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CPTM aguarda há um ano que Mauá retome integração

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Benefício garante desconto de R$ 0,50 por viagem aos usuários do transporte público no Terminal do Centro


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

29/09/2018 | 07:00


 A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) aguarda há um ano que a Prefeitura de Mauá assine novo convênio de integração entre o transporte coletivo municipal e os trens. Vigente entre setembro de 2014 e março de 2016, a integração garantia desconto de R$ 0,50 por viagem com o uso do Cartão SIM (Sistema Integrado Mauá). Segundo a companhia, em 22 de setembro de 2017 os documentos foram entregues à administração e, até o momento, não houve retorno do município. “Sem os respectivos documentos assinados não há previsão de retomada”, informou em nota.

Sem data para ter de volta o benefício, a população segue pagando as duas tarifas cheias, R$ 4 para cada modal. A dona de casa Solange Rocha Pereira, 37 anos, ainda se lembra do período em que pôde contar com o benefício. “Moro no Parque América e, na época, trabalhava em São Paulo, então ajudava bastante”, destacou. Solange relata que a administração municipal não fez nenhum tipo de comunicado sobre a suspensão da integração. Segundo ela, os usuários só tomavam conhecimento quando chegavam à estação e os bloqueios que aceitavam o cartão SIM estavam desativados.

A estagiária Laiz Lima Prates, 24, não chegou a utilizar o serviço de integração, mas se recorda de quando foi implementado e conhece várias pessoas que faziam uso. Atualmente, ela trabalha em Santo André e lamenta não contar com essa facilidade. “Estagiário não ganha bem, né? Então ia ser uma ajuda”, declarou. A doméstica Edna Batista dos Santos, 48, mora no Jardim Itapeva e trabalha em São Caetano. De 2014 a 2016, não tinha necessidade da integração, mas agora poderia se beneficiar. “É o tipo de coisa que deveria ser aumentado e não reduzido, porque ajuda muito quem mais precisa”, afirmou.

Inicialmente disponível apenas na Estação Mauá, no Centro da cidade, a expectativa era que a integração também funcionasse nas estações Guapituba e Capuava, o que não se confirmou. Segundo a CPTM, cerca de 62 mil embarques diários são feitos nas três estações de Mauá.

Retomar a integração foi um dos compromissos de campanha do prefeito Atila Jacomussi (PSB). A Prefeitura de Mauá foi questionada sobre o retorno da documentação, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

 

HISTÓRICO

A suspensão da integração entre os ônibus municipais de Mauá e os trens da CPTM, realizada em março de 2016, foi motivada pela falta de pagamentos da administração municipal à empresa estadual, referente ao desconto fornecido aos passageiros. A CPTM chegou a incluir a Prefeitura no Cadin (Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais) por conta da inadimplência, situação que foi solucionada em agosto de 2016.

Resolvido o problema do débito, o empecilho para a retomada da integração passou a ser o encerramento do termo do contrato entre a administração, a CPTM e a empresa responsável pelo serviço de bilhetagem, a PK9 Tecnologia e Serviços Ltda. O impasse era acerca de equipamentos pertencentes à empresa e que estavam de posse da Prefeitura. A questão foi resolvida ainda no primeiro semestre de 2017.



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CPTM aguarda há um ano que Mauá retome integração

Benefício garante desconto de R$ 0,50 por viagem aos usuários do transporte público no Terminal do Centro

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

29/09/2018 | 07:00


 A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) aguarda há um ano que a Prefeitura de Mauá assine novo convênio de integração entre o transporte coletivo municipal e os trens. Vigente entre setembro de 2014 e março de 2016, a integração garantia desconto de R$ 0,50 por viagem com o uso do Cartão SIM (Sistema Integrado Mauá). Segundo a companhia, em 22 de setembro de 2017 os documentos foram entregues à administração e, até o momento, não houve retorno do município. “Sem os respectivos documentos assinados não há previsão de retomada”, informou em nota.

Sem data para ter de volta o benefício, a população segue pagando as duas tarifas cheias, R$ 4 para cada modal. A dona de casa Solange Rocha Pereira, 37 anos, ainda se lembra do período em que pôde contar com o benefício. “Moro no Parque América e, na época, trabalhava em São Paulo, então ajudava bastante”, destacou. Solange relata que a administração municipal não fez nenhum tipo de comunicado sobre a suspensão da integração. Segundo ela, os usuários só tomavam conhecimento quando chegavam à estação e os bloqueios que aceitavam o cartão SIM estavam desativados.

A estagiária Laiz Lima Prates, 24, não chegou a utilizar o serviço de integração, mas se recorda de quando foi implementado e conhece várias pessoas que faziam uso. Atualmente, ela trabalha em Santo André e lamenta não contar com essa facilidade. “Estagiário não ganha bem, né? Então ia ser uma ajuda”, declarou. A doméstica Edna Batista dos Santos, 48, mora no Jardim Itapeva e trabalha em São Caetano. De 2014 a 2016, não tinha necessidade da integração, mas agora poderia se beneficiar. “É o tipo de coisa que deveria ser aumentado e não reduzido, porque ajuda muito quem mais precisa”, afirmou.

Inicialmente disponível apenas na Estação Mauá, no Centro da cidade, a expectativa era que a integração também funcionasse nas estações Guapituba e Capuava, o que não se confirmou. Segundo a CPTM, cerca de 62 mil embarques diários são feitos nas três estações de Mauá.

Retomar a integração foi um dos compromissos de campanha do prefeito Atila Jacomussi (PSB). A Prefeitura de Mauá foi questionada sobre o retorno da documentação, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

 

HISTÓRICO

A suspensão da integração entre os ônibus municipais de Mauá e os trens da CPTM, realizada em março de 2016, foi motivada pela falta de pagamentos da administração municipal à empresa estadual, referente ao desconto fornecido aos passageiros. A CPTM chegou a incluir a Prefeitura no Cadin (Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais) por conta da inadimplência, situação que foi solucionada em agosto de 2016.

Resolvido o problema do débito, o empecilho para a retomada da integração passou a ser o encerramento do termo do contrato entre a administração, a CPTM e a empresa responsável pelo serviço de bilhetagem, a PK9 Tecnologia e Serviços Ltda. O impasse era acerca de equipamentos pertencentes à empresa e que estavam de posse da Prefeitura. A questão foi resolvida ainda no primeiro semestre de 2017.

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