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Educação ambiental na prática

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

04/06/2017 | 07:00


Entre as casas do bairro Valparaíso, em Santo André, o asfalto dá espaço a uma área verde com espécies de plantas originárias da Mata Atlântica. É no Parque Escola (Rua Anacleto Popote, 46. Tel.: 3356-9052) que estudantes aprendem na prática sobre ar, água, solo e reciclagem/reaproveitamento de materiais que utilizamos no dia a dia.

Conhecer o viveiro e como se desenvolvem as plantas, suas funções e importância no meio ambiente é o que tem feito alunos, de 9 a 12 anos, de dez escolas públicas da região. Eles participam do programa de Educação Ambiental da Braskem (empresa de resinas instalada em Santo André), em parceria com o Sesi-SP, Instituto Akatu (organização não governamental sobre conscientização de consumo) e o Ecotece (com trabalho de moda sustentável), iniciado em abril. No total, são três etapas, com a segunda finalizada neste mês (com o tema Ar) e o encerramento agendado para o fim do ano, com a confecção de roupas com materiais recicláveis.

Na semana passada foi a vez da turma do 6º ano da Escola Estadual Professora Maria Josefina Kuhlmann Flaquer, de Mauá, estudar na prática como a natureza se desenvolve. “Aprendemos em sala sobre como é importante reciclar os materiais, como vidro e plástico, e como podemos aproveitar o lixo orgânico. Não sabia quanto faz mal à natureza jogar esses recipientes fora do lugar adequado”, conta Vinicius Henrique da Silva Vieira, 11 anos.

Assim como o restante do grupo, o garoto também ficou impressionado com os processos do cultivo de uma planta. “Quando ouvimos a professora explicar, não temos ideia geral dos motivos de cuidar da terra, para que as plantas cresçam bem. Quando vemos essas mudas (plantas que ainda estão pequenas) aqui, tudo ganha sentido. É uma aula prática”, afirma Isabelli Ramalho de Lima, 11.

A amiga Beatriz da Cruz Viel, 11, ficou encantada em conhecer o parque. “Nunca tinha vindo. É muito legal ver as plantas que formam as florestas brasileiras, como elas crescem e a importância em se ter um solo bom, o bem que as florestas fazem para o nosso ar e a ligação das árvores com os rios.”

Ela também destacou os processos para se reutilizar materiais e também os reciclar. “Não existe lixo. Tudo pode ser transformado. Hoje vejo quantas coisas legais podemos criar com o que já foi utilizado. Nós ganhamos e a natureza também.”

Vendo o viveiro das plantas, Lucas Medina Bittencurt, 12, lembrou de quando morava em outro bairro e via as árvores sofrerem com o Sol. “Aqui parece uma estufa e é importante que as plantas cresçam mais, pois o calor, às vezes, prejudica o desenvolvimento delas. E quanto mais poluição, pior fica”, alerta o garoto. “Numa floresta, por exemplo, elas crescem mais, ficam altas e vivem muito tempo. Isso é difícil acontecer nas cidades. O passeio foi muito importante para minha aprendizagem.”

Minhocário ajuda a criar adubo

Uma planta, para nascer e crescer saudável, precisa de solo fértil, ar, água e um ambiente favorável às necessidades de cada espécie. A luz solar, por exemplo, pode ser essencial para umas e desnecessária para outras. Não é incomum fortificar a terra com adubo, tipo de vitamina para a planta. O que muitos não sabem é que o lixo orgânico que produzimos pode ter essa função.

Para isso é preciso fazer uma composteira, também conhecido como minhocário. São necessárias três caixas plásticas furadas, uma sobre a outra, sendo que as duas de cima precisam estar cheias de terra. No primeiro espaço devem ficar cerca de 200 minhocas (de preferências as chamadas minhocas californianas), que vão fazer todo o trabalho. As sobras de comida são despejadas por ali, mas estão vetados queijos e carnes, além de comidas salgadas ou ácidas.

Após colocar os restos, deve-se cobrir com palha ou serragem para manter a umidade. O sucesso do minhocário depende do que comemos em casa. Assim que a caixa fica cheia, os resíduos chegam na segunda caixa, onde, por cerca de dois meses, as minhocas vão trabalhar intensamente.

Enquanto ocorre o processo de decomposição da comida, um líquido rico em nutrientes e livre de bactérias escorre para a caixa da base e já pode ser colocado sobre as plantas. O adubo fica no segundo andar e pode ser usado normalmente.

Lixo produzido pode ter futuro mais nobre

Conscientização. Essa palavra é muito pronunciada nos dias de hoje. E não é por menos. O Brasil produz, por dia, cerca de 250 mil toneladas de lixo – desse total, 52%, ou seja, mais da metade são orgânicos. Outros 26% são papelões e papel. Vidros, metais e plásticos somam o restante.

Na cidade de São Paulo, cerca de 19 mil toneladas de lixo são produzidas a cada 24 horas. Cada brasileiro gera 1,4 quilo de resíduos por dia. Esses descartes podem ser classificados de três maneiras: orgânicos (restos de alimentos); inorgânico reciclável (como vidro e papel) e inorgânico rejeitos (casos de papel higiênico usado e fraldas). Há outros classificados como perigosos (a exemplo de materiais descartados nos hospitais), que também possuem local certo para serem desprezados.

Algumas soluções podem ajudar o atual cenário. Destaque para reciclagem (quando um produto é transformado), reutilização (com o objeto usado para outras finalidades) e o consumo consciente (com atitudes para gerarmos menos resíduos, não desperdiçando e ficarmos atentos a certos hábitos para adquirir itens e alimentos).

As cidades do Grande ABC contam com coleta seletiva. Há dias específicos para que os caminhões de lixo recolham descartes orgânicos e recicláveis. Também há locais especiais que recebem lixo eletrônico

Consultoria de Pamela Gomes Teixeira, bióloga e responsável pelo Departamento Social e de Sustentabilidade do Sesi-SP.  



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