma inversa, da esquerda para a direita.

Hora de treinar reflexo. Rogério fica encostado na trave esquerda, sem olhar para Haroldo, que está postado diante do gol vazio, a 20 metros. Rogério só pode se mexer após ouvir o grito de Haroldo, que antecede seu chute. São cinco tentativas. Ele pega todas. "O reflexo precisa estar sempre em dia. Da velocidade da resposta pode sair a defesa ou o gol", explica o preparador.

Haroldo foi goleiro em equipes pequenas como Grêmio de Maringá e Nacional. Seu maior clube foi a Portuguesa e encerrou a carreira no União de Mogi, em 1998. No ano seguinte, estava no São Paulo. Trocou os juniores pelo time principal quando Rojas assumiu o time, em maio de 2003. "O Rogério sempre teve uma postura muito profissional comigo, mesmo não me conhecendo no início. Aceitou todos os exercícios e nunca deixou de se dedicar", diz.



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