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Ameaçada de não ir à Copa, Argentina vai à guerra contra o Peru em La Bombonera



05/10/2017 | 07:00


Uma guerra. É assim que a Argentina encara a partida desta quinta-feira contra o Peru. A ameaça de não ir à Copa do Mundo de 2018, na Rússia, levou os argentinos a colocar o fair-play em segundo plano. Da escolha do local da partida, o caldeirão do estádio de La Bombonera, em Buenos Aires, à pressão declarada sobre os rivais, tudo está sendo preparado para que a seleção de Lionel Messi faça o que tem de fazer: vencer. Do contrário, o risco de um vexame histórico permanecerá vivo.

Em quinto lugar com 24 pontos (fica atrás do Peru no número de vitórias, 6 a 7), a Argentina tem de vencer para chegar ao último jogo - contra o Equador, em Quito, na próxima terça-feira -, brigando pela vaga. Um empate nesta quinta não significará eliminação, mas a possibilidade não chegar nem à repescagem aumentará bastante. Derrota será tragédia.

Para evitar que Messi, Di María e cia. assistam ao Mundial pela TV, e principalmente que o futebol argentino, que já não anda bem das pernas, mergulhe em crise sem precedentes, a alternativa única na partida programada para 20h30 (de Brasília) é a vitória. E para conseguí-la, parece valer tudo.

O esquema de guerra começou pela troca do estádio Monumental de Nuñez, onde a equipe havia mandado todos os seus jogos em casa, pela La Bombonera, com a indisfarçável intenção de aumentar a pressão sobre o adversário. O Peru resistiu, lembrou à Conmebol o caso em que os jogadores do River Plate foram alvo de spray pimenta atirado pela torcida do Boca Juniors em uma partida pela Copa Libertadores em 2015. Mas a influência argentina na entidade sul-americana falou mais alto.

Pior: pela "lembrança" os peruanos foram ameaçados pela "La Doce", a barra brava do Boca Juniors, que prometeu "pressão extra" - sem detalhar - sobre os rivais, pelo "desaforo". E, segundo o jornal Tiempo Argentino, a "La Doce" recebeu 4 mil ingressos para o jogo, doados pela AFA (Associação do Futebol Argentino). Mais: torcedores prometeram emboscar o técnico do Peru, Ricardo Gareca, que por sinal é argentino.

Precavido, o Peru decidiu ficar pouco tempo em Buenos Aires. Chegou nesta quarta-feira, foi do aeroporto ao hotel por uma rota alternativa e volta para casa logo após o jogo. Além disso, levou na bagagem a própria água para evitar que os jogadores bebam "água batizada", como o brasileiro Branco diz ter feito na Copa do Mundo de 1990, na Itália.

EM CAMPO - Em meio à toda pressão, a Argentina também se preparou para ganhar na bola. O técnico Jorge Sampaoli não revelou o time, mas mantém astros como Messi, Biglia, Mascherano e Di María, mas pode surpreender no ataque, trocando Icardi por Benedetto, artilheiro do Boca Juniors e que conhece bem a La Bombonera. Dybala, que disse ser difícil jogar com Messi, foi barrado.

Jorge Sampaoli pediu o apoio incondicional dos torcedores. "Agora devem jogar os 40 milhões de argentinos. Vamos precisar de todos porque são momentos difíceis e determinantes", clamou. No Peru, Ricardo Gareca garante que sabe como surpreender a Argentina: com um futebol ofensivo.



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