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Moradores se arriscam na Anchieta


Bruno Ribeiro
Especial para o Diário

03/11/2005 | 08:24


Moradores do bairro Taboão, em São Bernardo, se arriscam todos os dias para cruzar a via Anchieta, justamente em um ponto de travessia que não conta com passarela de pedestres. Ao seguir pela avenida Doutor Rudge Ramos, se deparam com um muro de concreto bem no meio da calçada, no acesso à rodovia. Uma das opções é pular o muro e atravessar a pista, a outra é andar no acostamento da via. Ambas as alternativas, porém, são perigosas. A Prefeitura afirma que o trecho é de responsabilidade da Ecovias, que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, enquanto que a concessionária não apresenta solução para o caso. Os pedestres afirmam que a única travessia segura obriga todos a uma volta de 1,5 mil metros de distância.

Os pedestres seguem pela calçada desde o posto de gasolina no acesso à pista sentido São Paulo da Anchieta. Lá, conseguem atravessar sem problemas e continuam a caminhada. Alguns metros à frente, porém, a calçada é interrompida pela mureta, com cerca de um metro de altura, que obriga a população a andar pela rua. “Dá muito medo, é muito perigoso. Os caminhões passam rápido, não desviam da gente”, conta o estudante Andreílson Cícero Santos da Silva, 16 anos. Ele e o irmão André, 14, passam por lá diariamente para fazer serviços de banco para a mãe.

O descaso revolta o estudante Thiago Miguel de Carvalho. “Um amigo meu já foi atropelado aqui. Não tem saída: ou vai pela rua ou pula o muro. Parece que ninguém está nem aí para o pessoal que tem que passar por esse trecho.”

A Prefeitura de São Bernardo informou que a população local pede a construção de uma passarela no trecho há alguns anos. Segundo a administração, a única ação foi encaminhar tal solicitação à Ecovias, que não teria dado resposta. A concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes reconhece a responsabilidade pelo acesso à estrada – local onde está o muro –, mas afirma que é proibido que pedestres trafeguem pelo local. A opção apresentada pela empresa é a passarela, no Km 13 da rodovia, em frente à fábrica da Bombril.

“A passarela da Bombril fica a mais de um quilômetro da calçada bloqueada. Não tem sentido falar sobre essa passarela, que só atende ao pessoal que atravessa a Anchieta. A solução aqui é para dar acesso à avenida Doutor Rudge Ramos. Se eu quero ir pra o Rudge eu tenho que ir até a Anchieta, andar um quilômetro e voltar, andando mais um quilômetro. Isso não faz sentido”, diz, indignado, o aposentado Daniel Agostinho Serafin. Ele protocolou reclamações desde dezembro de 2004 pedindo que o problema seja resolvido. No entanto, ainda não há solução.


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Moradores se arriscam na Anchieta

Bruno Ribeiro
Especial para o Diário

03/11/2005 | 08:24


Moradores do bairro Taboão, em São Bernardo, se arriscam todos os dias para cruzar a via Anchieta, justamente em um ponto de travessia que não conta com passarela de pedestres. Ao seguir pela avenida Doutor Rudge Ramos, se deparam com um muro de concreto bem no meio da calçada, no acesso à rodovia. Uma das opções é pular o muro e atravessar a pista, a outra é andar no acostamento da via. Ambas as alternativas, porém, são perigosas. A Prefeitura afirma que o trecho é de responsabilidade da Ecovias, que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, enquanto que a concessionária não apresenta solução para o caso. Os pedestres afirmam que a única travessia segura obriga todos a uma volta de 1,5 mil metros de distância.

Os pedestres seguem pela calçada desde o posto de gasolina no acesso à pista sentido São Paulo da Anchieta. Lá, conseguem atravessar sem problemas e continuam a caminhada. Alguns metros à frente, porém, a calçada é interrompida pela mureta, com cerca de um metro de altura, que obriga a população a andar pela rua. “Dá muito medo, é muito perigoso. Os caminhões passam rápido, não desviam da gente”, conta o estudante Andreílson Cícero Santos da Silva, 16 anos. Ele e o irmão André, 14, passam por lá diariamente para fazer serviços de banco para a mãe.

O descaso revolta o estudante Thiago Miguel de Carvalho. “Um amigo meu já foi atropelado aqui. Não tem saída: ou vai pela rua ou pula o muro. Parece que ninguém está nem aí para o pessoal que tem que passar por esse trecho.”

A Prefeitura de São Bernardo informou que a população local pede a construção de uma passarela no trecho há alguns anos. Segundo a administração, a única ação foi encaminhar tal solicitação à Ecovias, que não teria dado resposta. A concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes reconhece a responsabilidade pelo acesso à estrada – local onde está o muro –, mas afirma que é proibido que pedestres trafeguem pelo local. A opção apresentada pela empresa é a passarela, no Km 13 da rodovia, em frente à fábrica da Bombril.

“A passarela da Bombril fica a mais de um quilômetro da calçada bloqueada. Não tem sentido falar sobre essa passarela, que só atende ao pessoal que atravessa a Anchieta. A solução aqui é para dar acesso à avenida Doutor Rudge Ramos. Se eu quero ir pra o Rudge eu tenho que ir até a Anchieta, andar um quilômetro e voltar, andando mais um quilômetro. Isso não faz sentido”, diz, indignado, o aposentado Daniel Agostinho Serafin. Ele protocolou reclamações desde dezembro de 2004 pedindo que o problema seja resolvido. No entanto, ainda não há solução.

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