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Quem inventou o halloween?

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Do Diário do Grande ABC

31/10/2010 | 07:05


O Dia das Bruxas, ou Halloween, surgiu há mais de 2.000 anos, a partir da comemoração do Ano-Novo e o fim do verão pelo povo celta (que viveu onde hoje é Inglaterra, Escócia e Irlanda). A festa era chamada de Samhain. Começava no dia 31 de outubro e terminava dia 2 de novembro, quando é celebrado o Dia de Finados. Eles acreditavam que nesses dias os espíritos e fantasmas voltavam para a Terra.

Na noite de 31 de outubro, os religiosos (chamados de druidas) acendiam fogueiras e, enquanto dançavam ao redor do fogo, agradeciam pela colheita. No dia seguinte, as famílias pegavam parte desse fogo para fazer comida. Assim, acreditavam estar protegidos dos maus espíritos. Por ser considerada festa pagã (que não pertence a nenhuma religião que acredita em um só Deus), quem celebrava a data durante a Idade Média (entre os séculos 5 e 15), na Europa, era perseguido e podia ser condenado a ser queimado na fogueira.

No século passado, muitos povos transformaram o medo que têm das criaturas de outro mundo em brincadeira. Em vários países de língua inglesa, como Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Inglaterra, crianças e adultos fazem da noite do dia 31 de outubro uma grande festa (confira ao lado).


No Brasil, também é o Dia do Saci


Em São Paulo e algumas cidades do Brasil, 31 de outubro é o Dia do Saci, personagem famoso pelas travessuras. O negrinho de uma perna só, com capuz vermelho e cachimbo é um dos mais populares no Brasil. Diz a lenda, que ele esconde objetos e assusta viajantes, cavalos e bois. Apesar de arteiro, não faz nada para prejudicar alguém.

Para ir de um lugar a outro, costuma se deslocar em redemoinhos de vento. Para capturá-lo, é preciso jogar uma peneira sobre ele e tirar-lhe o gorro, depois prendê-lo dento de uma garrafa. Só assim fica obediente.

Os índios acreditam que esse personagem conhece bem as ervas da floresta e sabe usá-las na fabricação de chás e medicamentos.

O Saci tem mais de 200 anos e ninguém sabe ao certo quando foi criado. Há quem diga que a lenda surgiu entre os índios no final do século 18. Outros, acreditam que foi inventado pelos negros que chegaram no Brasil a partir do século 19. O certo é que cada região do País tem uma forma para descrevê-lo e contar suas histórias.

O escritor Monteiro Lobato o tornou famoso nas histórias do Sítio do Picapau-Amarelo. Tempos depois, o escritor e cartunista Ziraldo também o retratou nas histórias da Turma do Pererê em formato de HQ. O personagem Chico Bento, do cartunista Mauricio de Sousa, garante que já viu o Saci em algumas de suas histórias.

FESTA NO CANADÁ É IGUAL A DOS FILMES

O Dia das Bruxas é muito popular no Canadá. Um mês antes da festa, as casas já estão decoradas com abóboras (chamadas pumpkin), das quais se retiram as sementes para que possam ser cortadas em forma de rostinho, além de espantalhos e guirlandas. As famílias começam a preparar fantasias e potes de doces para presentear as crianças nesse dia.

As irmãs Maria Luiza Reis, 9 anos, e Ana Júlia Reis, 12, que moram em Ottawa, capital do Canadá, contam que casa sem decoração ou com a luz apagada é sinal de que não há comemoração. "Todos se fantasiam e vamos de porta em porta pedindo doces. Alguns distribuem creme dental e escovas. Quando os doces acabam, eles pedem desculpas", explicam. Os visitantes dizem Trick or treat, que significa travessura ou gostosura.

SEM MEDO

Tobias é fantasminha que vive perambulando por uma casa antiga. Ao lado dos velhos tios, o menino passa as noites procurando algo divertido para fazer. Tudo muda quando a menina Elisa e sua família vão morar lá. Esse é o comecinho da história Tobias e o Grande Livro dos Fantasmas (Caramelo, 32 págs., R$ 35). Quando a vê, Tobias fica empolgado para assustar a esperta Elisa. Pega escondido o Grande Livro de Fantasmas do tio Finnegan e corre para fazer um grande feitiço para deixar a menina de cabelo em pé. Mas o fantasminha se dá mal e acaba tendo sérios problemas, já que não pode pegar as coisas dos outros sem autorização.

Apesar de parecer assutadora, a obra é engraçada e cheia de ilustrações para falar sobre a amizade. Mas será que uma menina pode ficar amiga de um fantasminha? Luiz Fernando da Silva, 8 anos, de Santo André, garante que sim. "Adorei quando vi que, apesar do que ele aprontou, a Elisa ainda ficou amiga dele", diz o garoto, que valoriza o respeito às diferenças.

 



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