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Recap consta na lista de obras de Youssef


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

14/01/2015 | 07:00


A Recap (Refinaria Capuava), localizada em Mauá, aparece na lista de órgãos públicos que teriam executado obras intermediadas pelo doleiro Alberto Youssef. O documento foi apreendido junto com o doleiro, em março, pela PF (Polícia Federal) na Operação Lava Jato, que investiga esquema de lavagem e desvio de dinheiro na Petrobras. A informação chegou ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que destacou três promotores para averiguar o caso – Valter Foleto Santin, Otávio Ferreira Garcia e Augusto Eduardo de Souza Rossini.

Na lista constam 747 obras que teriam sido negociadas entre 2009 e 2012 pelo doleiro, que assinou acordo de delação premiada para relatar nomes e trâmite do esquema fraudulento. As informações encontradas indicam contatos telefônicos, nome de intermediários, locais de obras e valores. No entanto, dados são mantidas sob sigilo pela PF. A investigação indica que Youssef usava empresas de fachada para barganhar convênios entre construtoras e companhias públicas e privadas. Em troca, ele confessou que ganhava entre 3% e 15% de comissão.

A ação no MP partiu do promotor Silvio Antonio Marques, que encaminhou ofício à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social com dados sobre a Operação Lava Jato e o envolvimento da Recap e outras empresas públicas e privadas do Estado. Em nota, a instituição afirmou que o trabalho dos promotores está dentro do prazo de avaliação da denúncia para “análise da presença ou não dos requisitos imprescindíveis à instauração de inquéritos civis”.

Marques afirmou ao Diário que não irá comentar o caso. “Minha atuação se resumiu ao encaminhamento (da denúncia)”, disse. O promotor Otávio Ferreira Garcia é quem vai responder sobre o processo, porém, aguarda mais definições internas antes de se pronunciar.
Procurada, a Recap não se manifestou sobre a postura do MP.

SANED

Extinta em janeiro de 2014, a Saned (Companhia de Saneamento Ambiental de Diadema) também figura na lista de órgãos sob influência de Yossef. A engenheira Neuceli Bonafé Boccatto foi superintendente da autarquia durante o período investigado, na gestão do ex-prefeito Mário Reali (PT). O petista negou qualquer envolvimento com o doleiro e reforçou que todas as concorrências foram feitas de maneiro rigorosa e dentro da lei.

A empresa encerrou atividade por ordem do atual prefeito Lauro Michels (PV). O verde assinou concessão de 30 anos dos serviços de água e esgoto para o governo do Estado em troca do abatimento de dívida de R$ 1,2 bilhão com o Palácio dos Bandeirantes. 



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Recap consta na lista de obras de Youssef

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

14/01/2015 | 07:00


A Recap (Refinaria Capuava), localizada em Mauá, aparece na lista de órgãos públicos que teriam executado obras intermediadas pelo doleiro Alberto Youssef. O documento foi apreendido junto com o doleiro, em março, pela PF (Polícia Federal) na Operação Lava Jato, que investiga esquema de lavagem e desvio de dinheiro na Petrobras. A informação chegou ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que destacou três promotores para averiguar o caso – Valter Foleto Santin, Otávio Ferreira Garcia e Augusto Eduardo de Souza Rossini.

Na lista constam 747 obras que teriam sido negociadas entre 2009 e 2012 pelo doleiro, que assinou acordo de delação premiada para relatar nomes e trâmite do esquema fraudulento. As informações encontradas indicam contatos telefônicos, nome de intermediários, locais de obras e valores. No entanto, dados são mantidas sob sigilo pela PF. A investigação indica que Youssef usava empresas de fachada para barganhar convênios entre construtoras e companhias públicas e privadas. Em troca, ele confessou que ganhava entre 3% e 15% de comissão.

A ação no MP partiu do promotor Silvio Antonio Marques, que encaminhou ofício à Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social com dados sobre a Operação Lava Jato e o envolvimento da Recap e outras empresas públicas e privadas do Estado. Em nota, a instituição afirmou que o trabalho dos promotores está dentro do prazo de avaliação da denúncia para “análise da presença ou não dos requisitos imprescindíveis à instauração de inquéritos civis”.

Marques afirmou ao Diário que não irá comentar o caso. “Minha atuação se resumiu ao encaminhamento (da denúncia)”, disse. O promotor Otávio Ferreira Garcia é quem vai responder sobre o processo, porém, aguarda mais definições internas antes de se pronunciar.
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SANED

Extinta em janeiro de 2014, a Saned (Companhia de Saneamento Ambiental de Diadema) também figura na lista de órgãos sob influência de Yossef. A engenheira Neuceli Bonafé Boccatto foi superintendente da autarquia durante o período investigado, na gestão do ex-prefeito Mário Reali (PT). O petista negou qualquer envolvimento com o doleiro e reforçou que todas as concorrências foram feitas de maneiro rigorosa e dentro da lei.

A empresa encerrou atividade por ordem do atual prefeito Lauro Michels (PV). O verde assinou concessão de 30 anos dos serviços de água e esgoto para o governo do Estado em troca do abatimento de dívida de R$ 1,2 bilhão com o Palácio dos Bandeirantes. 

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