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Central de emergências auxiliará moradores em período de chuvas

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Equipamento, que ficará na sede do Consórcio,
agilizará o trabalho de bombeiros e Defesa Civil


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

02/10/2017 | 07:00


Municípios do Grande ABC passarão a contar a partir de dezembro com uma CGE (Central de Gerenciamento de Emergências) que será responsável, entre outros serviços, por realizar o monitoramento das condições meteorológicas na região. Espelhado em modelos preventivos existentes em capitais do País, incluindo São Paulo, o sistema fornecerá com antecedência informações sobre a quantidade e intensidade das chuvas, assim como sobre áreas onde poderão ocorrer alagamentos, proporcionando mais agilidade ao trabalho do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.

A central, que será instalada na sede do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, em Santo André, passará a possibilitar que municípios da região tenham protocolo único de trabalho na realização de ações de prevenção em áreas vulneráveis, incluindo pontos de alagamento e localidades com alta concentração de unidades habitacionais em encostas. “A junção desses dados possibilitará procedimentos unificados, permitindo que os municípios adotem ação única em casos de emergências”, explica o secretário executivo do Consórcio, Fabio Palacio.

Para fazer a medição dos dados, o centro de gerenciamento deverá utilizar os pluviômetros já instalados nos municípios para registrar e divulgar os dados regionalmente. Os equipamentos são responsáveis por realizar a medição da quantidade e da precipitação de água.

No momento, o Consórcio Intermunicipal tem realizado a última etapa do processo para colocar a central em funcionamento. Para isso, na próxima semana a entidade regional deverá colocar na rua o edital para contratação de empresa de meteorologia, que ficará responsável por criar a central regional de computação e divulgação de dados.

Com a medida, a região passará a contar com previsão dez vezes mais precisa da fornecida atualmente. “Hoje a medição na região é feita em Brasília, em um raio de 20 quilômetros. Portanto, a aferição tirada em São Caetano será a mesma para o Rudge Ramos (São Bernardo) e bairros nessa distância. Com a CGE instalada aqui, esse raio diminuirá para dois quilômetros, portanto, um número mais exato.”

Para compor o quadro de funcionários da CGE, os municípios vão disponibilizar, em caráter de revezamento, técnicos da Defesa Civil para monitoramento do sistema. O Consórcio estuda ainda possível apoio de instituições de Ensino Superior da região. “A central também poderá ser um espaço para realização de pesquisas acadêmicas”, diz Palacio.


Moradores ainda temem tragédias durante o verão


Há 25 anos morando no bairro Eldorado, em Diadema, Maria Rodrigues Torres, 43, diz se lembrar com exatidão das inúmeras tragédias que presenciou durante as tempestades típicas de verão naquela região. “Todo ano acontece alguma coisa. Já perdi muitos móveis durante as chuvas”, relata.

Vizinha de um barranco, ela conta que teme sempre pela integridade de seu marido e seus dois filhos. “A gente tem medo do que pode acontecer. Como moramos em um lugar inclinado, é complicado, mas não temos para onde ir.”

A situação se repete na casa de sua vizinha Maria da Conceição Souza Santos, 51. Há seis meses morando no local, ela já teme pelo pior. “Me mudei neste ano. Vim da Bahia e não sei como que é aqui em período de chuva forte. Só desejo que até lá tudo tenha melhorado.”

Em Mauá, mais precisamente no Jardim Oratório, a sensação de moradores tornou-se revolta nos últimos anos com o descumprimento de promessas. “Há tempos eles constroem essas encostas e nada de nossos problemas de alagamento serem resolvidos”, diz a cabeleireira Ruth Domingues, 45.

Embora o Consórcio Intermunicipal tenha elaborado o Estudo Regional de Macro e Microdrenagem – conhecido popularmente como mapa das enchentes –, na prática os municípios ainda seguem com ações ineficientes em áreas de risco da região. “Até hoje ninguém fez nada para resolver nossos problemas”, afirma a dona de casa Neuza Lima da Silva, 56.

Apresentado pela equipe do Diário a moradores da região, o projeto da Central de Gerenciamento de Emergências, no entanto, despertou sentimento de esperança. “Quem sabe agora, com essa central, nossa vida melhore. Só não pode ficar na promessa, como sempre acontece”, disse o aposentado Duarte Barboza Diniz, 62.


População terá acesso a informações por meio de aplicativo

Aplicativo de celular em fase de desenvolvimento possibilitará acesso imediato à previsão do tempo por meio do celular. A expectativa é que a ferramenta entre em funcionamento logo após a abertura da CGE (Central de Gerenciamento de Emergências).

“O desenvolvimento do aplicativo já está no contrato firmado no início do ano pelo Consórcio para gerenciamento do site. Portanto, basta a central ficar pronta para ele operar”, explica o secretário executivo da entidade regional, Fabio Palacio.

Segundo ele, com o aplicativo em mãos, moradores poderão ter acesso a informações em tempo real sobre possível tempestade em seu bairro, podendo, inclusive, ajudar a alimentar a ferramenta. “Caso o morador veja um ponto de alagamento, poderá tirar foto e colocar essa imagem no aplicativo. Esse processo será feito pela empresa responsável”, explica Palacio.

A ferramenta permitirá ainda fornecer as melhores alternativas para os motoristas chegarem a seus destinos traçando rotas com menor fluxo de veículos e evitando pontos de alagamento.

Para quem reside em área de risco e não conta com celular smartphone, o Consórcio criará lista de moradores que serão acionados por meio das equipes da Defesa Civil de seus municípios.

OUTROS SERVIÇOS

De acordo com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, o sistema da Central de Gerenciamento de Emergências ficará responsável ainda pelo monitoramento dos índices de umidade relativa do ar e, nos meses mais frios, pela informação das baixas temperaturas, o que permitirá a equipamentos de Saúde prepararem suas equipes para possíveis aumentos na demanda de pacientes com problemas respiratórios. “A central, de certa forma, possibilitará unificar informações de diversos serviços da região”, comenta Fabio Palacio. 



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Central de emergências auxiliará moradores em período de chuvas

Equipamento, que ficará na sede do Consórcio,
agilizará o trabalho de bombeiros e Defesa Civil

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

02/10/2017 | 07:00


Municípios do Grande ABC passarão a contar a partir de dezembro com uma CGE (Central de Gerenciamento de Emergências) que será responsável, entre outros serviços, por realizar o monitoramento das condições meteorológicas na região. Espelhado em modelos preventivos existentes em capitais do País, incluindo São Paulo, o sistema fornecerá com antecedência informações sobre a quantidade e intensidade das chuvas, assim como sobre áreas onde poderão ocorrer alagamentos, proporcionando mais agilidade ao trabalho do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.

A central, que será instalada na sede do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, em Santo André, passará a possibilitar que municípios da região tenham protocolo único de trabalho na realização de ações de prevenção em áreas vulneráveis, incluindo pontos de alagamento e localidades com alta concentração de unidades habitacionais em encostas. “A junção desses dados possibilitará procedimentos unificados, permitindo que os municípios adotem ação única em casos de emergências”, explica o secretário executivo do Consórcio, Fabio Palacio.

Para fazer a medição dos dados, o centro de gerenciamento deverá utilizar os pluviômetros já instalados nos municípios para registrar e divulgar os dados regionalmente. Os equipamentos são responsáveis por realizar a medição da quantidade e da precipitação de água.

No momento, o Consórcio Intermunicipal tem realizado a última etapa do processo para colocar a central em funcionamento. Para isso, na próxima semana a entidade regional deverá colocar na rua o edital para contratação de empresa de meteorologia, que ficará responsável por criar a central regional de computação e divulgação de dados.

Com a medida, a região passará a contar com previsão dez vezes mais precisa da fornecida atualmente. “Hoje a medição na região é feita em Brasília, em um raio de 20 quilômetros. Portanto, a aferição tirada em São Caetano será a mesma para o Rudge Ramos (São Bernardo) e bairros nessa distância. Com a CGE instalada aqui, esse raio diminuirá para dois quilômetros, portanto, um número mais exato.”

Para compor o quadro de funcionários da CGE, os municípios vão disponibilizar, em caráter de revezamento, técnicos da Defesa Civil para monitoramento do sistema. O Consórcio estuda ainda possível apoio de instituições de Ensino Superior da região. “A central também poderá ser um espaço para realização de pesquisas acadêmicas”, diz Palacio.


Moradores ainda temem tragédias durante o verão


Há 25 anos morando no bairro Eldorado, em Diadema, Maria Rodrigues Torres, 43, diz se lembrar com exatidão das inúmeras tragédias que presenciou durante as tempestades típicas de verão naquela região. “Todo ano acontece alguma coisa. Já perdi muitos móveis durante as chuvas”, relata.

Vizinha de um barranco, ela conta que teme sempre pela integridade de seu marido e seus dois filhos. “A gente tem medo do que pode acontecer. Como moramos em um lugar inclinado, é complicado, mas não temos para onde ir.”

A situação se repete na casa de sua vizinha Maria da Conceição Souza Santos, 51. Há seis meses morando no local, ela já teme pelo pior. “Me mudei neste ano. Vim da Bahia e não sei como que é aqui em período de chuva forte. Só desejo que até lá tudo tenha melhorado.”

Em Mauá, mais precisamente no Jardim Oratório, a sensação de moradores tornou-se revolta nos últimos anos com o descumprimento de promessas. “Há tempos eles constroem essas encostas e nada de nossos problemas de alagamento serem resolvidos”, diz a cabeleireira Ruth Domingues, 45.

Embora o Consórcio Intermunicipal tenha elaborado o Estudo Regional de Macro e Microdrenagem – conhecido popularmente como mapa das enchentes –, na prática os municípios ainda seguem com ações ineficientes em áreas de risco da região. “Até hoje ninguém fez nada para resolver nossos problemas”, afirma a dona de casa Neuza Lima da Silva, 56.

Apresentado pela equipe do Diário a moradores da região, o projeto da Central de Gerenciamento de Emergências, no entanto, despertou sentimento de esperança. “Quem sabe agora, com essa central, nossa vida melhore. Só não pode ficar na promessa, como sempre acontece”, disse o aposentado Duarte Barboza Diniz, 62.


População terá acesso a informações por meio de aplicativo

Aplicativo de celular em fase de desenvolvimento possibilitará acesso imediato à previsão do tempo por meio do celular. A expectativa é que a ferramenta entre em funcionamento logo após a abertura da CGE (Central de Gerenciamento de Emergências).

“O desenvolvimento do aplicativo já está no contrato firmado no início do ano pelo Consórcio para gerenciamento do site. Portanto, basta a central ficar pronta para ele operar”, explica o secretário executivo da entidade regional, Fabio Palacio.

Segundo ele, com o aplicativo em mãos, moradores poderão ter acesso a informações em tempo real sobre possível tempestade em seu bairro, podendo, inclusive, ajudar a alimentar a ferramenta. “Caso o morador veja um ponto de alagamento, poderá tirar foto e colocar essa imagem no aplicativo. Esse processo será feito pela empresa responsável”, explica Palacio.

A ferramenta permitirá ainda fornecer as melhores alternativas para os motoristas chegarem a seus destinos traçando rotas com menor fluxo de veículos e evitando pontos de alagamento.

Para quem reside em área de risco e não conta com celular smartphone, o Consórcio criará lista de moradores que serão acionados por meio das equipes da Defesa Civil de seus municípios.

OUTROS SERVIÇOS

De acordo com o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, o sistema da Central de Gerenciamento de Emergências ficará responsável ainda pelo monitoramento dos índices de umidade relativa do ar e, nos meses mais frios, pela informação das baixas temperaturas, o que permitirá a equipamentos de Saúde prepararem suas equipes para possíveis aumentos na demanda de pacientes com problemas respiratórios. “A central, de certa forma, possibilitará unificar informações de diversos serviços da região”, comenta Fabio Palacio. 

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