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Coletores de lixo ganham café da manhã especial

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em agradecimento, casal da Vila Tibiriçá abre garagem para homenagear servidores


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

22/12/2020 | 00:01


O Natal costuma despertar nas pessoas o sentimento de partilha e, com a aproximação da data, o casal Rubens da Costa Carreira, 66 anos, e Rosi Rondelis Carreira, 56, trocou a <CF51>caixinha</CF> dos coletores de resídios que atuam na Rua Constituinte, na Vila Tibiraçá, em Santo André, por um café da manhã surpresa, realizado na manhã de ontem.

Os presenteados com a ação, Claudemir Batista da Silva, Adriano Melo da Silva, Clayton Silva de Carvalho e Marcos Willian, pararam um pouco o serviço para desfrutar do presente, já que não poderiam deixar o trabalho por muito tempo. Agradecidos, comeram, beberam e conversaram com o casal que lhes deu essa oportunidade, abrindo o portão da garagem de casa para receber, como visita, aqueles que, para muitas pessoas, são invisíveis.

Ministro evangélico, pastor Rubens explicou que ele e a mulher decidiram oferecer a refeição “com dignidade” aos coletores, já que não teriam condições de pagar “por todo o serviço que fazem”. “Toda semana, nas segundas, quartas e sextas-feiras, e às quintas com o reciclável, passa esse pessoal recolhendo resíduos da rua. Eu não consigo pagar pelo que fizeram o ano todo, mas é um gesto (o café da manhã), uma consideração por eles”, disse o pastor.

A celebração especial foi encabeçada por Rosi, que serviu mesa com leite, café, refrigerante, suco, pão, frios, frutas e até bolo, feito por ela mesma. No portão, o pastor Rubens desinfetou a mão dos quatro coletores com álcool gel 70%, entregou máscara descartável para cada um deles e pediu que lavassem as mãos. Respeitando distanciamento físico, antes de sentarem às mesas decoradas com toalha e flores vermelhas, fizeram oração pelo momento. 

"Eles (coletores) têm de ser respeitados. Para quem tem coração, e que não sofre o que eles passam correndo nas ruas ou pendurados o dia todo naquele caminhão, respirando mau cheiro terrível, isso que fizemos não é nada”, disse o pastor, contando que, até ontem, a relação de amizade entre ele e os coletores era somente de cumprimentos cordiais. “O momento foi muito bonito”, disse, orgulhoso.



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