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'Saída é tirar os carros da rua'


André Vieira
Do Diário do Grande ABC

22/06/2010 | 07:14


O problema do tráfego intenso dos veículos de passagem pelos municípios do Grande ABC, um dos principais fatores que levam aos congestionamentos, não será solucionado só com iniciativas locais.

Para o diretor-superintendente da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), Marcos Bicalho, o trânsito pesado nas vias centrais só poderá ser minimizado com a adoção de políticas integradas.

"No Grande ABC, como em toda a região metropolitana, o tráfego de passagem é intenso e muito além do que os próprios municípios geram."

Portanto, melhorar as condições de locomoção, sobretudo das vias que fazem a conexão das fronteiras entre as cidades, não está nas mãos de uma única prefeitura ou dentro de seus limites.

Segundo Bicalho, aumentar o poder de comunicação entre os departamentos municipais que controlam o trânsito é uma forma de ampliar o poder de mobilidade urbana no Grande ABC.

"Se um usuário está mais bem informado da situação do trânsito, ele se perde menos, dá menos voltas e procura mais rapidamente rotas alternativas", afirmou o diretor-superintendente da NTU.

Somando as sete cidades, a frota de veículos registrada ultrapassa um milhão de unidades. Só automóveis são mais de 890 mil. Motocicletas, mais de 150 mil.

Por conta da demanda, segundo o especialista, a saída não está na construção de mais túneis, viadutos, que podem terminar apenas por transferir o congestionamento de um lugar para o outro.

"As obras, mesmo quando necessárias, não são soluções. É contraditório porque as intervenções precisam ser feitas. Mas, por outro lado, por se tratar de mais uma opção, acabam atraindo mais veículos", afirmou.

O Complexo Cassaquera, em Santo André, é um exemplo. Inaugurada em junho de 2008, a pista tem mais de um quilômetro de extensão e faz a ligação das avenidas Giovanni Battista Pirelli e dos Estados.

A expectativa era de que a obra, que custou cerca de R$ 30 milhões, diminuísse o trânsito no Centro, já que seria alternativa mais rápida de entrada e saída da cidade. Dois anos depois, o sistema, que tem um viaduto com 320 metros e uma ponta sobre Rio Tamanduateí, já apresenta sinais de saturação e registra congestionamentos.

Para Bicalho, "a saída é retirar os carros das ruas", instituindo programas como o rodízio de veículos ou incentivando a população a utilizar o transporte público.

NA FILA
Os projetos mais ambiciosos para melhorar o transporte público do Grande ABC, que poderiam convencer os motoristas a deixarem seus carros em casa, deverão esperar mais alguns anos até se tornarem realidade.

O Expresso ABC, trem que fará viagens mais rápidas que as atuais linhas, e o monotrilho, que ligará a região à estação Tamanduateí do Metrô, ainda estão sendo desenvolvidos pelas prefeituras e o governo do Estado.



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