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Região corre risco de retroceder à fase laranja do Plano São Paulo

Sete cidades dependem dos indicadores de toda a Grande São Paulo; reavaliação estava prevista para fevereiro e foi antecipada para amanhã

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC
14/01/2021 | 00:01
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O Grande ABC pode regredir à Fase 2 (laranja) do Plano São Paulo amanhã. Isso porque a reclassificação do programa, antes prevista para 5 de fevereiro, foi antecipada pelo governo do Estado em razão da piora dos indicadores epidemiológicos da Covid-19. Atualmente na Fase 3 (amarela), as sete cidades dependem do desempenho de toda a Grande São Paulo, composta por 39 municípios, para retroceder, se manter ou avançar de etapa.

Dos cinco indicadores avaliados no plano do governo estadual, a região possui dois índices compatíveis com a Fase 4 (verde) – taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), que está em 52,4%, e leitos de UTI a cada 100 mil habitantes, atualmente em 13. Nos outros três critérios, o Grande ABC tem índices aceitáveis na fase amarela – novos casos por 100 mil habitantes (237), novas internações por 100 mil habitantes (49) e mortes por 100 mil habitantes (sete). Os cálculos foram feitos pela equipe do Diário com base em dados dos boletins das prefeituras.

Informações do Simi (Sistema de Monitoramento Inteligente), da Fundação Seade, indicam que a Grande São Paulo também possui três indicadores admissíveis na fase amarela – casos a cada 100 mil habitantes (223), internações a cada 100 mil habitantes (54) e óbitos a cada 100 mil habitantes (seis) – e dois compatíveis com a fase verde – ocupação das UTIs (68,3%) e unidades de terapia intensiva a cada 100 mil habitantes (21). Chama atenção a ocupação dos leitos de UTI, que caso atinja 70% pode fazer com que os 39 municípios voltem à fase laranja, uma vez que o critério é o que possui o maior peso na análise. Os números são referentes aos últimos 14 dias.

Outra possibilidade é a de que o centro de contingência altere os parâmetros para reclassificação das regiões. Isso aconteceu em diversas ocasiões desde a criação do Plano São Paulo, inclusive na última reclassificação, no dia 8 deste mês. O Grande ABC e demais cidades da Grande São Paulo chegaram a ser desmembrados em sub-regiões – as sete cidades integraram a chamada Grande São Paulo Sudeste. Porém, voltaram a se juntar a área única nas últimas três reclassificações.

Segundo Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde, o Estado vive avanço da doença semelhante ao registrado em agosto de 2020, durante pico de contágio e infecções. Ontem, o Estado registrou variação semanal de 62,5% em novos casos, de 40,2% em óbitos e 24% em internações. No mesmo período, a variação no Grande ABC foi de 4% nas internações, 2,62% nos diagnósticos e 2,47% nos falecimentos. 




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