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Fuga e perseguição a 180 km/h


Rogério Gatti
Do Diário do Grande ABC

03/10/2006 | 21:52


Dez minutos de perseguição, do Centro de Santo André até a avenida Senador Vergueiro, em Rudge Ramos, São Bernardo. Na frente, assaltantes com um Vectra preto. Atrás, dois carros da PM. Na fuga, os policiais dizem ter atingido uma velocidade de 180 km/h, no meio da tarde, por volta das 16h num dos mais movimentados corredores da região. No final, um dos assaltantes saiu ferido e o outro foi preso ileso.

Os policiais não sabiam quem estavam seguindo, mas os ladrões imaginavam que seria por um roubo de um Peugeot 307 novinho, momentos antes. Os policiais desconfiaram do carro, na rua Caminho do Mar, na região central de Santo André. Desesperados, os ladrões aceleraram e começaram a fugir.

Entraram em disparada pela rua Higienópolis, avenida Pereira Barreto, rua Lauro Gomes e por um quilômetro da avenida Senador Vergueiro. Até que perderem o controle do carro e bateram na calçada, na esquina com a rua Ipanema. Na mesma hora, os pneus estouraram e os dois tentaram fugir a pé.

Testemunhas dizem que os dois estavam armados e que atiraram. No revide, os policiais atingiram um deles, que foi ao PS Central e não corre risco de morte.

“Quando eu vi o Vectra vindo como louco com a polícia atrás e tentando fazer a curva, eu vi que não ia dar”, diz o vendedor Rafael Branco Lucas, 65 anos, que estava parado num semáforo da Senador Vergueiro e viu quando os ladrões bateram o Vectra. “A hora que eu fui entender o que estava acontecendo, os dois já estavam correndo a pé e os tiros começaram. Daí, acelerei”, conta o vendedor.

“Nós agimos dentro do padrão operacional e viemos cercando o veículo fugitivo, assim evitamos maiores transtornos, como acidentes com as pessoas que passavam ou estavam dirigindo pela rota de fuga dos bandidos”, explicou um policial que participou da perseguição.

Roubo – Tudo começou na rua Amarante, em Santo André, onde a designer de interiores D.M. 24 anos, foi abordada por um dos ladrões. Ela descia do Peugeot 307 para ir à costureira. “Eu vi um cara vindo pela rua na minha direção e achei que seria assaltada. Ele me mostrou a arma na cintura e disse para que eu desse a chave do carro, a bolsa e ficasse quieta”, disse. Segundo D., o assaltante pegou a chave e foi embora com o carro.

A duas quadras dali, na rua Caminho do Pilar, um comparsa do assaltante o esperava com o Vectra preto. O carro estava no nome de um dos assaltantes, com toda documentação regular.

O próximo passo foi abandonar o Peugeot e transferir todos os pertences da vítima para o Vectra. “Nesse tipo de crime, o bandido não quer o carro, ele pega o dinheiro, cartões de banco e cheques e muda para um carro legalizado, para não chamar a atenção”, explicou um policial militar que participou da ocorrência. “Eles (os bandidos) acreditam que se o carro for logo encontrado, a polícia não vai atrás dos pertences”, explicou.

Os policiais desconfiaram quando viram o ladrão saindo do Pegeout novo e entrando no Vectra. Ao consultar as placas do Vectra, não constava nada. “Mas como nós achamos estranho, começamos a seguir o carro”, disse o PM. “Foi quando os dois se assustaram e saíram em disparada”, conta o policial Renato Bezerra.

Durante a perseguição, os assaltantes foram jogando pela janela os pertences da vítima, como bolsa, chave do carro e carteira, a fim de se livrarem das provas.

Porém, a tática não adiantou. Os dois foram presos em flagrante e vão responder pelo crime de roubo à mão armada e resistência à prisão.

Ambos são moradores de Mauá e, segundo a polícia, aparentam pertencer à classe média. Anderson Batista de Souza tem 28 anos e é o dono do Vectra utilizado na fuga. José Carlos Martins, 30 anos, realizou o assalto do Peugeot e estava até a noite desta terça-feira à noite no Pronto-Socorro de Rudge Ramos. A polícia não confirmou se eles já tinham passagem.



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Fuga e perseguição a 180 km/h

Rogério Gatti
Do Diário do Grande ABC

03/10/2006 | 21:52


Dez minutos de perseguição, do Centro de Santo André até a avenida Senador Vergueiro, em Rudge Ramos, São Bernardo. Na frente, assaltantes com um Vectra preto. Atrás, dois carros da PM. Na fuga, os policiais dizem ter atingido uma velocidade de 180 km/h, no meio da tarde, por volta das 16h num dos mais movimentados corredores da região. No final, um dos assaltantes saiu ferido e o outro foi preso ileso.

Os policiais não sabiam quem estavam seguindo, mas os ladrões imaginavam que seria por um roubo de um Peugeot 307 novinho, momentos antes. Os policiais desconfiaram do carro, na rua Caminho do Mar, na região central de Santo André. Desesperados, os ladrões aceleraram e começaram a fugir.

Entraram em disparada pela rua Higienópolis, avenida Pereira Barreto, rua Lauro Gomes e por um quilômetro da avenida Senador Vergueiro. Até que perderem o controle do carro e bateram na calçada, na esquina com a rua Ipanema. Na mesma hora, os pneus estouraram e os dois tentaram fugir a pé.

Testemunhas dizem que os dois estavam armados e que atiraram. No revide, os policiais atingiram um deles, que foi ao PS Central e não corre risco de morte.

“Quando eu vi o Vectra vindo como louco com a polícia atrás e tentando fazer a curva, eu vi que não ia dar”, diz o vendedor Rafael Branco Lucas, 65 anos, que estava parado num semáforo da Senador Vergueiro e viu quando os ladrões bateram o Vectra. “A hora que eu fui entender o que estava acontecendo, os dois já estavam correndo a pé e os tiros começaram. Daí, acelerei”, conta o vendedor.

“Nós agimos dentro do padrão operacional e viemos cercando o veículo fugitivo, assim evitamos maiores transtornos, como acidentes com as pessoas que passavam ou estavam dirigindo pela rota de fuga dos bandidos”, explicou um policial que participou da perseguição.

Roubo – Tudo começou na rua Amarante, em Santo André, onde a designer de interiores D.M. 24 anos, foi abordada por um dos ladrões. Ela descia do Peugeot 307 para ir à costureira. “Eu vi um cara vindo pela rua na minha direção e achei que seria assaltada. Ele me mostrou a arma na cintura e disse para que eu desse a chave do carro, a bolsa e ficasse quieta”, disse. Segundo D., o assaltante pegou a chave e foi embora com o carro.

A duas quadras dali, na rua Caminho do Pilar, um comparsa do assaltante o esperava com o Vectra preto. O carro estava no nome de um dos assaltantes, com toda documentação regular.

O próximo passo foi abandonar o Peugeot e transferir todos os pertences da vítima para o Vectra. “Nesse tipo de crime, o bandido não quer o carro, ele pega o dinheiro, cartões de banco e cheques e muda para um carro legalizado, para não chamar a atenção”, explicou um policial militar que participou da ocorrência. “Eles (os bandidos) acreditam que se o carro for logo encontrado, a polícia não vai atrás dos pertences”, explicou.

Os policiais desconfiaram quando viram o ladrão saindo do Pegeout novo e entrando no Vectra. Ao consultar as placas do Vectra, não constava nada. “Mas como nós achamos estranho, começamos a seguir o carro”, disse o PM. “Foi quando os dois se assustaram e saíram em disparada”, conta o policial Renato Bezerra.

Durante a perseguição, os assaltantes foram jogando pela janela os pertences da vítima, como bolsa, chave do carro e carteira, a fim de se livrarem das provas.

Porém, a tática não adiantou. Os dois foram presos em flagrante e vão responder pelo crime de roubo à mão armada e resistência à prisão.

Ambos são moradores de Mauá e, segundo a polícia, aparentam pertencer à classe média. Anderson Batista de Souza tem 28 anos e é o dono do Vectra utilizado na fuga. José Carlos Martins, 30 anos, realizou o assalto do Peugeot e estava até a noite desta terça-feira à noite no Pronto-Socorro de Rudge Ramos. A polícia não confirmou se eles já tinham passagem.

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