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Genoino: 'Estou a disposição da CPI'



11/07/2005 | 08:21


O ex-presidente do PT José Genoino disse neste domingo que está à disposição da CPI dos Correios, antecipando-se dessa forma a parlamentares da oposição que desejam ouvi-lo nesta semana sobre a prisão de Adalberto Vieira da Silva. Ex-secretário de Organização do partido. Silva era assessor do irmão de Genoino, o deputado estadual do Ceará José Nobre Guimarães. Ele foi preso na sexta-feira passada no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, ao tentar embarcar com R$ 209 mil na bagagem e mais US$ 100 mil presos ao corpo, sob a cueca.

Genoino disse continuar "aturdido e perplexo" com o fato. "Eu não sou citado pela CPI, o episódio não tem nada a ver comigo, mas estou à disposição da CPI", afirmou. O ex-presidente disse torcer para que a Polícia Federal identifique os envolvidos na coleta e na tentativa de esconder o dinheiro. Parlamentares da oposição alegam, porém, que a CPI não pode ignorar essa prisão, diante das suspeitas de que os Correios eram uma das principais fontes do dinheiro desviado pelos integrantes do esquema do mensalão. O deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) lembrou que o nome do irmão de Genoino consta na agenda do publicitário Marcos Valério de Souza, tido como articulador do esquema.

"A prisão do assessor e o nome na agenda derrubam a tese de que as ligações de Valério se restringiriam ao Delúbio Soares", alegou o deputado. De acordo com ACM Neto, o depoimento de Genoino orientará a CPI na apuração da origem dos cerca de R$ 437 mil encontrados com Adalberto Silva.

A senadora Heloisa Helena (PSol-AL) disse que o PT mostra incoerência, ao aceitar a saída de Genoino da presidência do partido, mas tentar impedir a CPI de ouvi-lo. "Ao aceitar seu afastamento, a direção partidário termina por responsabilizá-lo pelo fato", argumentou. "No mínimo, no mínimo, estamos diante de um caso concreto de tráfico de influência", disse ela, referindo-se ao fato de o irmão de Genoino, um filiado petista totalmente inexpressivo, ter acesso a Marcos Valério, o suspeito de dividir o dinheiro "arrecadado" ilegalmente das estatais e operar o mensalão.

O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), defendeu "mais cuidado" no trato de novas denúncias, sobretudo para que o excesso de investigações não prejudique os trabalhos da comissão. "Vamos examinar a agenda em que aparece o nome do deputado José Nobre Guimarães e todos os fatos novos, mas não podemos abrir demais o leque das investigações", alegou. Sua expectativa é que esta semana, a quarta de atividades da comissão, sirva para ampliar os dados sobre o esquema suspeito, por meio do cruzamento de dados em poder da CPI. Delcídio se disse confiante de que, bem municiados, os integrantes da comissão conseguirão desmontar qualquer tentativa dos cinco depoentes de omitir informações.

Para esta segunda-feira à noite está prevista uma reunião da CPI para avaliar os próximos passos do trabalho. O deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) vai pedir a seus colegas que não se deixem contagiar pelos petistas, que "querem porque querem", segundo ele, restringir as suspeitas de corrupção ao tesoureiro do PT, Delúbio Soares. "A crise é grave, é ampla, e não seremos nós que vamos compactuar com tentativas de brecar as apurações", afirmou.

O senador Heráclito Fortes (PFL-PI), por sua vez, vai cobrar a formalização da quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônicos de Genoino, do ex-minsitro-chefe da Casa Civil José Dirceu, de Delúbio e do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira. Eles autorizaram a comissão a abrir suas contas na última quinta-feira, antecipando-se à iniciativa da oposição.



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