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Na região, 11% das mortes são por doenças cardíacas


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

29/09/2017 | 07:00


 Dos diversos tipos de doenças cardiovasculares, três mais comuns – o infarto agudo do miocárdio, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e a insuficiência cardíaca – mataram 383 pessoas no Grande ABC de janeiro a julho, de acordo com dados do DataSus (banco de dados do Ministério da Saúde). O número representa 11% do total de óbitos (3.446) computados no sistema, causados pelos mais variados fatores de Saúde. Foram registradas ainda 3.401 internações decorrentes desses casos, o equivalente a 16 por dia.
Hoje, data em que é celebrado o Dia Mundial do Coração, faz-se alerta de que, embora as doenças cardiovasculares sejam a principal causa de morte no mundo, elas podem ser evitadas. “Um terço das causas de morte naturais ocorre por doenças cardiovasculares. A segunda colocada, que é o câncer, tem prevalência de metade das doenças cardiovasculares, tanto que fica muito difícil falar que a doença cardiovascular sai do primeiro lugar”, fala o cardiologista do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama e presidente da regional ABCDM da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, Rogério Krakauer. “Porém, redução dos atuais números é possível, controlando os fatores de risco, como obesidade, sedentarismo e tabagismo”, acrescenta.
O especialista ressalta que o acesso ao sistema de Saúde também é fator importante na prevenção, mas nem sempre isso funciona a contento, principalmente na rede pública, que costuma ter fila de espera por atendimento. Em São Caetano, cujo sistema público conta com oito cardiologistas, o tempo de espera para consulta é de, aproximadamente, dois meses, segundo a Prefeitura. Atualmente, 200 pacientes aguardam para consulta ambulatorial e 180 relacionados a pré-operatório.
Mauá, que tem em atuação cinco especialistas, possui 1.225 adultos esperando desde fevereiro por consultas, 142 crianças desde abril, e 2.607 pessoas aguardando desde maio de 2016 por exame de ecocardiografia transesofágica, que permite informações relevantes do coração.
Ribeirão Pires possui dois cardiologistas, que atendem, em média, 170 pacientes mensalmente. Atualmente, há 480 pessoas à espera de consultas pela especialidade em unidades de referência para o município. As demais cidades não retornaram.
Pesquisa apresentada neste mês, na Espanha, constatou que o macroelemento que mais causa doença cardiovascular não é a gordura saturada, e sim carboidrato. “Principalmente carboidrato simples como açúcar, mel, farinha branca, macarrão, biscoito, torrada. Usado acima de 60% da dieta foi o que mais provocou desfechos cardiovasculares”, falou Krakauer, que participou da apresentação. O estudo foi feito com 135 mil participantes, em 18 países, incluindo o Brasil.



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