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Mudança na ouvidoria causa polêmica

Projeto que visa alterar perfil de presidente será votado apenas em 2012


Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

25/11/2011 | 07:05


As mudanças da regra de eleição da Ouvidoria de Santo André caíram ontem durante sessão da Câmara. A proposta do Executivo, que iria alterar os critérios para candidaturas, foi adiada para fevereiro. Após discussão de pouco mais de uma hora e polêmica entre os vereadores, o prazo para votação da matéria foi estendido para depois da eleição de sucesão do ouvidor Saul Gelman, que vai ocorrer em janeiro.

O entendimento de parte dos parlamentares era que a medida visava impedir a reeleição do atual ouvidor. Segundo o secretário de Gabinete, Nilson Bonome, o governo resolveu atender à solicitação de 19 dos 21 vereadores que mostraram-se favoráveis a dar sugestões no projeto, mas depois da efetivação do pleito. "Entendemos que, de acordo com a maioria, se deve fazer discussão mais ampla sobre as modificações."

Os itens que geraram atrito se referiam à redução de três para dois anos do eleito no comando da ouvidoria, a exigência de curso superior para disputar o posto, aumento da quantidade de entidades com poder de voto e redução do valor repassado ao espaço (R$ 500 mil ao ano).

Bonome conversou com os vereadores para adiar o projeto. Nas últimas semanas foi o único projeto em que ele tomou a frente da articulação.

Para o vereador Jairo Báfile, o Jairinho (PT), a proposta tinha interesse direto em mudar as regras do jogo para colocar alguma pessoa alinhada com o governo. "É um projeto dirigido. Criaram empecilho para prejudicar o processo. O governo se manifestou porque viu que não tinha clima para colocar para apreciação."

Os dois parlamentares contrários ao adiamento são do PMDB, partido que apoia o Paço: José de Araújo e Sargento Juliano. Ambos, inclusive, pleiteiam a extinção da ouvidoria. "Nossa opinião é acabar, não ajuda em nada. Não resolve os problemas da sociedade, além de despender custo alto", alegou Juliano, acrescentando os gastos com carros, prédio alugado e pessoal. "É dinheiro jogado fora." O peemedebista sugeriu até que Gelman não mora em Santo André. "Araújo tem esse levantamento. Como apontamos os problemas e não fomos ouvidos, vamos lavar as mãos."



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Mudança na ouvidoria causa polêmica

Projeto que visa alterar perfil de presidente será votado apenas em 2012

Fábio Martins
do Diário do Grande ABC

25/11/2011 | 07:05


As mudanças da regra de eleição da Ouvidoria de Santo André caíram ontem durante sessão da Câmara. A proposta do Executivo, que iria alterar os critérios para candidaturas, foi adiada para fevereiro. Após discussão de pouco mais de uma hora e polêmica entre os vereadores, o prazo para votação da matéria foi estendido para depois da eleição de sucesão do ouvidor Saul Gelman, que vai ocorrer em janeiro.

O entendimento de parte dos parlamentares era que a medida visava impedir a reeleição do atual ouvidor. Segundo o secretário de Gabinete, Nilson Bonome, o governo resolveu atender à solicitação de 19 dos 21 vereadores que mostraram-se favoráveis a dar sugestões no projeto, mas depois da efetivação do pleito. "Entendemos que, de acordo com a maioria, se deve fazer discussão mais ampla sobre as modificações."

Os itens que geraram atrito se referiam à redução de três para dois anos do eleito no comando da ouvidoria, a exigência de curso superior para disputar o posto, aumento da quantidade de entidades com poder de voto e redução do valor repassado ao espaço (R$ 500 mil ao ano).

Bonome conversou com os vereadores para adiar o projeto. Nas últimas semanas foi o único projeto em que ele tomou a frente da articulação.

Para o vereador Jairo Báfile, o Jairinho (PT), a proposta tinha interesse direto em mudar as regras do jogo para colocar alguma pessoa alinhada com o governo. "É um projeto dirigido. Criaram empecilho para prejudicar o processo. O governo se manifestou porque viu que não tinha clima para colocar para apreciação."

Os dois parlamentares contrários ao adiamento são do PMDB, partido que apoia o Paço: José de Araújo e Sargento Juliano. Ambos, inclusive, pleiteiam a extinção da ouvidoria. "Nossa opinião é acabar, não ajuda em nada. Não resolve os problemas da sociedade, além de despender custo alto", alegou Juliano, acrescentando os gastos com carros, prédio alugado e pessoal. "É dinheiro jogado fora." O peemedebista sugeriu até que Gelman não mora em Santo André. "Araújo tem esse levantamento. Como apontamos os problemas e não fomos ouvidos, vamos lavar as mãos."

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