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Acidente mata dois por mês na Índio


Rodrigo Cipriano
Do Diário do Grande ABC

28/06/2006 | 08:03


O plano de revitalização da rodovia Índio Tibiriçá aumentou em 42,9% o número de vítimas fatais na via. De janeiro a maio desse ano foram dez casos, contra sete registrados no mesmo período de 2005, média de duas mortes por mês. A série de obras previstas na estrada só deve ser concluída em dezembro e inclui a construção de trevos para organizar o fluxo de veículos nos três principais acessos à pista. Por enquanto, os trabalhos se concentram na recuperação dos 37,2 quilômetros de asfalto, que vão de São Bernardo a Suzano, passando por Ribeirão Pires e Santo André.

Com a melhoria da pista, os cerca de 19 mil motoristas que utilizam a Índio Tibiriçá todos os dias pisaram no acelerador. Em trechos onde o limite é de 60 km/h, é comum ver caminhões passarem a 100 km/h. Na tarde de anteontem, uma batida leve entre dois carros, sem gravidade, foi suficiente para estourar o barril de pólvora em que se transformou a rodovia da morte, como a estrada passou a ser conhecida a partir da década de 70 em razão do grande número de acidentes. Moradores do Jardim Caçula interditaram as pistas por mais de uma hora.

O bairro de Ribeirão Pires abriga cerca de 10 mil pessoas e seu principal acesso fica na altura do Km 41,5 da rodovia. "A gente quer que seja tomada alguma providência para que os motoristas andem mais devagar aqui. Ninguém agüenta mais tanto acidente", afirmou José Aparecido Araújo, 36 anos, uma das lideranças do bairro e dono de uma agência de motoboys. Além dele, outras 200 pessoas participaram do protesto, de acordo com estimativa da Polícia Rodoviária. Os ânimos só foram contidos após os moradores conseguirem passar as exigências aos policiais.

Nesta terça à tarde, o capitão Durval Gasparini, comandante da 1ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Rodoviária, responsável pela Índio Tibiriçá, articulou uma reunião entre os moradores e os técnicos do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) para discussão de soluções para o impasse, mas nada foi decidido. O Estado afirma que para a construção de lombadas no trecho, a opção que mais agrada aos moradores, é preciso um estudo do local com base na legislação. Outra alternativa cogitada foi a instalação de redutores – faixas pintadas em relevo na pista.

Segundo o técnico do DER Humberto Bagatini, que comandou as negociações, essa opção também terá de ser analisada para que se verifique a viabilidade de implementação. Não há prazo para o fim do trâmite. "Vamos dar um tempo para eles resolverem, mas o pessoal vai ficar em cima. Hoje (ontem), eles queriam fechar a pista de novo. Se não fizerem nada, não vou conseguir segurá-los", afirmou o ajustador mecânico Ronildo Humberto Bagatini, outro líder do bairro.

Obras –Além da alta velocidade, outro problema no trecho é a confusão na sinalização. As entradas para o acesso do Jardim Caçula mudaram, mas a nova orientação no asfalto ainda não foi concluída. A culpa, segundo a empresa que realiza a obra, é do mau tempo. A previsão é de que o trabalho termine hoje. Por enquanto, o fluxo de veículos é guiado por cones. A Polícia Rodoviária afirmou que permanecerá de plantão no local para auxiliar os motoristas enquanto a intervenção não for concluída.

Apesar do número de vítimas fatais ter aumentado, o de acidentes na Índio Tibiriçá diminuiu 7,9% entre janeiro e maio desse ano. Foram 210 acidentes, frente a 228 ocorridos no mesmo período de 2005. As obras na rodovia começaram em junho do ano passado e estão orçadas em R$ 20,2 milhões. Além do recapeamento e da construção de trevos, o projeto também incluiu a criação de 6,1 quilômetros de pista adicional, espalhados em sete trechos, para facilitar ultrapassagens.



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