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Greve no transporte público prejudica 100 mil usuários

Profissionais da BR7 reclamam de atraso no salário e não pagamento de benefícios; empresa garante quitar dívida hoje


Yasmin Assagra e Vanessa Soares
Do Diário do Grande ABC

26/03/2021 | 00:01


Motoristas e cobradores da BR7 Mobilidade, empresa responsável pela operação de 52 linhas municipais em São Bernardo, realizaram paralisação ontem que se estendeu até o fim do dia. Eles reclamam atraso no adiantamento do salário de abril, além do não pagamento de três meses de vale-refeição. A empresa tem cerca de 1.200 funcionários e 400 ônibus, que atendem, diariamente, aproximadamente 100 mil usuários. 

De acordo com o Sintetra ABC (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Grande ABC), há algum tempo a BR7 passou a pagar os benefícios “fora dos prazos legais”, sendo que o vale-refeição tem de ser depositado todo dia 1º, o pagamento, no quinto dia útil, e o adiantamento, no dia 20. 

O Diário percorreu pontos de ônibus na Avenida Brigadeiro Faria Lima e não encontrou nenhum ônibus municipal circulando. A auxiliar de enfermagem Alessandra Nunes, 46 anos, trabalha no Centro de São Bernardo e mora na Vila Esperança. Ela soube do protesto pela manhã e conseguiu carona. Na volta, no Terminal Ferrazópolis, descobriu que o transporte não passaria e caminhou cerca de 40 minutos até sua casa. “Achei que já tinha resolvido, por isso, resolvi vir aqui (no terminal)”, lamenta. 

Muitos usuários optaram por usar os ônibus intermunicipais para chegar mais perto do destino, o que ocasionou filas. 

No fim do dia, os profissionais entraram em acordo com a empresa e prometeram retomar o serviço hoje. “Tivemos o comprometimento da empresa em finalizar os pagamentos até o meio-dia<CF50>, com isso, serão retoma</CF>das as operações na madrugada”, explicou Ailton Gonçalves, diretor de comunicação da Sintetra. 

O Diário não conseguiu contato com a BR7 até o fechamento desta edição. 

Ainda pela manhã, funcionários da Expresso São Bernardo também pararam por falta de pagamento e benefícios. O ato, porém, durou cerca de duas horas e foi encerrado quando os funcionários entraram em acordo com a empresa, que opera duas linhas intermunicipais. 

Após as paralisações, a Prefeitura ingressou com liminar na Justiça requisitando que ao menos 70% da frota retornasse às atividades e considerou “uma irresponsabilidade esta paralisação”. 



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