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Banco Asiático pede que reformas econômicas prossigam


Do Diário do Grande ABC

26/04/2000 | 11:18


Os países asiáticos devem acelerar e estender as reformas econômicas se nao quiserem colocar em perigo o início da recuperaçao econômica depois de três anos de crise, advertiu nesta quarta-feira o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD), em seu informe anual sobre as perspectivas econômicas da regiao, publicado em Bangcoc.

O BAD destaca os progressos da reestruturaçao econômica na Asia, mas opina que ``ainda resta muito a fazer''. Os países da regiao devem atacar com prioridade o ``grande peso'' dos empréstimos nao pagos, assim como a insuficiência de capital e o endividamento do setor bancário, que prejudica suas economias, acrescentaram os especialistas.

O informe adverte que um ``freio ou o fim do processo de reforma terá conseqüências graves: prejudicará a confiança dos investidores e dilapidará o enorme montante de recursos já gastos''.

Para o BAD, interromper as reformas econômicas ``significará o desperdício de uma oportunidade única para modernizar o setor financeiro e as empresas privadas na Asia, e reduzirá o potencial de crescimento da regiao''. O BAD expressa seu temor, como muitos outros analistas financeiros ocidentais, de que o início da recuperaçao econômica na Asia só vá servir de pretexto para ``uma vasta variedade de interesses estabelecidos'', apesar de nao dar detalhes a respeito.

A instituiçao bancárias regional saúda, apesar de tudo, os êxitos econômicos obtidos em 1999 pelos países da regiao afetados pela crise, tanto as Filipinas (+3,2%), como a Coréia do Sul (+10,7%).

De fato, as previsoes para a Asias continuam sendo excelentes, como um crescimento do PIB de 6,2% previsto para 2000 (sem mudanças em relaçao a 1999), uma cifra surpreendente.

A Asia continua, por outra parte, acumulando os índices de crescimento mais rápidos do mundo, apesar dos três anos de marasmo dos quais acaba de sair, acrescenta o Banco.

Se os países asiáticos em vias de desenvolvimento puderem manter esse movimento histórico de crescimento, o continente conseguirá se livrar da pobreza em vinte e cinco anos, previu, em Bangcoc, o vice-presidente do BAD, Myoung-Ho Shin.

Do um bilhao de pessoas que sobrevivem no mundo com menos de um dólar por dia, dois terços vivem na Asia.



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