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Budistas da região se mobilizam em orações


Sucena Shkrada Resk
Do Diário do Grande ABC

29/12/2004 | 10:02


A tragédia do maremoto no Oceano Índico, que atingiu 12 países do Sudeste Asiático no domingo, repercutiu entre a comunidade budista do Grande ABC, que intensificou o período de orações em solidariedade às vítimas. De acordo com agências internacionais de notícias, nesta quarta-feira o número de mortos já ultrapassava os 68 mil.

O aposentado Matao Miyagawa, 80 anos, de São Bernardo, definiu seu sentimento em uma única frase: “Senti uma dor no coração. Passei a orar mais horas por dia – de três para cinco – para pedir a paz mundial e que mais nada de pior aconteça”, disse.

Para sua filha, Clarice Miyagawa, 51, vice-responsável da divisão feminina de subcoordenadoria da seita budista Brasil Sokagakai International, de acordo com a doutrina budista acontecimentos como esse podem ter como explicação filosófica a lei de causa e efeito e o chamado carma coletivo.

“Por isso, nossas orações estão sendo reforçadas entre as 3 mil famílias budistas da região, pedindo paz e segurança para essas pessoas. Como ser humano, todo mundo recebe um choque. Afinal, um terço dos mortos foram crianças.”

Myosei Yamamoto, 56, sacerdotiza da seita budista Tendai, de Diadema, afirma que nas orações os budistas ainda pedem para que as pessoas que escaparam da morte tenham força para lutar pela sobrevivência. “Lá (na Ásia) os budistas têm uma grande preparação espiritual.” Ela conta que já teve a experiência de enfrentar terremotos, quando viveu por sete anos no Japão. “Qualquer pessoa tem medo dessa situação, mas a solidariedade lá é muito grande.”

O missionário Iashito Kajiwara, 66, disse que a comunidade budista de Santo André se sensibilizou com catástrofe no Sudeste Asiático. “No budismo, tem de ter solidariedade.”



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Budistas da região se mobilizam em orações

Sucena Shkrada Resk
Do Diário do Grande ABC

29/12/2004 | 10:02


A tragédia do maremoto no Oceano Índico, que atingiu 12 países do Sudeste Asiático no domingo, repercutiu entre a comunidade budista do Grande ABC, que intensificou o período de orações em solidariedade às vítimas. De acordo com agências internacionais de notícias, nesta quarta-feira o número de mortos já ultrapassava os 68 mil.

O aposentado Matao Miyagawa, 80 anos, de São Bernardo, definiu seu sentimento em uma única frase: “Senti uma dor no coração. Passei a orar mais horas por dia – de três para cinco – para pedir a paz mundial e que mais nada de pior aconteça”, disse.

Para sua filha, Clarice Miyagawa, 51, vice-responsável da divisão feminina de subcoordenadoria da seita budista Brasil Sokagakai International, de acordo com a doutrina budista acontecimentos como esse podem ter como explicação filosófica a lei de causa e efeito e o chamado carma coletivo.

“Por isso, nossas orações estão sendo reforçadas entre as 3 mil famílias budistas da região, pedindo paz e segurança para essas pessoas. Como ser humano, todo mundo recebe um choque. Afinal, um terço dos mortos foram crianças.”

Myosei Yamamoto, 56, sacerdotiza da seita budista Tendai, de Diadema, afirma que nas orações os budistas ainda pedem para que as pessoas que escaparam da morte tenham força para lutar pela sobrevivência. “Lá (na Ásia) os budistas têm uma grande preparação espiritual.” Ela conta que já teve a experiência de enfrentar terremotos, quando viveu por sete anos no Japão. “Qualquer pessoa tem medo dessa situação, mas a solidariedade lá é muito grande.”

O missionário Iashito Kajiwara, 66, disse que a comunidade budista de Santo André se sensibilizou com catástrofe no Sudeste Asiático. “No budismo, tem de ter solidariedade.”

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