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Rússia acusa navio de guerra americano de violar suas águas territoriais



24/11/2020 | 18:11


A Rússia afirmou nesta terça-feira, 24, que um de seus navios de guerra identificou e afastou um destróier americano que operava ilegalmente em suas águas territoriais no Mar do Japão (Mar do Leste). A Marinha dos EUA negou irregularidades nas manobras de seu navio e acusou Moscou de fazer reivindicações marítimas excessivas.

O Almirante Vinogradov, um caça-submarino russo, advertiu verbalmente o USS John S. McCain, um destróier da Marinha dos EUA, e o ameaçou para forçá-lo a deixar a área, levando-o a retornar às águas neutras, informou Moscou.

O navio USS John S. McCain, que navegava havia vários dias no Mar do Japão, "violou as águas territoriais da Federação Russa no Golfo de Pedro o Grande", afirmou em um comunicado o Ministério da Defesa de Moscou.

O incidente ocorreu no início da madrugada desta terça-feira (hora de Brasília), quando o navio americano penetrou mais de 2 km em águas russas sem respeitar as fronteiras marítimas, de acordo com o ministério.

O Almirante Vinogradov, da Frota russa do Pacífico, enviou uma mensagem de advertência ao navio americano, ameaçando-o com "uma manobra de estocada para expulsá-lo de suas águas jurisdicionais", de acordo com o comunicado. O navio americano retornou imediatamente às águas neutras, acrescentou.

Por sua vez, a Frota do Pacífico americana afirmou em um comunicado que o USS John S. McCain "fez valer seus direitos de navegação" nesta área disputada desde 1984, que seu país não reconhece como parte das águas russas.

Esses incidentes entre navios dos dois países, acusando-se mutuamente de realizar manobras perigosas, ocorrem com frequência, mas principalmente no Mar Báltico e no Mediterrâneo.

No verão (hemisfério norte) de 2019, um navio de cruzeiro americano e um destróier russo se aproximaram perigosamente no Mar da China, de acordo com as marinhas russa e americana, que se culparam reciprocamente pelo incidente.

Os incidentes também destacam as fracas relações diplomáticas e militares entre a Rússia e os Estados Unidos, cujos laços têm chegado ao mais baixo nível desde o fim da Guerra Fria.

O último grande pacto de controle de armas entre os antigos adversários deve expirar em fevereiro, apesar de meses de negociações para encontrar um substituto. Além disso, o presidente Vladimir Putin ainda não deu os parabéns ao presidente eleito dos EUA, Joe Biden, por sua vitória nas eleições de 3 de novembro contra o presidente Donald Trump. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)



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Rússia acusa navio de guerra americano de violar suas águas territoriais


24/11/2020 | 18:11


A Rússia afirmou nesta terça-feira, 24, que um de seus navios de guerra identificou e afastou um destróier americano que operava ilegalmente em suas águas territoriais no Mar do Japão (Mar do Leste). A Marinha dos EUA negou irregularidades nas manobras de seu navio e acusou Moscou de fazer reivindicações marítimas excessivas.

O Almirante Vinogradov, um caça-submarino russo, advertiu verbalmente o USS John S. McCain, um destróier da Marinha dos EUA, e o ameaçou para forçá-lo a deixar a área, levando-o a retornar às águas neutras, informou Moscou.

O navio USS John S. McCain, que navegava havia vários dias no Mar do Japão, "violou as águas territoriais da Federação Russa no Golfo de Pedro o Grande", afirmou em um comunicado o Ministério da Defesa de Moscou.

O incidente ocorreu no início da madrugada desta terça-feira (hora de Brasília), quando o navio americano penetrou mais de 2 km em águas russas sem respeitar as fronteiras marítimas, de acordo com o ministério.

O Almirante Vinogradov, da Frota russa do Pacífico, enviou uma mensagem de advertência ao navio americano, ameaçando-o com "uma manobra de estocada para expulsá-lo de suas águas jurisdicionais", de acordo com o comunicado. O navio americano retornou imediatamente às águas neutras, acrescentou.

Por sua vez, a Frota do Pacífico americana afirmou em um comunicado que o USS John S. McCain "fez valer seus direitos de navegação" nesta área disputada desde 1984, que seu país não reconhece como parte das águas russas.

Esses incidentes entre navios dos dois países, acusando-se mutuamente de realizar manobras perigosas, ocorrem com frequência, mas principalmente no Mar Báltico e no Mediterrâneo.

No verão (hemisfério norte) de 2019, um navio de cruzeiro americano e um destróier russo se aproximaram perigosamente no Mar da China, de acordo com as marinhas russa e americana, que se culparam reciprocamente pelo incidente.

Os incidentes também destacam as fracas relações diplomáticas e militares entre a Rússia e os Estados Unidos, cujos laços têm chegado ao mais baixo nível desde o fim da Guerra Fria.

O último grande pacto de controle de armas entre os antigos adversários deve expirar em fevereiro, apesar de meses de negociações para encontrar um substituto. Além disso, o presidente Vladimir Putin ainda não deu os parabéns ao presidente eleito dos EUA, Joe Biden, por sua vitória nas eleições de 3 de novembro contra o presidente Donald Trump. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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