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Lula chique

De acordo com a versão da máquina oficial, Marta Suplicy detona o PT por se sentir sem espaço para disputar a prefeitura de São Paulo


Do Diário do Grande ABC

14/01/2015 | 07:00


De acordo com a versão da máquina oficial, Marta Suplicy detona o PT por se sentir sem espaço para disputar a prefeitura de São Paulo. Põe divergências pessoais acima dos interesses partidários. Aliás, dizem, nunca foi muito petista. E o que busca é pretexto para sair do PT sem perder o mandato de senadora.

Pode ser – desde que não se conheça Marta Suplicy. É petista de raiz, das que adoram Lula. Analisemos o que disse: que quis Lula candidato no lugar de Dilma, que a equipe econômica liderada por Guido Mantega não estava funcionando, que Aloizio Mercadante quer ser candidato à Presidência em 2018 (e apenas finge apoiar Lula, enquanto articula seu próprio nome).

Deve ser coincidência – mas há algum tempo pessoas que conversam com Lula atribuem a ele críticas duras a Mercadante e a Mantega, e queixas de que Dilma não o ouviu quando recomendou a substituição do ministro da Fazenda. Marta diz que Lula a estimulou a integrar o movimento ‘Volta, Lula’, para fazê-lo candidato no lugar de Dilma; e depois recuou, talvez por achar que a troca de candidato seria ruim para ambos.

E que é que diz Lula? Nada – três dias depois do tiroteio de Marta, mantém-se no mais retumbante silêncio. O Instituto Lula diz, em tímida nota, que os dois se encontraram pela última vez em agosto – ou seja, dois meses antes da eleição, a tempo de discutir uma eventual troca de candidato. O tema foi discutido? A nota do Instituto Lula segue a diretriz atual do chefe supremo: o silêncio é de ouro.

A pergunta que não quer calar: não estará Lula falando pela voz de Marta?

Bombardeio

A máquina de destruição de reputações que o PT montou na internet já está em ação contra Marta Suplicy. Juca Ferreira, o ministro da Cultura favorito de Pablo Capilé, aquele ativista do Fora do Eixo, disse que as críticas de Marta a ele foram como se tivesse levado uma bolsada de Louis Vuitton na cabeça. O requinte do guarda-roupa de Marta sempre levantou alguma inveja no partido, mas agora o ataque é direto. Falta acusá-la de servir boa bebida em suas festas. Mas Marta gosta de briga. Atacá-la pode até deixá-la mais animada do que já está.

Dura na queda

Este colunista conhece Marta há quase 40 anos e, embora nunca tenha votado nela, sempre a apreciou como gente e a respeitou pela franqueza. Marta é combativa, guerreira, arrojada; não tem medo de cara feia; sua gestão como prefeita, embora marcada pelos aumentos de impostos (que levaram ao apelido ‘Martaxa’), teve pontos positivos, como os CEUs, escolas de tempo integral de ótima qualidade, e o Bilhete Único dos ônibus. É do tempo em os petistas enfrentavam com dureza os políticos que detestavam, e que hoje fazem parte do governo Dilma.
Fale ou não em nome de Lula, Marta não deve ser subestimada. E, quando diz que Aloizio Mercadante é arrogante e prepotente, saiba: se ela acha, é.
 



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Lula chique

De acordo com a versão da máquina oficial, Marta Suplicy detona o PT por se sentir sem espaço para disputar a prefeitura de São Paulo

Do Diário do Grande ABC

14/01/2015 | 07:00


De acordo com a versão da máquina oficial, Marta Suplicy detona o PT por se sentir sem espaço para disputar a prefeitura de São Paulo. Põe divergências pessoais acima dos interesses partidários. Aliás, dizem, nunca foi muito petista. E o que busca é pretexto para sair do PT sem perder o mandato de senadora.

Pode ser – desde que não se conheça Marta Suplicy. É petista de raiz, das que adoram Lula. Analisemos o que disse: que quis Lula candidato no lugar de Dilma, que a equipe econômica liderada por Guido Mantega não estava funcionando, que Aloizio Mercadante quer ser candidato à Presidência em 2018 (e apenas finge apoiar Lula, enquanto articula seu próprio nome).

Deve ser coincidência – mas há algum tempo pessoas que conversam com Lula atribuem a ele críticas duras a Mercadante e a Mantega, e queixas de que Dilma não o ouviu quando recomendou a substituição do ministro da Fazenda. Marta diz que Lula a estimulou a integrar o movimento ‘Volta, Lula’, para fazê-lo candidato no lugar de Dilma; e depois recuou, talvez por achar que a troca de candidato seria ruim para ambos.

E que é que diz Lula? Nada – três dias depois do tiroteio de Marta, mantém-se no mais retumbante silêncio. O Instituto Lula diz, em tímida nota, que os dois se encontraram pela última vez em agosto – ou seja, dois meses antes da eleição, a tempo de discutir uma eventual troca de candidato. O tema foi discutido? A nota do Instituto Lula segue a diretriz atual do chefe supremo: o silêncio é de ouro.

A pergunta que não quer calar: não estará Lula falando pela voz de Marta?

Bombardeio

A máquina de destruição de reputações que o PT montou na internet já está em ação contra Marta Suplicy. Juca Ferreira, o ministro da Cultura favorito de Pablo Capilé, aquele ativista do Fora do Eixo, disse que as críticas de Marta a ele foram como se tivesse levado uma bolsada de Louis Vuitton na cabeça. O requinte do guarda-roupa de Marta sempre levantou alguma inveja no partido, mas agora o ataque é direto. Falta acusá-la de servir boa bebida em suas festas. Mas Marta gosta de briga. Atacá-la pode até deixá-la mais animada do que já está.

Dura na queda

Este colunista conhece Marta há quase 40 anos e, embora nunca tenha votado nela, sempre a apreciou como gente e a respeitou pela franqueza. Marta é combativa, guerreira, arrojada; não tem medo de cara feia; sua gestão como prefeita, embora marcada pelos aumentos de impostos (que levaram ao apelido ‘Martaxa’), teve pontos positivos, como os CEUs, escolas de tempo integral de ótima qualidade, e o Bilhete Único dos ônibus. É do tempo em os petistas enfrentavam com dureza os políticos que detestavam, e que hoje fazem parte do governo Dilma.
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