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Demanda do setor de material de construção

Propusemos ao governo que mais 30 itens fossem incluídos na lista de IPI reduzido, o que geraria queda no preço ao consumidor e alta nas vendas


Cláudio Conz

31/05/2012 | 00:00


Estive em Brasília, recentemente, em encontro com o ministro Guido Mantega, para, mais uma vez, levar até ele as demandas do nosso setor de material de construção. Um dos pontos sobre o qual conversamos seria uma possível ampliação dos itens de material de construção com redução de IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados).

Lembro a vocês que, ainda no ano passado, conseguimos estender a redução, que foi e está sendo muito importante para nosso setor, até dezembro deste ano. Nossa proposta é que mais 30 itens fossem incluídos na lista, o que geraria queda no preço ao consumidor e consequentemente aumento nas vendas, que ainda não estão satisfatórias. Elevar o prazo da desoneração para além deste ano também é uma de nossas demandas. De acordo com o ministro, a área econômica está estudando nossa proposta. Acredito que uma desoneração maior do imposto seria muito benéfica para nosso setor e para a economia do País. Temos, inclusive, estudos sobre o efeito positivo da desoneração. Estamos trabalhando por isso.

Outra questão que discutimos é o acesso ao crédito. Ainda em janeiro, o conselho curador do FGTS aprovou o uso do recurso do trabalhador para comprar material de construção. Foram aprovados inicialmente R$ 300 milhões do fundo para a operação que, dependendo da demanda, poderia ser elevada para até R$ 1 bilhão, com juros de 12% ao ano. A regulamentação foi finalizada em março, mas ainda não houve liberações. O ministro alegou em pronunciamento que o sistema é muito burocrático e que, por isso, ainda não foi colocado em prática. Ele disse ter solicitado à Caixa Econômica Federal estudar linha mais simples e apresentar a ele algo mais viável.

O fato é que a redução dos juros promovida pelo governo foi insuficiente para levar mais crédito aos consumidores. O setor continua a sofrer com a retração do crédito e a queda das taxas ainda não foi sentida pelos compradores por causa da queda no ritmo da concessão de empréstimos e financiamentos. O problema nem está tanto nos juros, mas nas restrições impostas pelos bancos na hora de conceder crédito. No ano passado, de cada dez pedidos de financiamento para consumidores no varejo, oito eram aprovados. Atualmente, só dois em cada dez são liberados.

No mês de abril, o varejo de material de construção sofreu forte queda, com retração de 8,5%. A previa do mês de maio sinaliza que nos cinco primeiros meses de 2012 contra 2011, deveremos estar com zero, ou seja, nenhum crescimento. Desta forma, temos de refazer nossas projeções de vendas para 2012 estimando 4,5% de crescimento, por conta das baixas bases de comparação com o segundo semestre de 2011.



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Demanda do setor de material de construção

Propusemos ao governo que mais 30 itens fossem incluídos na lista de IPI reduzido, o que geraria queda no preço ao consumidor e alta nas vendas

Cláudio Conz

31/05/2012 | 00:00


Estive em Brasília, recentemente, em encontro com o ministro Guido Mantega, para, mais uma vez, levar até ele as demandas do nosso setor de material de construção. Um dos pontos sobre o qual conversamos seria uma possível ampliação dos itens de material de construção com redução de IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados).

Lembro a vocês que, ainda no ano passado, conseguimos estender a redução, que foi e está sendo muito importante para nosso setor, até dezembro deste ano. Nossa proposta é que mais 30 itens fossem incluídos na lista, o que geraria queda no preço ao consumidor e consequentemente aumento nas vendas, que ainda não estão satisfatórias. Elevar o prazo da desoneração para além deste ano também é uma de nossas demandas. De acordo com o ministro, a área econômica está estudando nossa proposta. Acredito que uma desoneração maior do imposto seria muito benéfica para nosso setor e para a economia do País. Temos, inclusive, estudos sobre o efeito positivo da desoneração. Estamos trabalhando por isso.

Outra questão que discutimos é o acesso ao crédito. Ainda em janeiro, o conselho curador do FGTS aprovou o uso do recurso do trabalhador para comprar material de construção. Foram aprovados inicialmente R$ 300 milhões do fundo para a operação que, dependendo da demanda, poderia ser elevada para até R$ 1 bilhão, com juros de 12% ao ano. A regulamentação foi finalizada em março, mas ainda não houve liberações. O ministro alegou em pronunciamento que o sistema é muito burocrático e que, por isso, ainda não foi colocado em prática. Ele disse ter solicitado à Caixa Econômica Federal estudar linha mais simples e apresentar a ele algo mais viável.

O fato é que a redução dos juros promovida pelo governo foi insuficiente para levar mais crédito aos consumidores. O setor continua a sofrer com a retração do crédito e a queda das taxas ainda não foi sentida pelos compradores por causa da queda no ritmo da concessão de empréstimos e financiamentos. O problema nem está tanto nos juros, mas nas restrições impostas pelos bancos na hora de conceder crédito. No ano passado, de cada dez pedidos de financiamento para consumidores no varejo, oito eram aprovados. Atualmente, só dois em cada dez são liberados.

No mês de abril, o varejo de material de construção sofreu forte queda, com retração de 8,5%. A previa do mês de maio sinaliza que nos cinco primeiros meses de 2012 contra 2011, deveremos estar com zero, ou seja, nenhum crescimento. Desta forma, temos de refazer nossas projeções de vendas para 2012 estimando 4,5% de crescimento, por conta das baixas bases de comparação com o segundo semestre de 2011.

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