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Lixo eleitoral causa transtornos

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Equipes de limpeza das prefeituras trabalhavam no recolhimento de montanhas de panfletos de candidatos espalhadas pelas ruas; chuva atrapalhou


Nelson Donato
Especial para o Diário

04/10/2016 | 07:00


 Como de costume, o dia seguinte das eleições foi marcado pelo trabalho intenso das equipes de varrição das sete cidades. A ação é resultado das montanhas de materiais de campanha espalhadas pelo chão no entorno dos pontos de votação, fruto da proibida, porém ainda existente boca de urna. A atitude irresponsável traz diversos transtornos à população, já que a sujeira pode entupir bueiros e causar quedas.

Na amanhã de ontem, os funcionários da limpeza pública de Santo André, São Bernardo e São Caetano foram vistos recolhendo os panfletos eleitorais. O trabalho para retirar os ‘santinhos’ foi dificultado pela chuva durante todo o dia.

Em Santo André, o ponto mais sujo era observado na Avenida Prestes Maia, na altura do Viaduto Engenheiro Luís Meira. No local, próximo à FSA (Fundação Santo André) – um dos principais colégios eleitorais andreenses – a quantidade de lixo de campanha impressionava. A precipitação durante toda a manhã e parte da tarde tornou a travessia perigosa já que os papéis deixavam o chão escorregadio.

A calçada da EE Professor Ennio Mario Bassalho de Andrade, na Vila Príncipe de Gales, também estava coberta por lixo de campanha. Por lá, a cozinheira Marilene Estevão, 51 anos, precisou acordar cedo para limpar a área em frente à sua residência, infestada de santinhos. Ela criticou a atitude dos candidatos que praticam este tipo de ação. “Jogar todo esse lixo é uma besteira. Quando saímos de casa para votar, já sabemos quem vamos escolher. Por isso, não precisa jogar esse monte de lixo na rua. É algo lamentável.”

No entanto, a equipe do Diário constatou, no domingo de votação, que, infelizmente, alguns munícipes utilizam os panfletos espalhados pelo chão para escolher o candidato antes da votação.

Em São Bernardo, assim como nos demais municípios, a concentração do lixo eleitoral era maior nas proximidades dos locais de votação. Em várias vias do Rudge Ramos, os profissionais da varrição enfrentavam a chuva para recolher os santinhos jogados nas ruas e calçadas.

Em São Caetano, o lixo resultado das campanhas entupiu sarjetas nas ruas Floriano Peixoto, no bairro Santa Paula, e Tapajós, no bairro Barcelona, próximo à EE Idalina Macedo Costa Sodré. No entorno do campus Barcelona da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) havia santinhos descartados, mas em quantidade significativamente menor.

A balconista Raimunda Nonata da Silva, 33, classifica como absurdo o descarte irresponsável dos materiais de campanha. “Eu não entendo como as autoridades não fazem nada a respeito. Olha os risco de queda, causado por esse monte de papel no chão, ainda mais com essa chuva. Como toda a política no Brasil, isso (espalhar os materiais de campanha) já virou uma palhaçada.”



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Lixo eleitoral causa transtornos

Equipes de limpeza das prefeituras trabalhavam no recolhimento de montanhas de panfletos de candidatos espalhadas pelas ruas; chuva atrapalhou

Nelson Donato
Especial para o Diário

04/10/2016 | 07:00


 Como de costume, o dia seguinte das eleições foi marcado pelo trabalho intenso das equipes de varrição das sete cidades. A ação é resultado das montanhas de materiais de campanha espalhadas pelo chão no entorno dos pontos de votação, fruto da proibida, porém ainda existente boca de urna. A atitude irresponsável traz diversos transtornos à população, já que a sujeira pode entupir bueiros e causar quedas.

Na amanhã de ontem, os funcionários da limpeza pública de Santo André, São Bernardo e São Caetano foram vistos recolhendo os panfletos eleitorais. O trabalho para retirar os ‘santinhos’ foi dificultado pela chuva durante todo o dia.

Em Santo André, o ponto mais sujo era observado na Avenida Prestes Maia, na altura do Viaduto Engenheiro Luís Meira. No local, próximo à FSA (Fundação Santo André) – um dos principais colégios eleitorais andreenses – a quantidade de lixo de campanha impressionava. A precipitação durante toda a manhã e parte da tarde tornou a travessia perigosa já que os papéis deixavam o chão escorregadio.

A calçada da EE Professor Ennio Mario Bassalho de Andrade, na Vila Príncipe de Gales, também estava coberta por lixo de campanha. Por lá, a cozinheira Marilene Estevão, 51 anos, precisou acordar cedo para limpar a área em frente à sua residência, infestada de santinhos. Ela criticou a atitude dos candidatos que praticam este tipo de ação. “Jogar todo esse lixo é uma besteira. Quando saímos de casa para votar, já sabemos quem vamos escolher. Por isso, não precisa jogar esse monte de lixo na rua. É algo lamentável.”

No entanto, a equipe do Diário constatou, no domingo de votação, que, infelizmente, alguns munícipes utilizam os panfletos espalhados pelo chão para escolher o candidato antes da votação.

Em São Bernardo, assim como nos demais municípios, a concentração do lixo eleitoral era maior nas proximidades dos locais de votação. Em várias vias do Rudge Ramos, os profissionais da varrição enfrentavam a chuva para recolher os santinhos jogados nas ruas e calçadas.

Em São Caetano, o lixo resultado das campanhas entupiu sarjetas nas ruas Floriano Peixoto, no bairro Santa Paula, e Tapajós, no bairro Barcelona, próximo à EE Idalina Macedo Costa Sodré. No entorno do campus Barcelona da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) havia santinhos descartados, mas em quantidade significativamente menor.

A balconista Raimunda Nonata da Silva, 33, classifica como absurdo o descarte irresponsável dos materiais de campanha. “Eu não entendo como as autoridades não fazem nada a respeito. Olha os risco de queda, causado por esse monte de papel no chão, ainda mais com essa chuva. Como toda a política no Brasil, isso (espalhar os materiais de campanha) já virou uma palhaçada.”

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