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Aquecimento global causará mais secas e inundações na Europa


Da AFP

14/02/2007 | 17:24


As mudanças climáticas vão provocar, na Europa, mais secas e inundações catastróficas, de acordo com um relatório da Agência Européia de Meio Ambiente que pede aos países europeus para "agirem agora".

O informe divulgado nesta quarta-feira aponta para o impacto "crucial" do aquecimento global no abastecimento d'água, no volume dos rios na irrigação agrícola e na qualidade da água que chega às casas, entre outros problemas.

O documento retoma as previsões dos especialistas reunidos no início do mês em Paris, sob o patrocínio das Nações Unidas: uma provável alta da temperatura do planeta de 1,8°C a 4°C e a elevação do nível dos oceanos de 0,18 m a 0,59 m até o final do século (em relação ao período 1980-1999).

Para a Europa, especificamente, os prognósticos são mais alarmistas, com elevação da temperatura média de 2,1°C para 4,4°C até 2080, e uma alta do termômetro ainda mais significativa no leste e no sul do continente, de acordo com a agência.

As chuvas devem aumentar de 1% a 2% por década no norte da Europa, ficando, porém, mais raras no verão. O sul do continente, já seco, sentirá ainda mais sede, sobretudo no verão, com uma queda média de 5% das precipitações por década.

A seca poderá castigar o sul "em todas as estações", alerta o relatório, acrescentando que a Europa como um todo sofrerá com mais ondas de calor, do mesmo modo que com tempestades violentas.

Nos últimos cinco anos, a Europa teve mais de 100 inundações, que causaram grandes estragos, destaca o informe, com base nos dados do Observatório das Inundações de Dartmouth.

Embora nem todas as enchentes possam ser atribuídas ao aquecimento global, "os acontecimentos recentes, como as inundações no Reino Unido em 2000/2001 e na Europa Central durante o verão de 2002, são considerados bons exemplos do que pode acontecer com a mudança climática".

Já as sucessivas secas, principalmente no verão no sul da Europa, terão graves conseqüências para a agricultura, energia (represas) e recursos hídricos, completa o documento.

A água será uma questão ainda mais preocupante, em especial no sul, onde as necessidades de turistas, moradores e agricultores correm o risco de entrar em violento conflito. Como exemplo, os especialistas lembram da forte onda de calor de 2003, que se traduziu em uma alta de 15% no consumo de água na Holanda.

A qualidade da água também será vítima do aquecimento, já que águas mais quentes são menos oxigenadas, favorecendo o surgimento de algas tóxicas. Além disso, quanto menor for o volume de água nos rios, maior será a quantidade de nitratos e pesticidas na água.

Outra ameaça será o aumento do sal nos lençóis próximos do litoral, devido à elevação do nível do mar. Em geral, observa o documento, as zonas costeiras são particularmente vulneráveis, considerando-se que um terço da população européia vive a menos de 50 km da costa.

Frente a tantas ameaças, "mudanças consideráveis" são necessárias, insiste o relatório, apontando, sobretudo, para as práticas agrícolas, a economia de água, a prevenção de inundações, além de normas de construção e redução das emissões de gases poluentes causadores do efeito estufa.



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Aquecimento global causará mais secas e inundações na Europa

Da AFP

14/02/2007 | 17:24


As mudanças climáticas vão provocar, na Europa, mais secas e inundações catastróficas, de acordo com um relatório da Agência Européia de Meio Ambiente que pede aos países europeus para "agirem agora".

O informe divulgado nesta quarta-feira aponta para o impacto "crucial" do aquecimento global no abastecimento d'água, no volume dos rios na irrigação agrícola e na qualidade da água que chega às casas, entre outros problemas.

O documento retoma as previsões dos especialistas reunidos no início do mês em Paris, sob o patrocínio das Nações Unidas: uma provável alta da temperatura do planeta de 1,8°C a 4°C e a elevação do nível dos oceanos de 0,18 m a 0,59 m até o final do século (em relação ao período 1980-1999).

Para a Europa, especificamente, os prognósticos são mais alarmistas, com elevação da temperatura média de 2,1°C para 4,4°C até 2080, e uma alta do termômetro ainda mais significativa no leste e no sul do continente, de acordo com a agência.

As chuvas devem aumentar de 1% a 2% por década no norte da Europa, ficando, porém, mais raras no verão. O sul do continente, já seco, sentirá ainda mais sede, sobretudo no verão, com uma queda média de 5% das precipitações por década.

A seca poderá castigar o sul "em todas as estações", alerta o relatório, acrescentando que a Europa como um todo sofrerá com mais ondas de calor, do mesmo modo que com tempestades violentas.

Nos últimos cinco anos, a Europa teve mais de 100 inundações, que causaram grandes estragos, destaca o informe, com base nos dados do Observatório das Inundações de Dartmouth.

Embora nem todas as enchentes possam ser atribuídas ao aquecimento global, "os acontecimentos recentes, como as inundações no Reino Unido em 2000/2001 e na Europa Central durante o verão de 2002, são considerados bons exemplos do que pode acontecer com a mudança climática".

Já as sucessivas secas, principalmente no verão no sul da Europa, terão graves conseqüências para a agricultura, energia (represas) e recursos hídricos, completa o documento.

A água será uma questão ainda mais preocupante, em especial no sul, onde as necessidades de turistas, moradores e agricultores correm o risco de entrar em violento conflito. Como exemplo, os especialistas lembram da forte onda de calor de 2003, que se traduziu em uma alta de 15% no consumo de água na Holanda.

A qualidade da água também será vítima do aquecimento, já que águas mais quentes são menos oxigenadas, favorecendo o surgimento de algas tóxicas. Além disso, quanto menor for o volume de água nos rios, maior será a quantidade de nitratos e pesticidas na água.

Outra ameaça será o aumento do sal nos lençóis próximos do litoral, devido à elevação do nível do mar. Em geral, observa o documento, as zonas costeiras são particularmente vulneráveis, considerando-se que um terço da população européia vive a menos de 50 km da costa.

Frente a tantas ameaças, "mudanças consideráveis" são necessárias, insiste o relatório, apontando, sobretudo, para as práticas agrícolas, a economia de água, a prevenção de inundações, além de normas de construção e redução das emissões de gases poluentes causadores do efeito estufa.

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