Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 4 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

|

Ele fotografou o sepultamento de Celso Daniel


Ademir Medici

21/07/2017 | 07:00


 Está no ar mais um “Memória na TV”, pela TV-DGABC: www.dgabc.com.br. O convidado desta semana é o fotógrafo e memorialista Luiz Maragni, andreense nascido na Santa Casa, hoje Centro Hospitalar Municipal “Dr. Newton da Costa Brandão”, em homenagem ao prefeito que dirigiu Santo André em três mandatos.

Maragni viveu sempre em Santo André. Há pouco mudou para Cananéia.

– Maragni, você abandonou Santo André?

– Não, eu me programei. Até aos 60 anos morava e trabalhava em Santo André. Com o falecimento de minha mãe, senti que era o momento de buscar novos ares. Fui bater em Cananéia. Deixei “A Cidade que Dormiu Três Séculos” e fui morar no primeiro povoado do Brasil.

Luiz Maragni respira história e memória. Fotografou Santo André e guardou imagens antigas da cidade, a maior parte das quais doou ao Museu Octaviano Gaiarsa, o historiador que escreveu este livro clássico da tal cidade que dormiu três séculos – a cidade teria hibernado no quinhentismo para ressurgir com a passagem da estrada de ferro, no século 19.

É este Luiz Maragni que está na TV DGABC. Ele conta a sistemática do seu trabalho.

– Quando falecia algum senhorzinho, alguma senhora, eu pedia à família que buscasse uma lembrança do mesmo naquela gaveta esquecida.

– Você quer?

– Claro que quero.

Foi assim que Maragni localizou um memorando do ano de 1919, referente ao 1º Grupo Escolar de São Bernardo, depois Santo André – documento único. Hoje este papel faz parte da biblioteca do museu.

Há passagens mais contemporâneas. O repórter Luiz Maragni saltou os muros do Cemitério da Saudade, na Vila Assunção, e documentou o sepultamento do prefeito Celso Daniel – estava vedada a entrada da imprensa ao cemitério.

Maragni vestiu-se de coveiro, fez amizade com os funcionários, e clicou sua máquina várias vezes documentando aquele momento trágico na vida de Santo André.

Memória, ao longo de quase 30 anos de circulação aqui no Diário, publicou muita coisa trazida por Maragni. Uma das fotos mais significativas mostra três amigos de Paranapiacaba, um dos quais Aristoteles, o Teles, “negrinho que sentava na bola”. Já contamos esta história, que agora faz parte do programa no site do Diário. Não percam.

 

Fala Maragni

Minha família está em Santo André há quase 120 anos. Meu pai é de Leme, uma avó de Araras. Há uma história de família e de vida em Santo André. Percebo uma identidade da cidade entre nós. Sinto que tenho de preservar nossas raízes, da minha família, dos meus antepassados. Não posso deixar isso se perder.

 

Diário há 30 anos

Terça-feira, 21 de julho de 1987 – ano 30, edição 6.499

MANCHETE – BNDS autoriza mais 400 milhões de cruzados para as obras do trólebus no Grande ABC.

SÃO CAETANO – Procissão de São Cristóvão inicia festejos de aniversário. Treze ruas serão percorridas, com saída da Praça Ermelino Matarazzo e chegada à Igreja Sagrado Coração de Jesus, na Vila São José.

 

Em 21 de julho de...

1917 – “Correio da Manhã” trata de repercutir, no Rio de Janeiro, a greve do operariado paulista.

O jornal carioca chama a atenção do governo para o problema operário: “O movimento proletário não pode mais ser detido pela violência ou desviado do seu curso pela sedução e pelo embuste”.

Terminava a greve em Jundiaí, continuava a greve em Santos.

Santos do Dia

Daniel, jovem judeu deportado para a Babilônia. Ali permaneceu até o ano 537 antes de Cristo. O livro que leva o seu nome ensina que é preciso resistir contra os opressores.

Fonte: J. Alves, “Os Santos de Cada Dia” (Paulinas)

Lourenço de Bríndisi

Santa Praxedes

 

Municípios Brasileiros

Celebram seus aniversários em 21 de julho:

Em São Paulo, Boa Esperança do Sul

No Piauí, Brasileira

Em Goiás, Campo Limpo de Goiás, Gameleira de Goiás, Itarumã e Lagoa Santa

No Maranhão, Itapecuru Mirim

Em Rondônia, Nova Mamoré

Na Paraíba, Pombal

Fonte: IBGE



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Ele fotografou o sepultamento de Celso Daniel

Ademir Medici

21/07/2017 | 07:00


 Está no ar mais um “Memória na TV”, pela TV-DGABC: www.dgabc.com.br. O convidado desta semana é o fotógrafo e memorialista Luiz Maragni, andreense nascido na Santa Casa, hoje Centro Hospitalar Municipal “Dr. Newton da Costa Brandão”, em homenagem ao prefeito que dirigiu Santo André em três mandatos.

Maragni viveu sempre em Santo André. Há pouco mudou para Cananéia.

– Maragni, você abandonou Santo André?

– Não, eu me programei. Até aos 60 anos morava e trabalhava em Santo André. Com o falecimento de minha mãe, senti que era o momento de buscar novos ares. Fui bater em Cananéia. Deixei “A Cidade que Dormiu Três Séculos” e fui morar no primeiro povoado do Brasil.

Luiz Maragni respira história e memória. Fotografou Santo André e guardou imagens antigas da cidade, a maior parte das quais doou ao Museu Octaviano Gaiarsa, o historiador que escreveu este livro clássico da tal cidade que dormiu três séculos – a cidade teria hibernado no quinhentismo para ressurgir com a passagem da estrada de ferro, no século 19.

É este Luiz Maragni que está na TV DGABC. Ele conta a sistemática do seu trabalho.

– Quando falecia algum senhorzinho, alguma senhora, eu pedia à família que buscasse uma lembrança do mesmo naquela gaveta esquecida.

– Você quer?

– Claro que quero.

Foi assim que Maragni localizou um memorando do ano de 1919, referente ao 1º Grupo Escolar de São Bernardo, depois Santo André – documento único. Hoje este papel faz parte da biblioteca do museu.

Há passagens mais contemporâneas. O repórter Luiz Maragni saltou os muros do Cemitério da Saudade, na Vila Assunção, e documentou o sepultamento do prefeito Celso Daniel – estava vedada a entrada da imprensa ao cemitério.

Maragni vestiu-se de coveiro, fez amizade com os funcionários, e clicou sua máquina várias vezes documentando aquele momento trágico na vida de Santo André.

Memória, ao longo de quase 30 anos de circulação aqui no Diário, publicou muita coisa trazida por Maragni. Uma das fotos mais significativas mostra três amigos de Paranapiacaba, um dos quais Aristoteles, o Teles, “negrinho que sentava na bola”. Já contamos esta história, que agora faz parte do programa no site do Diário. Não percam.

 

Fala Maragni

Minha família está em Santo André há quase 120 anos. Meu pai é de Leme, uma avó de Araras. Há uma história de família e de vida em Santo André. Percebo uma identidade da cidade entre nós. Sinto que tenho de preservar nossas raízes, da minha família, dos meus antepassados. Não posso deixar isso se perder.

 

Diário há 30 anos

Terça-feira, 21 de julho de 1987 – ano 30, edição 6.499

MANCHETE – BNDS autoriza mais 400 milhões de cruzados para as obras do trólebus no Grande ABC.

SÃO CAETANO – Procissão de São Cristóvão inicia festejos de aniversário. Treze ruas serão percorridas, com saída da Praça Ermelino Matarazzo e chegada à Igreja Sagrado Coração de Jesus, na Vila São José.

 

Em 21 de julho de...

1917 – “Correio da Manhã” trata de repercutir, no Rio de Janeiro, a greve do operariado paulista.

O jornal carioca chama a atenção do governo para o problema operário: “O movimento proletário não pode mais ser detido pela violência ou desviado do seu curso pela sedução e pelo embuste”.

Terminava a greve em Jundiaí, continuava a greve em Santos.

Santos do Dia

Daniel, jovem judeu deportado para a Babilônia. Ali permaneceu até o ano 537 antes de Cristo. O livro que leva o seu nome ensina que é preciso resistir contra os opressores.

Fonte: J. Alves, “Os Santos de Cada Dia” (Paulinas)

Lourenço de Bríndisi

Santa Praxedes

 

Municípios Brasileiros

Celebram seus aniversários em 21 de julho:

Em São Paulo, Boa Esperança do Sul

No Piauí, Brasileira

Em Goiás, Campo Limpo de Goiás, Gameleira de Goiás, Itarumã e Lagoa Santa

No Maranhão, Itapecuru Mirim

Em Rondônia, Nova Mamoré

Na Paraíba, Pombal

Fonte: IBGE

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;