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Índice de obesidade infantil cresce no Brasil



10/03/2008 | 07:09


O índice de obesidade infantil brasileiro está se igualando ao registrado nos Estados Unidos, onde 15% das crianças e adolescentes estão obesos.

A conclusão é resultado de uma pesquisa feita pela Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), que mostra que três em cada dez jovens de 10 a 19 anos estão acima do peso.

O estudo foi feito com 260 alunos da escola Madrid, na Zona Norte do Rio. Foi registrada a prevalência de sobrepeso de 15,6%, sem diferenças significativas entre os sexos. A de obesidade foi de 11,7%, prevalecendo em jovens do sexo masculino (14,6%).

Entre as meninas, o porcentual de obesidade foi menor, de 8,4%. “Talvez porque as meninas se preocupem mais com o excesso de peso”, analisou a pesquisadora Maria Inez Anderson.

No total, 27,3% dos adolescentes estão acima do peso, índice semelhante ao registrado nos Estados Unidos.

A aluna Dara Coema Nascimento Cruz Pereira, 12 anos, estava com sobrepeso e não agüentava mais ser alvo de brincadeiras dos colegas de escola.

“As minhas amigas são magras e achei melhor mudar logo os meus hábitos”, disse ela, que desde o ano passado não aumentou o peso. “Parei de comer fora de casa, tomar refrigerante e só como salgadinhos e outras besteiras de vez em quando.” A garota também passou a ir a pé para a escola.

A pesquisa usou o IMC (Índice de Massa Corporal), aplicado para classificar indivíduos por faixas: baixo peso, peso normal, sobrepeso e obesidade. Como os jovens estão em fase de crescimento, adotou-se o critério de sobrepeso da OMS (Organização Mundial da Saúde). Os adolescentes acima do critério 95 estão obesos, os classificados entre 85 e 95 estão com sobrepeso.

PREVENÇÃO EM CASA
O fator de risco mais importante para o aparecimento da obesidade na infância é a presença entre os pais, pela soma da influência genética e do ambiente.

Segundo estudos recentes, criança cujos pais são obesos têm 80% de chance de desenvolver obesidade. Essa relação cai para 40% quando apenas o pai ou a mãe é obeso.

A probabilidade de uma criança obesa manter-se assim na vida adulta é maior do que em crianças com gordura corporal normal. Adolescentes obesos têm uma probabilidade cinco a 20 vezes maior de tornarem-se adultos obesos.

A pesquisa também verificou as causas de mortalidade nas famílias dos jovens estudados e encontrou um índice expressivo de doenças cardiovasculares em obesos e com sobrepeso.

Segundo Maria Inez, a obesidade infantil costuma não ser reconhecida pelos pais como doença. “Muitas vezes, os pais são gordinhos e a criança vive num ambiente pouco saudável”, disse ela.


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Índice de obesidade infantil cresce no Brasil


10/03/2008 | 07:09


O índice de obesidade infantil brasileiro está se igualando ao registrado nos Estados Unidos, onde 15% das crianças e adolescentes estão obesos.

A conclusão é resultado de uma pesquisa feita pela Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), que mostra que três em cada dez jovens de 10 a 19 anos estão acima do peso.

O estudo foi feito com 260 alunos da escola Madrid, na Zona Norte do Rio. Foi registrada a prevalência de sobrepeso de 15,6%, sem diferenças significativas entre os sexos. A de obesidade foi de 11,7%, prevalecendo em jovens do sexo masculino (14,6%).

Entre as meninas, o porcentual de obesidade foi menor, de 8,4%. “Talvez porque as meninas se preocupem mais com o excesso de peso”, analisou a pesquisadora Maria Inez Anderson.

No total, 27,3% dos adolescentes estão acima do peso, índice semelhante ao registrado nos Estados Unidos.

A aluna Dara Coema Nascimento Cruz Pereira, 12 anos, estava com sobrepeso e não agüentava mais ser alvo de brincadeiras dos colegas de escola.

“As minhas amigas são magras e achei melhor mudar logo os meus hábitos”, disse ela, que desde o ano passado não aumentou o peso. “Parei de comer fora de casa, tomar refrigerante e só como salgadinhos e outras besteiras de vez em quando.” A garota também passou a ir a pé para a escola.

A pesquisa usou o IMC (Índice de Massa Corporal), aplicado para classificar indivíduos por faixas: baixo peso, peso normal, sobrepeso e obesidade. Como os jovens estão em fase de crescimento, adotou-se o critério de sobrepeso da OMS (Organização Mundial da Saúde). Os adolescentes acima do critério 95 estão obesos, os classificados entre 85 e 95 estão com sobrepeso.

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O fator de risco mais importante para o aparecimento da obesidade na infância é a presença entre os pais, pela soma da influência genética e do ambiente.

Segundo estudos recentes, criança cujos pais são obesos têm 80% de chance de desenvolver obesidade. Essa relação cai para 40% quando apenas o pai ou a mãe é obeso.

A probabilidade de uma criança obesa manter-se assim na vida adulta é maior do que em crianças com gordura corporal normal. Adolescentes obesos têm uma probabilidade cinco a 20 vezes maior de tornarem-se adultos obesos.

A pesquisa também verificou as causas de mortalidade nas famílias dos jovens estudados e encontrou um índice expressivo de doenças cardiovasculares em obesos e com sobrepeso.

Segundo Maria Inez, a obesidade infantil costuma não ser reconhecida pelos pais como doença. “Muitas vezes, os pais são gordinhos e a criança vive num ambiente pouco saudável”, disse ela.

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