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Sérvia faz terceiro dia de desobediência civil


Do Diário do Grande ABC

05/10/2000 | 00:08


O Tribunal Constitucional da Iugoslávia informou nesta quarta-feira que as eleiçoes no país teriam sido parcialmente anuladas, embora o segundo turno esteja marcado para o próximo domingo. Ainda nao se sabe se isso significa uma recontagem parcial ou total dos votos. A confusao em torno da eleiçao presidencial no país ocorre devido ao fato de ter havido contradiçoes na apuraçao dos votos. O presidente Slobodan Milosevic se recusa a deixar o cargo, enquanto a oposiçao reclama a vitória nas urnas.

Nesta quarta-feira, mais de 300 mil pessoas se manifestaram em várias cidades sérvias na quarta-feira para forçar a renúncia de Milosevic.

As manifestaçoes aconteceram no terceiro dia de uma vasta campanha de desobediência civil convocada pela Oposiçao Democrática Sérvia (ODS) - uma coalizao de 18 partidos, que reivindica a vitória, no primeiro turno, de seu candidato à eleiçao presidencial, Vojislav Kostunica.

Houve inúmeras interrupçoes do fornecimento de energia elétrica, atribuídas pela Companhia distribuidora de eletricidade na Sérvia (EPS) à greve dos mineiros de Kolubara (7.500 empregados), ao Sul de Belgrado, que alimenta de carvao a central térmica que abastece de energia a capital iugoslava e uma grande parte do território.

Entretanto, um representante da Oposiçao Democrática da Sérvia (ODS) disse que as interrupçoes de energia, que duraram várias horas ao longo do dia, têm um caráter político e buscam colocar a opiniao pública contra os grevistas.

``Esta medida de Milosevic, desprovida de todo escrúpulo, só reforça nossa motivaçao e nossa uniao'', declarou Cedomir Jovanovic, o ministro iugoslavo de Relaçoes Exteriores, citado pela agência Beta.

Nesta quarta-feira, os serviços de correios e telecomunicaçoes ameaçaram paralisar seu trabalho ``em advertência'', com possibilidade de prolongar a paralisaçao pelas mesmas razoes.

Os manifestantes reclamam o reconhecimento da vitória de Vokhislav Kostunica no primeiro turno da eleiçao presidencial na Iugoslávia.

Os estudantes começaram de novo a reagrupar-se ao meio-dia local no centro de Belgrado, enquanto o G-17, um grupo de economistas ligados à oposiçao, conclamava uma concentraçao na praça da República.

Nas províncias, os bloqueios de estradas nos arredores de Cacak (Centro) foram reforçados nesta quarta-feira.

Todas as fábricas estao em greve, assim como a maioria das empresas, tanto estatais como privadas, as repartiçoes públicas, colégios, as duas faculdades e o setor de saúde. Os órgaos de justiça também aderiram ao movimento.

Foram afixados cartazes nos estabelecimentos comerciais, nas portas dos colégios e em outras instituiçoes anunciando: ``Fechado por roubo'', em alusao à Comissao Eleitoral Federal, que discute a vitória do candidato oposicionista no primeiro turno das presidenciais.



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Sérvia faz terceiro dia de desobediência civil

Do Diário do Grande ABC

05/10/2000 | 00:08


O Tribunal Constitucional da Iugoslávia informou nesta quarta-feira que as eleiçoes no país teriam sido parcialmente anuladas, embora o segundo turno esteja marcado para o próximo domingo. Ainda nao se sabe se isso significa uma recontagem parcial ou total dos votos. A confusao em torno da eleiçao presidencial no país ocorre devido ao fato de ter havido contradiçoes na apuraçao dos votos. O presidente Slobodan Milosevic se recusa a deixar o cargo, enquanto a oposiçao reclama a vitória nas urnas.

Nesta quarta-feira, mais de 300 mil pessoas se manifestaram em várias cidades sérvias na quarta-feira para forçar a renúncia de Milosevic.

As manifestaçoes aconteceram no terceiro dia de uma vasta campanha de desobediência civil convocada pela Oposiçao Democrática Sérvia (ODS) - uma coalizao de 18 partidos, que reivindica a vitória, no primeiro turno, de seu candidato à eleiçao presidencial, Vojislav Kostunica.

Houve inúmeras interrupçoes do fornecimento de energia elétrica, atribuídas pela Companhia distribuidora de eletricidade na Sérvia (EPS) à greve dos mineiros de Kolubara (7.500 empregados), ao Sul de Belgrado, que alimenta de carvao a central térmica que abastece de energia a capital iugoslava e uma grande parte do território.

Entretanto, um representante da Oposiçao Democrática da Sérvia (ODS) disse que as interrupçoes de energia, que duraram várias horas ao longo do dia, têm um caráter político e buscam colocar a opiniao pública contra os grevistas.

``Esta medida de Milosevic, desprovida de todo escrúpulo, só reforça nossa motivaçao e nossa uniao'', declarou Cedomir Jovanovic, o ministro iugoslavo de Relaçoes Exteriores, citado pela agência Beta.

Nesta quarta-feira, os serviços de correios e telecomunicaçoes ameaçaram paralisar seu trabalho ``em advertência'', com possibilidade de prolongar a paralisaçao pelas mesmas razoes.

Os manifestantes reclamam o reconhecimento da vitória de Vokhislav Kostunica no primeiro turno da eleiçao presidencial na Iugoslávia.

Os estudantes começaram de novo a reagrupar-se ao meio-dia local no centro de Belgrado, enquanto o G-17, um grupo de economistas ligados à oposiçao, conclamava uma concentraçao na praça da República.

Nas províncias, os bloqueios de estradas nos arredores de Cacak (Centro) foram reforçados nesta quarta-feira.

Todas as fábricas estao em greve, assim como a maioria das empresas, tanto estatais como privadas, as repartiçoes públicas, colégios, as duas faculdades e o setor de saúde. Os órgaos de justiça também aderiram ao movimento.

Foram afixados cartazes nos estabelecimentos comerciais, nas portas dos colégios e em outras instituiçoes anunciando: ``Fechado por roubo'', em alusao à Comissao Eleitoral Federal, que discute a vitória do candidato oposicionista no primeiro turno das presidenciais.

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