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Crise: Corinthians perde no México pela Libertadores


Do Diário OnLine

10/03/2006 | 01:26


AFPA luz 'amarela' acendeu para o Corinthians na Copa Libertadores da América e a 'vermelha' está piscando com intensidade para o técnico Antonio Lopes. No início da madrugada desta sexta-feira (horário de Brasília), o Timão viajou até Monterrey, no México, e perdeu para o Tigres por 2 a 0, no estádio Universitário de Nuevo León (Monterrey, México). A derrota, primeira de um clube brasileiro na edição 2006 do principal torneio de clubes do continente, complica a vida do clube do Parque São Jorge no Grupo 4.

Com o placar adverso, o Corinthians permanece com quatro pontos ganhos em três jogos disputados e despenca para a terceira posição. O Tigres, por sua vez, chega aos 6 pontos e assume a liderança da chave. Na segunda colocação está a Universidade Católica (CHI) com os mesmos 4 pontos do Timão, mas com um jogo a menos – o time chileno encara no próximo dia 21 o Deportivo Cali (COL), lanterna do grupo.

No entanto, quem realmente perde com esse tropeço é Lopes. Criticado pelos últimos resultados – empates com Universidade Católica e Marília, ambos no estádio do Pacaembu –, ele já está na berlinda e pode ser demitido nos próximos dias. No entanto, existe a possibilidade do 'delegado' ganhar uma última oportunidade. Para ficar com o emprego, Lopes terá a difícil tarefa de vencer o São Paulo no próximo domingo, às 16h, no estádio do Morumbi, pelo Campeonato Paulista.

Pela Copa Libertadores, o Corinthians volta a campo somente no dia 22 de março (quarta-feira) diante do mesmo Tigres. Porém, desta vez, a equipe brasileira busca a reabilitação dentro do Pacaembu e com o apoio da 'Fiel' torcida.

1° Tempo = 'Sono' – As expectativas em torno do que o Timão poderia apresentar dentro das quatro linhas eram grandes. Pela primeira vez o técnico Antônio Lopes tinha nas mãos as principais estrelas contratadas a peso de ouro para tentar conquistar o tão sonhado 'caneco' continental. Com Johnny Herrera no gol e um trio da zagueiros muito inexperiente para uma Libertadores (Betão, Marcus Vinícius e Wendel), as apostas de um bom futebol estavam todas do meio-campo para frente, com Gustavo Nery (Seleção Brasileira), Marcelo Mattos, Macherano (seleção argentina), Ricardinho (Seleção Brasileira), Roger, Nilmar e Tevez (seleção argentina).

Quando a bola começou a rolar, o Corinthians foi para cima e tentou mostrar que o fator campo estava em segundo plano e que os 'galácticos tupiniquins' poderiam voltar com os três pontos. Nos dez minutos iniciais, o clube brasileiro pressionou o Tigres no seu campo de defesa. As primeiras oportunidades corintianas nasceram com certa facilidade por meio de tabelinhas entre Roger e Nilmar, Nilmar e Tevez ou Tevez e Roger. No entanto, em todas elas, o goleiro Rodríguez fez boas defesas.

Após este início promissor, o Timão caiu bruscamente de rendimento. O jogo, que estava restrito ao ataque do Corinthians e a defesa da equipe mexicana, passou a se concentrar no meio-campo. Com Ricardinho próximo de Mascherano, Mattos e Gustavo Nery, o trio Roger, Nilmer e Tevez ficou no ataque e deixou de criar oportunidades. Nessa queda alvinegra, o Tigres começou a se engraçar. Aos 15 minutos, os mexicanos realizaram boa troca de bola na entrada da área. Gaitán cruzou a bola na cabeça de Aldo de Nigres, que aproveitou a falha de marcação de Marcus Vinicius para mandar a bola na rede pelo lado de fora.

Aos 28, o Corinthians criou sua melhor oportunidade e, como não poderia ser diferente, ela nasceu a partir da individualidade de seus atletas. Roger se livrou da marcação de dois jogadores do Tigres, avançou e lançou Nilmar na entrada da área. O artilheiro do Campeonato Paulista 2006 dominou, driblou o zagueiro e mandou o petardo. Rodríguez, mais uma vez bem posicionado, fez a defesa e impediu a abertura do placar.

Quando o jogo se encaminhava para um primeiro tempo de pouco futebol e muito 'sono', o Tigres acordou e levou um pouco de emoção ao seu torcedor. Aos 38 minutos, Martinez arriscou da entrada da área. A bola desviou em Wendell e quase enganou o goleiro chileno Johnny Herrera, que fez boa defesa. Quatro minutos depois foi a vez de De Nigres desperdiçar excelente oportunidade. Após cruzamento pela esquerda, o atacante cabeceou livre na marca do pênalti, mas mandou a redonda pela linha de fundo.

2° Tempo = 'Início do Fim' – Se o primeiro tempo deu sono, o segundo começou a 'mil por hora'. Logo aos quatro minutos a tragédia corintiana na cidade de Monterrey teve início. O volante Marcelo Mattos, em uma jogada infantil e absolutamente desnecessária, deu um carrinho violento em De Nigres no campo de defesa do Tigres e foi expulso. O árbitro Carlos Chandia não pensou duas vezes e mandou o camisa 5 imediatamente para o chuveiro.

O fator 'um jogador a menos' surtiu efeito maléfico instantâneo para o Corinthians. Aos sete minutos, Martinez desceu livre pela direita e chutou cruzado. A bola, que saiu rasteira e sem violência, desviou no zagueiro Wendell e enganou o goleiro Herrera. O chileno nada pôde fazer, a não ser pegar a redonda no fundo da rede.

O gol, ao invés de motivar e dar novo ânimo, acabou levando os jogadores corintianos ao nocaute. Os mexicanos se acomodaram na partida e começaram a perder uma chance atrás da outra de ampliar a vantagem e, quem sabe, golear o atual campeão brasileiro. Aos 14 minutos, Herrera saiu completamente estabanado em um cruzamento e espalmou a bola para cima. Da entrada da área, o zagueiro brasileiro cabeceou e tentou fazer um golaço. No entanto, Betão apareceu como salvador da pátria e tirou a bola em cima da linha.

Acuado, o Timão se conformou em ser pressionado e sequer tentou se aproveitar da velocidade de Nilmar e Gustavo Nery para surpreender nos contra-ataques e arrancar pelo menos um pontinho fora de casa. E esse marasmo alvinegro levou ao segundo gol mexicano. Aos 44 minutos, Gaitán, um dos grandes nomes do Tigres na partida, dominou a bola na entrada da área, levantou a cabeça e tocou para Peralta. O atacante que entrou no segundo tempo dominou no meio dos zagueiros e só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes na saída de Herrera.



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