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Frio e chuva afastam torcida e somem com futebol do Netuno

Água Santa perde do São Carlos no Inamar quase vazio e se complica na disputa da Copa Paulista


Anderson Fattori

04/10/2016 | 07:00


Segunda-feira, à tarde, com frio e chuva. O torcedor do Água Santa tinha motivos de sobra para desprezar a partida do time contra o São Carlos, ontem, no Inamar, pela Copa Paulista. Mas 801 corajosos – visivelmente não parecia ter metade disso – foram ao estádio, viram duelo movimentado e vencido por 1 a 0 pela equipe do Interior, que soube aproveitar melhor a chance criada.

O resultado comprometeu os planos do Netuno em avançar para as quartas de final. Com um ponto em nove disputados, o time do Grande ABC é o lanterna do Grupo 5, enquanto o São Carlos lidera, com sete, seguido do XV de Piracicaba (cinco) e Penapolense (três). Os dois primeiros avançam.

O estádio praticamente vazio proporcionava confronto interessante levando em consideração que as instruções dos treinadores aos jogadores e até os bate-bocas em campo eram facilmente ouvidos das tribunas.

Foi possível entender, por exemplo, que muitas das instruções dos técnicos são ignoradas pelos jogadores. E boa parte delas, se cumpridas, poderia trazer resultados efetivos.

O técnico Rafael Guanaes, por exemplo, pedia insistentemente para o São Carlos chutar rasteiro ao gol, aproveitando a velocidade da bola molhada no gramado sintético. O time não deu um único chute desta forma nos 90 minutos.

A falta de experiência atrapalhou o Netuno. Com time remodelado e muito jovem para a fase final da Copa Paulista – dez jogadores deixaram o clube –, o técnico Fahel Júnior não conseguiu dar padrão de jogo à equipe. As jogadas se resumiam a bolas altas para Bruno Gaúcho e, depois que o atacante saiu lesionado, as investidas se concentraram em triangulações pela intermediária.

Foi mais eficiente a forma de o São Carlos atacar: pelo lados. Assim que o time do Interior conseguiu criar a jogada finalizada por Elton, rebatida pelo goleiro Dheimisson, e completada para a rede por Alexandre Vecchio, decretou a vitória.

Fahel lamenta falta de rodagem do time

O técnico Fahel Júnior bem que tentou achar boas justificativas para a fraca atuação do Água Santa nesta segunda no Inamar. Citou o domínio ineficiente da equipe sobre o adversário, mas, no fim, acabou assumindo que ter de montar um time com a Copa Paulista na reta final não é desafio dos mais fáceis.

“Não dá para arrumar desculpas, fugir da responsabilidade, mas refazer time com o campeonato em andamento é muito complicado. Ainda mais quando enfrentamos equipe forte e que está junta desde o início”, lamentou Fahel. “Fizemos segundo tempo em cima do São Carlos, mas não conseguimos fazer os gols”, acrescentou.

Além de trazer elenco praticamente novo, o treinador está promovendo às pressas atletas das categorias de base para o profissional. “No segundo tempo tínhamos cinco ou seis jogadores que acabaram de subir para o profissional. Essa falta de rodagem faz diferença em uma competição forte como a Copa Paulista”, justificou.

O treinador também explicou a alteração fora do comum ao sacar do time o atacante Gil Paraíba, que havia entrado no fim do primeiro tempo na vaga de Bruno Gaúcho, machucado. “Percebi que tínhamos perdido o meio de campo e coloquei o Matheus (Lima) para encurralar o São Carlos no seu campo de defesa. Conseguimos fazer isso, mas faltou o gol”, lamentou Fahel Júnior. AF 



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Frio e chuva afastam torcida e somem com futebol do Netuno

Água Santa perde do São Carlos no Inamar quase vazio e se complica na disputa da Copa Paulista

Anderson Fattori

04/10/2016 | 07:00


Segunda-feira, à tarde, com frio e chuva. O torcedor do Água Santa tinha motivos de sobra para desprezar a partida do time contra o São Carlos, ontem, no Inamar, pela Copa Paulista. Mas 801 corajosos – visivelmente não parecia ter metade disso – foram ao estádio, viram duelo movimentado e vencido por 1 a 0 pela equipe do Interior, que soube aproveitar melhor a chance criada.

O resultado comprometeu os planos do Netuno em avançar para as quartas de final. Com um ponto em nove disputados, o time do Grande ABC é o lanterna do Grupo 5, enquanto o São Carlos lidera, com sete, seguido do XV de Piracicaba (cinco) e Penapolense (três). Os dois primeiros avançam.

O estádio praticamente vazio proporcionava confronto interessante levando em consideração que as instruções dos treinadores aos jogadores e até os bate-bocas em campo eram facilmente ouvidos das tribunas.

Foi possível entender, por exemplo, que muitas das instruções dos técnicos são ignoradas pelos jogadores. E boa parte delas, se cumpridas, poderia trazer resultados efetivos.

O técnico Rafael Guanaes, por exemplo, pedia insistentemente para o São Carlos chutar rasteiro ao gol, aproveitando a velocidade da bola molhada no gramado sintético. O time não deu um único chute desta forma nos 90 minutos.

A falta de experiência atrapalhou o Netuno. Com time remodelado e muito jovem para a fase final da Copa Paulista – dez jogadores deixaram o clube –, o técnico Fahel Júnior não conseguiu dar padrão de jogo à equipe. As jogadas se resumiam a bolas altas para Bruno Gaúcho e, depois que o atacante saiu lesionado, as investidas se concentraram em triangulações pela intermediária.

Foi mais eficiente a forma de o São Carlos atacar: pelo lados. Assim que o time do Interior conseguiu criar a jogada finalizada por Elton, rebatida pelo goleiro Dheimisson, e completada para a rede por Alexandre Vecchio, decretou a vitória.

Fahel lamenta falta de rodagem do time

O técnico Fahel Júnior bem que tentou achar boas justificativas para a fraca atuação do Água Santa nesta segunda no Inamar. Citou o domínio ineficiente da equipe sobre o adversário, mas, no fim, acabou assumindo que ter de montar um time com a Copa Paulista na reta final não é desafio dos mais fáceis.

“Não dá para arrumar desculpas, fugir da responsabilidade, mas refazer time com o campeonato em andamento é muito complicado. Ainda mais quando enfrentamos equipe forte e que está junta desde o início”, lamentou Fahel. “Fizemos segundo tempo em cima do São Carlos, mas não conseguimos fazer os gols”, acrescentou.

Além de trazer elenco praticamente novo, o treinador está promovendo às pressas atletas das categorias de base para o profissional. “No segundo tempo tínhamos cinco ou seis jogadores que acabaram de subir para o profissional. Essa falta de rodagem faz diferença em uma competição forte como a Copa Paulista”, justificou.

O treinador também explicou a alteração fora do comum ao sacar do time o atacante Gil Paraíba, que havia entrado no fim do primeiro tempo na vaga de Bruno Gaúcho, machucado. “Percebi que tínhamos perdido o meio de campo e coloquei o Matheus (Lima) para encurralar o São Carlos no seu campo de defesa. Conseguimos fazer isso, mas faltou o gol”, lamentou Fahel Júnior. AF 

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