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Transportadora investe na região, apesar da crise

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empresa líder em produtos químicos abre centro
de distribuição, com o aporte no valor de R$ 4 mi


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/09/2015 | 07:11


Mesmo no cenário atual de turbulência econômica, ainda há empresas investindo na região: é o caso da TQUIM, líder no transporte de produtos químicos e que tem sede em Diadema. A companhia acaba de inaugurar CD (Centro de Distribuição) em São Bernardo, com investimento de R$ 4 milhões. As novas instalações, com 11 mil m² de área construída, marcam a ampliação de seu foco de atuação. Isso porque agora a companhia passa a atuar também com armazenagem de itens para seus clientes. “É uma extensão de nossa atividade inicial”, explica o superintendente Walter Almeida.

O executivo reconhece que o momento da economia não é dos melhores. “Concluímos (o investimento) no olho do furacão”, diz. Porém, destaca que a decisão já havia sido tomada há cerca de dois anos e, durante esse período, houve o processo de descobrir o melhor lugar para a construção do CD e conversas com as empresas que a TQUIM atende para oferecer a integração dessas operações. Segundo Almeida, o objetivo foi levar ao mercado a informação de que fazer a armazenagem dos produtos que transporta geraria ganhos de produtividade, com redução de custos e de tempo da mercadoria em trânsito. Ele calcula que o tempo de deslocamento de produtos pelas transportadoras que operam em CDs de terceiros consome, em média, 40% do tempo diário entre um frete e outro.

A localização do centro de distribuição, segundo Almeida, é estratégica. Fica próximo do Rodoanel e com acesso fácil ao Porto de Santos. “Todos os nossos clientes importam ou enviam produtos ao Exterior”, diz. A TQUIM faz transportes de cargas líquidas e embaladas para grandes indústrias químicas, como Solvay Rhodia, Dow Química, Oxiteno, Elekeiroz e Covestro (antiga Bayer) entre outras. Entre as que já iniciaram operações no armazém estão as multinacionais Trínseo, IMCD e Blue Star.

EMPREGOS - Com uma operação bastante automatizada – por meio de acesso remoto, com softwares de gestão e de estocagem, os clientes têm como verificar níveis de estoque e o processo de documentação para o embarque –, a empresa contratou equipe de 15 pessoas para operar a diretamente no armazém.

Ao todo, a companhia tem quadro de 320 trabalhadores diretos, contando os motoristas da frota própria da transportadora, formada por 380 equipamentos, entre carretas e caminhões de carga seca.

EM EXPANSÃO - Enquanto outros segmentos registram forte retração, em especial a área automotiva, a transportadora de produtos químicos segue em ritmo ascendente – reflexo do desempenho do setor químico, pouco afetado pela crise. “Temos crescido, nos últimos dez anos, à razão de 16% ao ano; em 2014, tivemos 31% de expansão e, neste ano, apesar da crise, devemos crescer 10%”, assinala Almeida.

No entanto, o executivo cita que o cenário trará impacto nas metas. Ele projeta um retorno do investimento em três anos e não em 18 meses, como inicialmente calculava.
 



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Transportadora investe na região, apesar da crise

Empresa líder em produtos químicos abre centro
de distribuição, com o aporte no valor de R$ 4 mi

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

28/09/2015 | 07:11


Mesmo no cenário atual de turbulência econômica, ainda há empresas investindo na região: é o caso da TQUIM, líder no transporte de produtos químicos e que tem sede em Diadema. A companhia acaba de inaugurar CD (Centro de Distribuição) em São Bernardo, com investimento de R$ 4 milhões. As novas instalações, com 11 mil m² de área construída, marcam a ampliação de seu foco de atuação. Isso porque agora a companhia passa a atuar também com armazenagem de itens para seus clientes. “É uma extensão de nossa atividade inicial”, explica o superintendente Walter Almeida.

O executivo reconhece que o momento da economia não é dos melhores. “Concluímos (o investimento) no olho do furacão”, diz. Porém, destaca que a decisão já havia sido tomada há cerca de dois anos e, durante esse período, houve o processo de descobrir o melhor lugar para a construção do CD e conversas com as empresas que a TQUIM atende para oferecer a integração dessas operações. Segundo Almeida, o objetivo foi levar ao mercado a informação de que fazer a armazenagem dos produtos que transporta geraria ganhos de produtividade, com redução de custos e de tempo da mercadoria em trânsito. Ele calcula que o tempo de deslocamento de produtos pelas transportadoras que operam em CDs de terceiros consome, em média, 40% do tempo diário entre um frete e outro.

A localização do centro de distribuição, segundo Almeida, é estratégica. Fica próximo do Rodoanel e com acesso fácil ao Porto de Santos. “Todos os nossos clientes importam ou enviam produtos ao Exterior”, diz. A TQUIM faz transportes de cargas líquidas e embaladas para grandes indústrias químicas, como Solvay Rhodia, Dow Química, Oxiteno, Elekeiroz e Covestro (antiga Bayer) entre outras. Entre as que já iniciaram operações no armazém estão as multinacionais Trínseo, IMCD e Blue Star.

EMPREGOS - Com uma operação bastante automatizada – por meio de acesso remoto, com softwares de gestão e de estocagem, os clientes têm como verificar níveis de estoque e o processo de documentação para o embarque –, a empresa contratou equipe de 15 pessoas para operar a diretamente no armazém.

Ao todo, a companhia tem quadro de 320 trabalhadores diretos, contando os motoristas da frota própria da transportadora, formada por 380 equipamentos, entre carretas e caminhões de carga seca.

EM EXPANSÃO - Enquanto outros segmentos registram forte retração, em especial a área automotiva, a transportadora de produtos químicos segue em ritmo ascendente – reflexo do desempenho do setor químico, pouco afetado pela crise. “Temos crescido, nos últimos dez anos, à razão de 16% ao ano; em 2014, tivemos 31% de expansão e, neste ano, apesar da crise, devemos crescer 10%”, assinala Almeida.

No entanto, o executivo cita que o cenário trará impacto nas metas. Ele projeta um retorno do investimento em três anos e não em 18 meses, como inicialmente calculava.
 

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