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Duas escolas da região aparecem em ranking com 100 melhores do Enem

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Colégio Villare, de São Caetano, e Liceu Jardim, em Santo André, repetem índices satisfatórios


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/10/2016 | 07:00


 O Grande ABC tem duas escolas entre as 100 melhores do País no ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O colégio Villare, de São Caetano, aparece pelo terceiro ano consecutivo como a melhor unidade de ensino da região. A instituição está em posição 49 na média nacional e 34ª em todo o Estado. Assim como no ano passado, a segunda colocação é ocupada pelo Liceu Jardim, em Santo André, 55º na listagem das 14.998 instituições brasileiras. (veja mais informações na arte abaixo)

Os dados foram divulgados ontem pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e levam em conta a média das quatro provas objetivas do exame: linguagem, matemática, ciências humanas e da natureza.

Em relação ao ano passado, a região perdeu uma unidade de ensino entre as 100 melhores do País. Isso porque o Colégio Termomecanica, em São Bernardo, que aparecia na 100ª colocação no ranking anterior, figura, agora, na 289ª posição nacional.

 

DESIGUALDADE

As notas por escola evidenciam a desigualdade social na Educação regional. Entre as dez melhores colocadas no ranking regional, somente uma das instituições é pública, a Etec Julio de Mesquita, na sétima posição. Já na lista com 20 unidades mais bem posicionadas do Grande ABC, o número sobe para quatro, sendo todas escolas técnicas. A Etec Lauro Gomes, em São Bernardo, fica com o 14º lugar, a Etec Jorge Street, em São Caetano, em 16º, e a Etec Ribeirão Pires, em 19º.

De acordo com o professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) Ocimar Alavarse, o ranking é retrato das diferenças sociais da região e do País. “No Brasil, 15% das matrículas são em escolas privadas e o restante nas públicas. As escolas públicas mais bem colocadas são Etecs, onde o aluno também acaba sendo selecionado pela questão socioeconômica. Não é que quem tem menos condições não possa ter nota alta, é que a maioria acaba estudando em escolas precárias.”

Para o especialista, a questão pode ter uma melhora a longo prazo. “Só (evolui) se mudar radicalmente as condições socioeconômicas do País e ampliar o investimento em Educação.”

Um dos principais diferenciais apresentados pelas escolas mais bem colocadas é o currículo escolar. Além das disciplinas básicas, diferenciais como teatro e cursos técnicos também acabam sendo incluídos na grade. “Elas (escolas) oferecem isso, mas sem descuidar do básico. Já na maioria das escolas públicas, há problemas graves como falta de professores”, disse.

Recentemente, o MEC (Ministério da Educação) anunciou uma reforma no Ensino Médio. O plano, que tinha previsão para ter início em 2018, prevê ampliação de horas de aulas, flexibilização da grade curricular e disciplinas como Artes e Educação física sem obrigatoriedade. “Nem de longe isso resolve o problema. O gargalo da Educação não está no Ensino Médio e sim no Fundamental”, avaliou o especialista.

(Colaborou Natália Fernandjes)

Estrutura e currículo diferenciado são destaques do Colégio Villare

 

Com três unidades em São Caetano, onde são distribuídos cerca de 1.000 alunos, o Colégio Villare chega ao topo da lista do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) regional pela terceira vez. São 134 estudantes distribuídos do 1º ao 3º ano do Ensino Médio.

A estrutura da instituição conta com salas de aula direcionadas a cada disciplina, três laboratórios (Química, Física e Biologia) e salas de apoio. A duração de cada aula é de 75 minutos, sendo que em dois dias da semana os alunos permanecem na escola em tempo integral.

A quantidade de alunos por sala gira em torno de 30, sendo que além do professor há um auxiliar para ajudar a tirar dúvidas e na organização de trabalhos em dupla. Além disso, todos os estudantes contam com rede de apoio para as dificuldades, com plantão de dúvidas e aulas de reforço.

O currículo dos estudantes também é um diferencial, sendo que além das disciplinas tradicionais o destaque é a de atualidades. Os estudantes analisam textos jornalísticos e o discurso de composição. “O currículo é um dos elementos que equilibram a necessidade e o anseio dos alunos”, disse o coordenador do Ensino Médio Júlio Augusto.

Conforme o coordenador pedagógico dos ensinos Fundamental 2 e Médio, Hernani Soares de Paula, a boa colocação da escola é resultado de um conjunto de fatores. “É muito importante pensar nessa trajetória que o aluno vai fazer aqui dentro da escola. Temos um trabalho com o livre pensar, com a cultura, filosofia, atualidades, artes, teatro que é uma disciplina obrigatória. Porque é importante que o aluno vá bem no Enem e no vestibular, mas temos um repertório para que ele possa se tornar um adulto melhor.”

Não há processo seletivo para ingresso na instituição. A mensalidade para o Ensino Médio fica em torno de R$ 2.500.

 

Etec Julio de Mesquita valoriza formação integral e proximidade

 

A Etec (Escola Técnica Estadual) Julio de Mesquita, em Santo André, foi a única instituição pública a ficar entre as dez mais bem colocadas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na região. Com 2.600 alunos, sendo 400 do Ensino Médio e 480 no integrado ao Ensino Técnico, a escola aposta no acompanhamento do aluno.

“Temos uma orientadora de apoio aos alunos. Ela verifica se eles estão faltando e precisam de alguma coisa. Outro diferencial também é o curso integrado, onde os estudantes cursam o Ensino Médio e o Técnico e ficam o dia inteiro na escola”, listou o diretor da unidade Luiz Tetsuharu Saito.

Apostando ainda mais no Ensino Técnico, a modalidade do Ensino Médio, que ofereceu 80 vagas no último processo seletivo não vai mais existir. A partir do ano que vem, serão apenas aceitos estudantes para o Médio-Técnico.

Além disso, o sistema de notas não é baseado somente em provas e sim em conceitos. O desempenho do aluno pode ser enquadrado como satisfatório ou insatisfatório. O professor fica atento às dificuldades do estudante e corrige durante as aulas.



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Duas escolas da região aparecem em ranking com 100 melhores do Enem

Colégio Villare, de São Caetano, e Liceu Jardim, em Santo André, repetem índices satisfatórios

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

05/10/2016 | 07:00


 O Grande ABC tem duas escolas entre as 100 melhores do País no ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O colégio Villare, de São Caetano, aparece pelo terceiro ano consecutivo como a melhor unidade de ensino da região. A instituição está em posição 49 na média nacional e 34ª em todo o Estado. Assim como no ano passado, a segunda colocação é ocupada pelo Liceu Jardim, em Santo André, 55º na listagem das 14.998 instituições brasileiras. (veja mais informações na arte abaixo)

Os dados foram divulgados ontem pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e levam em conta a média das quatro provas objetivas do exame: linguagem, matemática, ciências humanas e da natureza.

Em relação ao ano passado, a região perdeu uma unidade de ensino entre as 100 melhores do País. Isso porque o Colégio Termomecanica, em São Bernardo, que aparecia na 100ª colocação no ranking anterior, figura, agora, na 289ª posição nacional.

 

DESIGUALDADE

As notas por escola evidenciam a desigualdade social na Educação regional. Entre as dez melhores colocadas no ranking regional, somente uma das instituições é pública, a Etec Julio de Mesquita, na sétima posição. Já na lista com 20 unidades mais bem posicionadas do Grande ABC, o número sobe para quatro, sendo todas escolas técnicas. A Etec Lauro Gomes, em São Bernardo, fica com o 14º lugar, a Etec Jorge Street, em São Caetano, em 16º, e a Etec Ribeirão Pires, em 19º.

De acordo com o professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo) Ocimar Alavarse, o ranking é retrato das diferenças sociais da região e do País. “No Brasil, 15% das matrículas são em escolas privadas e o restante nas públicas. As escolas públicas mais bem colocadas são Etecs, onde o aluno também acaba sendo selecionado pela questão socioeconômica. Não é que quem tem menos condições não possa ter nota alta, é que a maioria acaba estudando em escolas precárias.”

Para o especialista, a questão pode ter uma melhora a longo prazo. “Só (evolui) se mudar radicalmente as condições socioeconômicas do País e ampliar o investimento em Educação.”

Um dos principais diferenciais apresentados pelas escolas mais bem colocadas é o currículo escolar. Além das disciplinas básicas, diferenciais como teatro e cursos técnicos também acabam sendo incluídos na grade. “Elas (escolas) oferecem isso, mas sem descuidar do básico. Já na maioria das escolas públicas, há problemas graves como falta de professores”, disse.

Recentemente, o MEC (Ministério da Educação) anunciou uma reforma no Ensino Médio. O plano, que tinha previsão para ter início em 2018, prevê ampliação de horas de aulas, flexibilização da grade curricular e disciplinas como Artes e Educação física sem obrigatoriedade. “Nem de longe isso resolve o problema. O gargalo da Educação não está no Ensino Médio e sim no Fundamental”, avaliou o especialista.

(Colaborou Natália Fernandjes)

Estrutura e currículo diferenciado são destaques do Colégio Villare

 

Com três unidades em São Caetano, onde são distribuídos cerca de 1.000 alunos, o Colégio Villare chega ao topo da lista do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) regional pela terceira vez. São 134 estudantes distribuídos do 1º ao 3º ano do Ensino Médio.

A estrutura da instituição conta com salas de aula direcionadas a cada disciplina, três laboratórios (Química, Física e Biologia) e salas de apoio. A duração de cada aula é de 75 minutos, sendo que em dois dias da semana os alunos permanecem na escola em tempo integral.

A quantidade de alunos por sala gira em torno de 30, sendo que além do professor há um auxiliar para ajudar a tirar dúvidas e na organização de trabalhos em dupla. Além disso, todos os estudantes contam com rede de apoio para as dificuldades, com plantão de dúvidas e aulas de reforço.

O currículo dos estudantes também é um diferencial, sendo que além das disciplinas tradicionais o destaque é a de atualidades. Os estudantes analisam textos jornalísticos e o discurso de composição. “O currículo é um dos elementos que equilibram a necessidade e o anseio dos alunos”, disse o coordenador do Ensino Médio Júlio Augusto.

Conforme o coordenador pedagógico dos ensinos Fundamental 2 e Médio, Hernani Soares de Paula, a boa colocação da escola é resultado de um conjunto de fatores. “É muito importante pensar nessa trajetória que o aluno vai fazer aqui dentro da escola. Temos um trabalho com o livre pensar, com a cultura, filosofia, atualidades, artes, teatro que é uma disciplina obrigatória. Porque é importante que o aluno vá bem no Enem e no vestibular, mas temos um repertório para que ele possa se tornar um adulto melhor.”

Não há processo seletivo para ingresso na instituição. A mensalidade para o Ensino Médio fica em torno de R$ 2.500.

 

Etec Julio de Mesquita valoriza formação integral e proximidade

 

A Etec (Escola Técnica Estadual) Julio de Mesquita, em Santo André, foi a única instituição pública a ficar entre as dez mais bem colocadas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na região. Com 2.600 alunos, sendo 400 do Ensino Médio e 480 no integrado ao Ensino Técnico, a escola aposta no acompanhamento do aluno.

“Temos uma orientadora de apoio aos alunos. Ela verifica se eles estão faltando e precisam de alguma coisa. Outro diferencial também é o curso integrado, onde os estudantes cursam o Ensino Médio e o Técnico e ficam o dia inteiro na escola”, listou o diretor da unidade Luiz Tetsuharu Saito.

Apostando ainda mais no Ensino Técnico, a modalidade do Ensino Médio, que ofereceu 80 vagas no último processo seletivo não vai mais existir. A partir do ano que vem, serão apenas aceitos estudantes para o Médio-Técnico.

Além disso, o sistema de notas não é baseado somente em provas e sim em conceitos. O desempenho do aluno pode ser enquadrado como satisfatório ou insatisfatório. O professor fica atento às dificuldades do estudante e corrige durante as aulas.

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