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Obra de Burle Marx vai ao Rio


Luís Felipe Soares
Especial para o Diário

01/12/2008 | 07:01


A tapeçaria produzida pelo arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) deixará o nono andar do prédio do Executivo da Prefeitura de Santo André. Esta será a segunda vez que a peça deixa seu lugar de origem. A última foi há 35 anos. O trabalhoso processo de retirada do patrimônio andreense, com de 26m de largura e 3,3 m de altura, do local começa hoje, às 9h.

A primeira etapa consiste em retirar a tapeçaria da parede e enrolá-la cuidadosamente. Para que seja transportada, será embalada em uma enorme caixa de madeira. Amanhã, também às 9h, as atenções estarão voltadas para a principal dificuldade: a de retirar a caixa do prédio. Com suas medidas, não é possível que passe pela entrada do local. Será necessário que as janelas do nono andar sejam retiradas momentaneamente. Um guindaste levará o material até um caminhão.

"Decidimos que seria interessante esse empréstimo da tapeçaria. Será uma grande oportunidade para apresentar a obra, inclusive para o pessoal do Rio. É um orgulho para nós, principalmente após a restauração. É uma honra", diz a secretária de cultura da Prefeitura de Santo André, Simone Zárate.

Instalado no prédio do Executivo desde a sua construção, em 1969, o material foi emprestado pela primeira vez em janeiro de 1973, para uma exposição especial realizada na Fundação Calouste Gulbekian, em Lisboa, Portugal.

Agora, a peça segue para o centro cultural Paço Imperial, do Rio, para integrar a mostra Roberto Burle Marx 100 Anos - A Permanência do Instável. A mostra, que contará com diversos trabalhos realizados pelo arquiteto, abre no dia 11 e segue até março.

Para garantir a integridade da obra, a maior tapeçaria feita por Marx, uma empresa transportadora especializada nesse tipo de operação ficou responsável por sua segurança durante o trajeto. O termo de responsabilidade está avaliado em R$ 1,7 milhão. O preço não contabiliza seu valor de compra, mas apenas a seu seguro.

Envolvida com o trabalho de revitalização da obra desde o início, em julho de 2006, Simone está satisfeita com o resultado obtido. "Foram anos de complicações para o projeto. Agora como secretária, fico feliz em ver a tapeçaria sair para uma exposição importante. Estou orgulhosa."

A tapeçaria pode ser apreciada por meio de um projeto do Museu de Santo André (rua Senador Fláquer, 470. Tel.: 4438-9111), que organiza visitas monitoradas de grupos. Mas os interessados deverão aguardar até abril, quando a obra volta para o seu lugar de origem.



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Obra de Burle Marx vai ao Rio

Luís Felipe Soares
Especial para o Diário

01/12/2008 | 07:01


A tapeçaria produzida pelo arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) deixará o nono andar do prédio do Executivo da Prefeitura de Santo André. Esta será a segunda vez que a peça deixa seu lugar de origem. A última foi há 35 anos. O trabalhoso processo de retirada do patrimônio andreense, com de 26m de largura e 3,3 m de altura, do local começa hoje, às 9h.

A primeira etapa consiste em retirar a tapeçaria da parede e enrolá-la cuidadosamente. Para que seja transportada, será embalada em uma enorme caixa de madeira. Amanhã, também às 9h, as atenções estarão voltadas para a principal dificuldade: a de retirar a caixa do prédio. Com suas medidas, não é possível que passe pela entrada do local. Será necessário que as janelas do nono andar sejam retiradas momentaneamente. Um guindaste levará o material até um caminhão.

"Decidimos que seria interessante esse empréstimo da tapeçaria. Será uma grande oportunidade para apresentar a obra, inclusive para o pessoal do Rio. É um orgulho para nós, principalmente após a restauração. É uma honra", diz a secretária de cultura da Prefeitura de Santo André, Simone Zárate.

Instalado no prédio do Executivo desde a sua construção, em 1969, o material foi emprestado pela primeira vez em janeiro de 1973, para uma exposição especial realizada na Fundação Calouste Gulbekian, em Lisboa, Portugal.

Agora, a peça segue para o centro cultural Paço Imperial, do Rio, para integrar a mostra Roberto Burle Marx 100 Anos - A Permanência do Instável. A mostra, que contará com diversos trabalhos realizados pelo arquiteto, abre no dia 11 e segue até março.

Para garantir a integridade da obra, a maior tapeçaria feita por Marx, uma empresa transportadora especializada nesse tipo de operação ficou responsável por sua segurança durante o trajeto. O termo de responsabilidade está avaliado em R$ 1,7 milhão. O preço não contabiliza seu valor de compra, mas apenas a seu seguro.

Envolvida com o trabalho de revitalização da obra desde o início, em julho de 2006, Simone está satisfeita com o resultado obtido. "Foram anos de complicações para o projeto. Agora como secretária, fico feliz em ver a tapeçaria sair para uma exposição importante. Estou orgulhosa."

A tapeçaria pode ser apreciada por meio de um projeto do Museu de Santo André (rua Senador Fláquer, 470. Tel.: 4438-9111), que organiza visitas monitoradas de grupos. Mas os interessados deverão aguardar até abril, quando a obra volta para o seu lugar de origem.

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