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Até 70% das vendas depois do Natal provêm de trocas

Nario Barbosa Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Lojistas estimam que a cada três consumidores que vão trocar peças, dois compram mais


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

29/12/2018 | 07:03


Passado o Natal, e a tradição de ganhar presentes – o que faz da data a melhor do ano para o comércio –, não é raro encontrar quem ficou insatisfeito com o que ganhou ou foi presenteado com roupa com o tamanho errado. É justamente esta troca que ajuda a manter as vendas aquecidas neste fim de ano. Segundo comerciantes da região, até 70% das vendas pós-Natal provêm das trocas.

Uma das principais ruas comerciais do Grande ABC, a Oliveira Lima, registrou ontem fluxo de pessoas 5% maior do que nos dias comuns, ou seja, 63 mil pessoas. De acordo com o diretor da SOL (Sociedade Oliveira Lima), Djalma Lima, isso aconteceu por conta das trocas.

“É justamente isso que movimenta o nosso comércio no pós-Natal. O cliente vem fazer a troca e acaba gostando de outro produto, então, na maioria das vezes, ele sempre gasta um pouco a mais. A cada três clientes, dois acabam levando alguma coisa adicional, mas mesmo que isso não aconteça é vantajoso, porque ele sai com o cartão da sua loja e pode vir a se tornar um cliente mais para frente. Por isso, alguns comerciantes acabam investindo em promoções e liquidações no período”, afirmou.

“É estratégico ao comerciante aproveitar ao máximo a presença do cliente que vai à loja trocar um produto natalino, porque é sempre uma oportunidade de gerar novas vendas para fechar melhor ainda o resultado do mês. Nem sempre quem troca um produto leva outro, mas, fazendo um trabalho em cima da oportunidade, é possível converter, muitas vezes, até em uma venda de valor maior que o produto da troca”, analisou o presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura.

Prova da importância das trocas é o caso da Hering do Shopping ABC, em Santo André, que registrou movimentação intensa a partir do dia 26. Segundo a subgerente da unidade, Fernanda Santos, as vendas de Natal foram 16% superiores às de 2017 e, neste período pré-Ano-Novo, as trocas de presentes foram responsáveis pela maioria das vendas. “Desde quarta-feira, uma média de 70% das vendas foram oriundas de trocas. Os clientes acabam preferindo substituir a roupa que receberam de Natal para usar no Ano-Novo e acabam comprando mais peças para completar o look”, contou ela.

Na loja, entre as peças mais procuradas para a passagem de ano estavam as de cores brancas e amarelas. “Percebemos que a moda masculina também saiu bastante. As pessoas estão buscando peças mais jovens até por conta de uma troca de posicionamento da marca que tivemos recentemente”, contou.

A professora Luma Seixas, 28 anos, moradora do Centro de Ribeirão Pires, escolheu o amarelo para passar a virada do dia 31 para atrair fortuna em 2019. Ontem, ela foi fazer duas trocas no complexo de compras. “Foram dois presentes que não serviram. Eu prefiro vir antes do próximo ano, até mesmo para fazer isso o quanto antes e não perder tempo. Eu não pretendo comprar nada, mas estamos passeando em família, então pode ser que isso mude”, disse.

CORES - Dentre os destaques para a vestimenta na passagem do dia 31 de dezembro de 2018 para 1º de janeiro de 2019, está o vermelho. Além dos tradicionais branco para a paz e amarelo para atrair fortuna, o vermelho também surge nas vitrines – representa paixão e coragem, além de ser a cor de Ogum, o orixá regente de 2019.

Na loja Simulassão do Shopping ABC, aproximadamente 80% das peças vermelhas já tinham sido vendidas até ontem. “As pessoas querem paz e dinheiro, mas neste ano as mulheres também estão atrás de uma paixão. Primeiro, eu achava que as vendas eram por conta do Natal, mas passando este período, ademanda pelas peças continuou”, afirmou a gerente Denise Alves. Segundo ela, a loja vendeu 10% a mais do que no Natal do ano passado. “Ainda estamos vendendo bem, graças às trocas, que são sempre bem-vindas.”

“Neste ano, o branco não tem vez. Em compensação, qualquer peça vermelha que chega estamos vendendo. É a primeira vez que acontece isso nesta época”, disse a vendedora da loja Love Cia, Carla Volpato.


Prazos das substituições devem ser observados

A Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), alertou os consumidores para cuidados na hora de trocar os itens, principalmente em relação aos prazos.

Segundo a entidade, nem sempre o consumidor tem direito a substituir peças. Geralmente, os varejistas costumam estabelecer, por conta própria, política de trocas para fidelização dos clientes, possibilitando a troca de produtos por outros de tamanhos, cores ou modelos diferentes em determinado período de tempo. Quando isso é divulgado aos consumidores, passa a ser obrigatório, como espécie de contrato verbal.

Não havendo política de trocas, os varejistas e prestadores de serviços devem se ater ao CDC (Código de Defesa do Consumidor), que prevê a necessidade de reparação quando os produtos apresentam defeitos que os tornem impróprios ou inadequados ao uso. A lei estabelece prazo de 30 dias de garantia para os produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis. Já no caso de problemas ocultos identificados depois de um tempo, mas que já existiam desde a aquisição do produto, o prazo começa a contar a partir do momento da constatação. 



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Até 70% das vendas depois do Natal provêm de trocas

Lojistas estimam que a cada três consumidores que vão trocar peças, dois compram mais

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

29/12/2018 | 07:03


Passado o Natal, e a tradição de ganhar presentes – o que faz da data a melhor do ano para o comércio –, não é raro encontrar quem ficou insatisfeito com o que ganhou ou foi presenteado com roupa com o tamanho errado. É justamente esta troca que ajuda a manter as vendas aquecidas neste fim de ano. Segundo comerciantes da região, até 70% das vendas pós-Natal provêm das trocas.

Uma das principais ruas comerciais do Grande ABC, a Oliveira Lima, registrou ontem fluxo de pessoas 5% maior do que nos dias comuns, ou seja, 63 mil pessoas. De acordo com o diretor da SOL (Sociedade Oliveira Lima), Djalma Lima, isso aconteceu por conta das trocas.

“É justamente isso que movimenta o nosso comércio no pós-Natal. O cliente vem fazer a troca e acaba gostando de outro produto, então, na maioria das vezes, ele sempre gasta um pouco a mais. A cada três clientes, dois acabam levando alguma coisa adicional, mas mesmo que isso não aconteça é vantajoso, porque ele sai com o cartão da sua loja e pode vir a se tornar um cliente mais para frente. Por isso, alguns comerciantes acabam investindo em promoções e liquidações no período”, afirmou.

“É estratégico ao comerciante aproveitar ao máximo a presença do cliente que vai à loja trocar um produto natalino, porque é sempre uma oportunidade de gerar novas vendas para fechar melhor ainda o resultado do mês. Nem sempre quem troca um produto leva outro, mas, fazendo um trabalho em cima da oportunidade, é possível converter, muitas vezes, até em uma venda de valor maior que o produto da troca”, analisou o presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura.

Prova da importância das trocas é o caso da Hering do Shopping ABC, em Santo André, que registrou movimentação intensa a partir do dia 26. Segundo a subgerente da unidade, Fernanda Santos, as vendas de Natal foram 16% superiores às de 2017 e, neste período pré-Ano-Novo, as trocas de presentes foram responsáveis pela maioria das vendas. “Desde quarta-feira, uma média de 70% das vendas foram oriundas de trocas. Os clientes acabam preferindo substituir a roupa que receberam de Natal para usar no Ano-Novo e acabam comprando mais peças para completar o look”, contou ela.

Na loja, entre as peças mais procuradas para a passagem de ano estavam as de cores brancas e amarelas. “Percebemos que a moda masculina também saiu bastante. As pessoas estão buscando peças mais jovens até por conta de uma troca de posicionamento da marca que tivemos recentemente”, contou.

A professora Luma Seixas, 28 anos, moradora do Centro de Ribeirão Pires, escolheu o amarelo para passar a virada do dia 31 para atrair fortuna em 2019. Ontem, ela foi fazer duas trocas no complexo de compras. “Foram dois presentes que não serviram. Eu prefiro vir antes do próximo ano, até mesmo para fazer isso o quanto antes e não perder tempo. Eu não pretendo comprar nada, mas estamos passeando em família, então pode ser que isso mude”, disse.

CORES - Dentre os destaques para a vestimenta na passagem do dia 31 de dezembro de 2018 para 1º de janeiro de 2019, está o vermelho. Além dos tradicionais branco para a paz e amarelo para atrair fortuna, o vermelho também surge nas vitrines – representa paixão e coragem, além de ser a cor de Ogum, o orixá regente de 2019.

Na loja Simulassão do Shopping ABC, aproximadamente 80% das peças vermelhas já tinham sido vendidas até ontem. “As pessoas querem paz e dinheiro, mas neste ano as mulheres também estão atrás de uma paixão. Primeiro, eu achava que as vendas eram por conta do Natal, mas passando este período, ademanda pelas peças continuou”, afirmou a gerente Denise Alves. Segundo ela, a loja vendeu 10% a mais do que no Natal do ano passado. “Ainda estamos vendendo bem, graças às trocas, que são sempre bem-vindas.”

“Neste ano, o branco não tem vez. Em compensação, qualquer peça vermelha que chega estamos vendendo. É a primeira vez que acontece isso nesta época”, disse a vendedora da loja Love Cia, Carla Volpato.


Prazos das substituições devem ser observados

A Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), alertou os consumidores para cuidados na hora de trocar os itens, principalmente em relação aos prazos.

Segundo a entidade, nem sempre o consumidor tem direito a substituir peças. Geralmente, os varejistas costumam estabelecer, por conta própria, política de trocas para fidelização dos clientes, possibilitando a troca de produtos por outros de tamanhos, cores ou modelos diferentes em determinado período de tempo. Quando isso é divulgado aos consumidores, passa a ser obrigatório, como espécie de contrato verbal.

Não havendo política de trocas, os varejistas e prestadores de serviços devem se ater ao CDC (Código de Defesa do Consumidor), que prevê a necessidade de reparação quando os produtos apresentam defeitos que os tornem impróprios ou inadequados ao uso. A lei estabelece prazo de 30 dias de garantia para os produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis. Já no caso de problemas ocultos identificados depois de um tempo, mas que já existiam desde a aquisição do produto, o prazo começa a contar a partir do momento da constatação. 

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