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Hoje tem companhia lírica no Teatro Colombo

Tem sido uma honra para Memória divulgar as crônicas de Eliziário Firmo de Lima, o Zizá de Santo André


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

22/06/2010 | 00:00


Tem sido uma honra para Memória divulgar as crônicas de Eliziário Firmo de Lima, o Zizá de Santo André (1910-1995). A crônica de hoje merece abrir a página, pois Zizá nos leva a um passeio a São Paulo, ou a vários passeios, para compras e para espetáculos líricos no Teatro Colombo. Todos estão convidados. Zizá nos conduz.

Crônica do Zizá

Trens para São Paulo
Texto: Eliziário Firmo de Lima

Em 1917/18, aproximadamente, os trens para São Paulo eram escassos. Lembra-me bem o subúrbio das 14h30.

Eram composições pequenas, geralmente de três vagões. O percurso era Santo André, São Caetano, Ipiranga, Brás e Luz. Para evitar acidentes, cada vagão era trancado a chave pelo guarda-trens, impecável em seu uniforme azul-marinho, quepe e gravata, e cujas portas se abriam em cada parada.

Junto à Estação de Santo André, aguardando os passageiros, ficavam dois coches, atrelados a dois cavalos cada.

Os seus cocheiros eram Adelelmo Setti e o velho Giácomo, residentes na Vila de São Bernardo, que faziam o percurso entre Santo André e aquela cidade. Não havia outra condução para São Paulo. Posteriormente apareceu outro coche do Sr. Ismael Lobo.

No Brás o comércio era bastante desenvolvido. Boa parte das pessoas de Santo André e São Caetano fazia lá determinadas compras: calçados na Casa Clark, remédios na Drogaria Baruel, frutas estrangeiras no Café Portuense.

No Largo da Concórdia, a um quarteirão da estação do Brás, existia o famoso Teatro Colombo, prédio muito bonito que recebia companhias líricas italianas. Estas companhias, depois de se exibirem no Teatro Municipal, no Centro, na despedida homenageavam a vasta colônia italiana do Brás, apresentando-se no Teatro Colombo a preços populares. Italianos de Santo André e São Caetano faziam-se presentes.

Falando ainda de trens para São Paulo quero assinalar que Santo André, por volta de 1940, tinha o expresso que vinha de Santos com uma só parada, no Brás. Fazia então o percurso direto, de Santo André ao Brás, em 16 minutos. A estação terminal era a da Luz.
O expresso era velocíssimo e suas caldeiras eram acionadas com carvão mineral de Cardiff, Inglaterra.

CORREÇÕES
O Distrito de Ribeirão Pires foi criado em 22 de junho de 1896, e não dia 21.

Em 24/03/2010 foi publicada a história de Iolanda Defeu. Ao que me parece, salvo engano, deve ter havido erro de informação, talvez por desconhecimento dos próprios descendentes. As cidades de Pellezzano e Baronissi não se situam na Sicilia. Realmente são cidades próximas mas ficam na Regione da Campania, província de Salerno, aproximadamente a 50 quilômetros de Napoli. Sou de Pellezzano, e não me lembro se há no local família com o sobrenome Defeu. Francesco Villari.

DIÁRIO HÁ 30 ANOS
Domingo, 22 de junho de 1980

Manchete - Papa dirige apelo pela paz no Oriente Médio; padre José de Anchieta será beatificado hoje

Saúde - Movimento nas farmácias maior com onda de gripe.

Recenseamento - Começam inscrições apara trabalhar no Censo 80.

Editorial - Dinheiro do povo é jogado pela janela

Primeiro Plano (Eduardo Camargo) - No Brasil, o papa dos supermercados (Michael O'Connor).

São Caetano - APAE, bom atendimento apesar da falta de verbas (reportagem de Roseli Forganes, com fotos de Luciano Vicioni).

EM 22 DE JUNHO DE...

1940 - Kunio Honma desembarca em Santos e, depois, em companhia do irmão, funda, em Santo André, o Foto Tókio.

HOJE

Dia do Orquidófilo, Dia do Aeroviário e Dia do Gráfico.

Comunidade Toscana

Nesta quarta-feira, dia 23, às 19h30, na sede da Brasilitália, em São Bernardo, haverá reunião com toscanos e seus descendentes. Objetivo: expor os programas que a região toscana tem com o Circulo Italiano de Toscana de Riacho Grande. Todos estão convidados. Endereço da Brasilitália: Avenida Dr. Baeta Neves, 232, perto do shopping Metrópole.

Em 3 de julho será realizado o 3º Encontro de Corais em Língua Italiana, no Teatro Elis Regina, em São Bernardo. Participarão: Bicchieri D'Oro, Associação Ítalo-Brasileira de Santo André, Canto a Cappela de Jarinú e Associação Italiana Giuseppe Verdi da cidade de Salto.

SANTOS DO DIA

João Fisher, Paulino de Nola (na estampa) e Tomás Moro.

Crédito da estampa: acervo Vangelista Bazani (Gili) e João de Deus Martinez


FALECIMENTOS

GERMANO QUIRINO DA SILVA
(Taquarana, AL, 8-5-1910 - Mauá 11-6-2010)

Para chegar aos 100 anos de idade, Germano Quirino da Silva não fez qualquer dieta especial. Alimentava-se normalmente e mantinha os bons hábitos de todo cidadão crente em Deus e de amor à família.

Ele trabalhou muito, tanto na roça nordestina como no interior de São Paulo, para onde veio com a esposa, Maria Jusina de Jesus, e as duas primeiras filhas, Josefa e Maria Valderez. Fixou-se num distrito do Mirante de Paranapanema. E no interior paulista nasceram mais três filhos, José Donizete (natural de Pirapozinho), João Quirino e Maria Aparecida.

O filho José Donizete veio para Mauá em 1978. Casou-se em 1988 com Nilda Zambelli, na Matriz Imaculada Conceição. Os pais vieram para o casamento e passaram a residir em Mauá, no Jardim Esperança.

"Meu pai era calmo, tranquilo. Gostava de frequentar a igreja católica, a Paróquia Cristo Operário", conta o filho José Donizete.

Germano Quirino da Silva partiu aos 100 anos de idade. Deixa a esposa, que completará 81 anos em novembro, filhos, genros, noras, 19 netos e 12 bisnetos. Está sepultado no Cemitério Santa Lídia, em Mauá.



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