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Paulo Pinheiro ganha nota 4,3 de eleitorado

Prefeito de São Caetano tem segunda queda consecutiva em sondagem do DGABC Pesquisas


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

04/08/2014 | 07:00


A administração do prefeito de São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB), recebeu nota 4,3 e confirmou a tendência de queda de avaliação popular. O peemedebista caiu da segunda para a quinta posição entre os demais gestores da região. Essa é o segundo recuo consecutivo, pois, em novembro, recebeu nota 5,4 e, em junho, obteve média 6. Os dados são da sondagem feita pelo DGABC Pesquisas, requisitada pelo Diário.

O indicativo mostra, pela primeira vez, desgaste da imagem de Pinheiro junto à população. A associação positiva do prefeito que foi quatro vezes vereador conseguia evitar que questionamentos administrativos contaminassem sua popularidade. Prova disso é o crescimento acentuado da reprovação da gestão Pinheiro, que aumentou em 10 pontos percentuais. Em novembro, dados de rejeição contabilizavam 38,3% (15,5% ruim e 22,8 péssimo). Desta vez, 48,3% criticaram o governo peemedebista (16,3% ruim e 32% péssimo).

Apesar do cenário, a aprovação praticamente se manteve estável, com ligeira variação negativa. Foi de 25,1% (2,8% ótimo e 22,3% bom) em novembro para 24,5% (5% ótimo e 19,5% bom). O índice de regularidade do governo caiu de 33% para 26,5%. Em novembro, o indicativo de regular mais para ruim era de 16%. Hoje chega a 17,5%.

O resultado da pesquisa remete à situação política e administrativa do governo peemedebista. Pinheiro ganhou notoriedade por ter quebrado hegemonia de 30 anos de administrações do PTB ao vencer a ex-prefeiturável governista Regina Maura Zetone. Apesar de sempre bem avaliada, a imagem da sigla na cidade vinha sofrendo desgaste natural.

O prefeito, no entanto, passou o primeiro ano de sua gestão afirmando energicamente ter herdado dívida em restos a pagar de R$ 264,5 milhões do governo antecessor. Usou o argumento para justificar atraso de promessas de campanha.

A articulação política do peemedebista também apresentou problemas. Dos 19 vereadores da Câmara, a coligação do prefeito elegeu apenas três – dos demais, um venceu de maneira independente e os demais pela chapa adversária. Sem esforço do Paço, a maioria se colocou como governista, com exceção de Edison Parra (PHS) e Aparecido Inácio da Silva, o Cidão do Sindicato (Solidariedade).

Pinheiro não construiu amarras para manter a base coesa e viu nascer apoio de vereadores da cidade à dobrada dos deputados estaduais de São Bernardo Orlando Morando (PSDB), que tenta reeleição, e Alex Manente (PPS), que concorre a cadeira na Câmara Federal.

Para contrapor o projeto dos são-bernardenses, que é tido como o principal do município, o prefeito aposta na candidatura do captação da Polícia Militar licenciado Robinson Castropil (PMDB), que, entretanto, não tem unanimidade na bancada do PMDB da cidade

ANÁLISE
A avaliação em queda de Paulo Pinheiro também se explica na nota recebida por eleitores que declararam ter votado nele na eleição de 2012. Entre os que depositaram confiança do peemedebista, o trabalho de Pinheiro merece nota 4,6. Entre os que votaram em Regina Maura, o índice é de 3,6.

O chefe do Executivo registrou seu melhor desempenho no eleitorado com mais de 60 anos, que lhe conferiu média 4,5, mesma nota da população com idade de 16 a 24 anos.

O DGABC Pesquisas ouviu 400 moradores no dia 31. A margem de erro é de cinco pontos percentuais. O levantamento está registrado sob protocolo SP-00012/2014.



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