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Poesia do leitor: Por Filomena Novi

Esse espaço foi criado para valorizar as poesias dos leitores do Diário


da Redação

14/01/2018 | 07:00


PRISIONEIROS
Quanto mais ansiamos liberdade,
mais somos prisioneiros.
Somos prisioneiros de olhares feiticeiros,
de vontades secretas,
de saudades antigas,
de amores irrealizados.

Somos prisioneiros...
De castigos prometidos,
de promessas desistidas,
de milagres esperados ,
de orações intermináveis,
de sorrisos falsos
de lágrimas hipócritas.

Somos prisioneiros....
De afagos mentirosos,
de beijos traidores,
de desejos inconfessáveis,
de datas marcadas,
de seduções injustas,
de encontros não realizados.

Mas essa prisão são gavetas em nossa memória.
Que trancamos sem data de soltura,
E elas vão deixando nossa liberdade,
Com sabor de voos irrealizáveis.

VIDA E MORTE
Lá na morada dos mortos,
onde tudo parece em inércia,
e o silêncio impera...
Achamos que nada vive...
Mas é lá,
Que ferve e se sente a vida.
Embaixo dos mausoléus,
túmulos, ou simples campas,
ferve da carne do morto
micróbios, bactérias, fungos
numa voracidade
que poderia ser ouvida.
Mas tem árvores, pássaros,
insetos zunindo, formigas,
pois lá também há natureza,
não só a das flores mortas,
e tudo isso é vida.
Que ironia,
vida tirada da morte,
é o pó que à terra torna,
e é do pó que se faz a vida...

A AUTORA: Filomena Novi é integrante da Academia Popular de Letras de São Caetano. Ela assina os livros Poemas Astrológicos - Poetando o Horóscopo Chinês e Mãe Natureza.

 

Tem alguma poesia que deseja mostrar? Mande para a gente no e-mail cultura@dgabc.com.br. Ela poderá ser publicada aqui 



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Poesia do leitor: Por Filomena Novi

Esse espaço foi criado para valorizar as poesias dos leitores do Diário

da Redação

14/01/2018 | 07:00


PRISIONEIROS
Quanto mais ansiamos liberdade,
mais somos prisioneiros.
Somos prisioneiros de olhares feiticeiros,
de vontades secretas,
de saudades antigas,
de amores irrealizados.

Somos prisioneiros...
De castigos prometidos,
de promessas desistidas,
de milagres esperados ,
de orações intermináveis,
de sorrisos falsos
de lágrimas hipócritas.

Somos prisioneiros....
De afagos mentirosos,
de beijos traidores,
de desejos inconfessáveis,
de datas marcadas,
de seduções injustas,
de encontros não realizados.

Mas essa prisão são gavetas em nossa memória.
Que trancamos sem data de soltura,
E elas vão deixando nossa liberdade,
Com sabor de voos irrealizáveis.

VIDA E MORTE
Lá na morada dos mortos,
onde tudo parece em inércia,
e o silêncio impera...
Achamos que nada vive...
Mas é lá,
Que ferve e se sente a vida.
Embaixo dos mausoléus,
túmulos, ou simples campas,
ferve da carne do morto
micróbios, bactérias, fungos
numa voracidade
que poderia ser ouvida.
Mas tem árvores, pássaros,
insetos zunindo, formigas,
pois lá também há natureza,
não só a das flores mortas,
e tudo isso é vida.
Que ironia,
vida tirada da morte,
é o pó que à terra torna,
e é do pó que se faz a vida...

A AUTORA: Filomena Novi é integrante da Academia Popular de Letras de São Caetano. Ela assina os livros Poemas Astrológicos - Poetando o Horóscopo Chinês e Mãe Natureza.

 

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