Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 3 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Atila diz que não havia necessidade de operação do Gaeco

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito afirmou que empresa foi contratada de forma regular


Daniel Tossato
Do Diário do Grande Abc

15/06/2020 | 20:00


Prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) declarou que não viu necessidade de o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao Ministério Público, realizar busca e apreensão na sede da Prefeitura – e em outros endereços ligados a agentes públicos – para averiguar contratos referentes ao hospital de campanha da cidade.

O chefe do Executivo sustentou que, desde o início do processo de contratação de empresas para montar e gerenciar o equipamento de saúde para combater a Covid-19, a Prefeitura sempre disponibilizou os documentos no Portal da Transparência, assim como dialogava com promotores semanalmente para garantir a legalidade das contratações.

“Quero desvendar o que aconteceu hoje. Esta operação não deveria ter ocorrido. Temos apenas dois contratos (para o hospital de campanha). Um é da tenda e o outro é o que engloba os serviços. A gente sabe que tem cidade que tem contratos fatiados, por exemplo. Nós mantemos tudo em apenas dois. Nunca deixamos de responder nada, nem ao MP, nem a ninguém. Quero, de fato, entender o que aconteceu hoje”, citou.

Na manhã desta segunda-feira (15), a Prefeitura de Mauá e a casa do prefeito receberam equipes do Gaeco, que cumpriam mandado de busca e apreensão. O MP suspeita de irregularidades na contratação emergencial da OS Atlantic – Transparência e Apoio à Saúde Pública para a gestão do hospital de campanha construído na cidade. O valor do contrato é de R$ 3,3 milhões a ser pago dentro de 90 dias. Durante a operação, foram apreendidos dois celulares, um iPad, documentos e um notebook. Secretário de Saúde da cidade, Luís Carlos Casarin, também foi alvo da operação.

“Os contratos que estão com o MP, por exemplo, são os mesmo que estão na Prefeitura. Não precisava de uma ação dessas. Se tivessem algum tipo de dúvida, era só questionar de forma oficial a administração, que nós responderíamos”, declarou Atila.

Ainda conforme o prefeito, o próprio TCU (Tribunal de Contas da União) teria deixado a Prefeitura de Mauá fora de lista de administrações que estariam realizando algum tipo de contratação irregular durante a pandemia do novo coronavírus. “Sinto indignação. Fizemos tudo dentro da transparência. O Gaeco disse que veio atrás do contrato original de contratação do serviço, mas o contrato que o MP teve acesso é o mesmo”, avaliou o chefe do Executivo.

O MP de Mauá começou a investigação sobre o caso em abril. Uma das denúncias foi feita por vereadores de oposição a Atila. Outra pelo pré-candidato João Veríssimo (PSD). A peça acusou o prefeito e o secretário de Saúde de superfaturarem contrato de locação de tendas para abrigar o hospital de campanha, assinado com a empresa Pilar Organizações e Festas Ltda, pelo valor total de R$ 667,5 mil, pelo período de três meses. Os questionamentos também miram convênio com a OSS (Organização Social de Saúde) Atlantic Transparência e Apoio à Saúde Pública, com sede em Caieiras, no valor de R$ 3,3 milhões, para a gestão do hospital. Os dois contratos foram feitos de forma emergencial e sem licitação, como prevê a legislação vigente durante a pandemia.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Atila diz que não havia necessidade de operação do Gaeco

Prefeito afirmou que empresa foi contratada de forma regular

Daniel Tossato
Do Diário do Grande Abc

15/06/2020 | 20:00


Prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB) declarou que não viu necessidade de o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao Ministério Público, realizar busca e apreensão na sede da Prefeitura – e em outros endereços ligados a agentes públicos – para averiguar contratos referentes ao hospital de campanha da cidade.

O chefe do Executivo sustentou que, desde o início do processo de contratação de empresas para montar e gerenciar o equipamento de saúde para combater a Covid-19, a Prefeitura sempre disponibilizou os documentos no Portal da Transparência, assim como dialogava com promotores semanalmente para garantir a legalidade das contratações.

“Quero desvendar o que aconteceu hoje. Esta operação não deveria ter ocorrido. Temos apenas dois contratos (para o hospital de campanha). Um é da tenda e o outro é o que engloba os serviços. A gente sabe que tem cidade que tem contratos fatiados, por exemplo. Nós mantemos tudo em apenas dois. Nunca deixamos de responder nada, nem ao MP, nem a ninguém. Quero, de fato, entender o que aconteceu hoje”, citou.

Na manhã desta segunda-feira (15), a Prefeitura de Mauá e a casa do prefeito receberam equipes do Gaeco, que cumpriam mandado de busca e apreensão. O MP suspeita de irregularidades na contratação emergencial da OS Atlantic – Transparência e Apoio à Saúde Pública para a gestão do hospital de campanha construído na cidade. O valor do contrato é de R$ 3,3 milhões a ser pago dentro de 90 dias. Durante a operação, foram apreendidos dois celulares, um iPad, documentos e um notebook. Secretário de Saúde da cidade, Luís Carlos Casarin, também foi alvo da operação.

“Os contratos que estão com o MP, por exemplo, são os mesmo que estão na Prefeitura. Não precisava de uma ação dessas. Se tivessem algum tipo de dúvida, era só questionar de forma oficial a administração, que nós responderíamos”, declarou Atila.

Ainda conforme o prefeito, o próprio TCU (Tribunal de Contas da União) teria deixado a Prefeitura de Mauá fora de lista de administrações que estariam realizando algum tipo de contratação irregular durante a pandemia do novo coronavírus. “Sinto indignação. Fizemos tudo dentro da transparência. O Gaeco disse que veio atrás do contrato original de contratação do serviço, mas o contrato que o MP teve acesso é o mesmo”, avaliou o chefe do Executivo.

O MP de Mauá começou a investigação sobre o caso em abril. Uma das denúncias foi feita por vereadores de oposição a Atila. Outra pelo pré-candidato João Veríssimo (PSD). A peça acusou o prefeito e o secretário de Saúde de superfaturarem contrato de locação de tendas para abrigar o hospital de campanha, assinado com a empresa Pilar Organizações e Festas Ltda, pelo valor total de R$ 667,5 mil, pelo período de três meses. Os questionamentos também miram convênio com a OSS (Organização Social de Saúde) Atlantic Transparência e Apoio à Saúde Pública, com sede em Caieiras, no valor de R$ 3,3 milhões, para a gestão do hospital. Os dois contratos foram feitos de forma emergencial e sem licitação, como prevê a legislação vigente durante a pandemia.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;