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Empresário de S.Caetano é alvo de operação da PF

Proprietário da MC3, Mário Jorge Paladino foi preso em ação contra fraude em licitações na Codesp


Júnior Carvalho
Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

01/11/2018 | 07:00


A PF (Polícia Federal), em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), o TCU (Tribunal de Contas da União), a Receita Federal e o MPF (Ministério Público Federal), prendeu ontem, no âmbito da Operação Tritão, o empresário Mário Jorge Paladino, sócio da MC3 Tecnologia e Logística, de São Caetano. Ele é suspeito de integrar esquema de fraudes em licitações na Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), estatal federal que administra o Porto de Santos, no Litoral.

Além de Paladino, a PF cumpriu outros seis mandados de prisão e 20 de busca e apreensão na Capital, Santos, Guarujá, Barueri, Rio de Janeiro, Fortaleza (Ceará) e em Brasília (Distrito Federal). O presidente da Codesp, José Alex Oliva, está entre os detidos.

Aberto em novembro de 2017, o inquérito investigou fraudes em contratos envolvendo empresários e agentes públicos ligados à Codesp. Entre as irregularidades, a PF identificou processos licitatórios direcionados, contratações antieconômicas, aquisições desnecessárias e ações adotadas para simular a execução de serviços contratados. Segundo a PF, os contratos suspeitos somam R$ 37 milhões.

A investigação começou quando vazou um vídeo nas redes sociais, em setembro de 2016, em que o então assessor da presidência da Codesp, Carlos Antonio de Souza, aparece negociando um contrato de digitalização de documentos para a empresa pública. Nas imagens, Souza revela, a despeito de ainda não haver licitação publicada na ocasião, valores e a empresa vencedora. “Eu percebi que não tem nada digitalizado, peguei o Mário Jorge... o Mário Jorge, tá... Um contrato de R$ 80 milhões de digitalização, já fiz TR (Termo de Referência) e daqui uns 15 dias estará na rua”, diz o assessor no vídeo. No mesmo mês, a Codesp assinou contrato de R$ 7,3 milhões com a MC3 e, depois, assinou aditivo do acordo no valor de R$ 3,4 milhões.

Tanto Paladino como os demais envolvidos responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude a licitações, peculato e corrupção ativa e passiva. As penas vão de um a 12 anos de prisão. Ao deflagrar a operação no Litoral paulista e na Capital Federal, a PF apreendeu dinheiro vivo, relógios e canetas de luxo.

Questionada, a PF não deu detalhes do que foi apreendido na residência do empresário de São Caetano. A MC3 Tecnologia manteve e ainda detém contratos com a Prefeitura de São Caetano desde 2009. No município, a empresa também tem vínculo com a Câmara de São Caetano, com a USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e com o Saesa (Sistema de Água e Esgoto e Saneamento Ambiental). A firma registrou vínculo com a Câmara de Diadema entre 2013 e 2017.

Os contratos com São Caetano vão desde digitalização de documentos a armazenamento e entrega de leite em pó – a empresa tinha o nome de MC3 Transportes e Logística. Ao todo, recebeu R$ 20,5 milhões do município.

Por meio de nota, o Palácio da Cerâmica, a USCS e a Câmara são-caetanense alegaram que os contratos com a MC3 não são alvos da operação. Já o Legislativo diademense destacou que o acordo com a firma já foi encerrado e não renovado. 



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Empresário de S.Caetano é alvo de operação da PF

Proprietário da MC3, Mário Jorge Paladino foi preso em ação contra fraude em licitações na Codesp

Júnior Carvalho
Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

01/11/2018 | 07:00


A PF (Polícia Federal), em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União), o TCU (Tribunal de Contas da União), a Receita Federal e o MPF (Ministério Público Federal), prendeu ontem, no âmbito da Operação Tritão, o empresário Mário Jorge Paladino, sócio da MC3 Tecnologia e Logística, de São Caetano. Ele é suspeito de integrar esquema de fraudes em licitações na Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), estatal federal que administra o Porto de Santos, no Litoral.

Além de Paladino, a PF cumpriu outros seis mandados de prisão e 20 de busca e apreensão na Capital, Santos, Guarujá, Barueri, Rio de Janeiro, Fortaleza (Ceará) e em Brasília (Distrito Federal). O presidente da Codesp, José Alex Oliva, está entre os detidos.

Aberto em novembro de 2017, o inquérito investigou fraudes em contratos envolvendo empresários e agentes públicos ligados à Codesp. Entre as irregularidades, a PF identificou processos licitatórios direcionados, contratações antieconômicas, aquisições desnecessárias e ações adotadas para simular a execução de serviços contratados. Segundo a PF, os contratos suspeitos somam R$ 37 milhões.

A investigação começou quando vazou um vídeo nas redes sociais, em setembro de 2016, em que o então assessor da presidência da Codesp, Carlos Antonio de Souza, aparece negociando um contrato de digitalização de documentos para a empresa pública. Nas imagens, Souza revela, a despeito de ainda não haver licitação publicada na ocasião, valores e a empresa vencedora. “Eu percebi que não tem nada digitalizado, peguei o Mário Jorge... o Mário Jorge, tá... Um contrato de R$ 80 milhões de digitalização, já fiz TR (Termo de Referência) e daqui uns 15 dias estará na rua”, diz o assessor no vídeo. No mesmo mês, a Codesp assinou contrato de R$ 7,3 milhões com a MC3 e, depois, assinou aditivo do acordo no valor de R$ 3,4 milhões.

Tanto Paladino como os demais envolvidos responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude a licitações, peculato e corrupção ativa e passiva. As penas vão de um a 12 anos de prisão. Ao deflagrar a operação no Litoral paulista e na Capital Federal, a PF apreendeu dinheiro vivo, relógios e canetas de luxo.

Questionada, a PF não deu detalhes do que foi apreendido na residência do empresário de São Caetano. A MC3 Tecnologia manteve e ainda detém contratos com a Prefeitura de São Caetano desde 2009. No município, a empresa também tem vínculo com a Câmara de São Caetano, com a USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e com o Saesa (Sistema de Água e Esgoto e Saneamento Ambiental). A firma registrou vínculo com a Câmara de Diadema entre 2013 e 2017.

Os contratos com São Caetano vão desde digitalização de documentos a armazenamento e entrega de leite em pó – a empresa tinha o nome de MC3 Transportes e Logística. Ao todo, recebeu R$ 20,5 milhões do município.

Por meio de nota, o Palácio da Cerâmica, a USCS e a Câmara são-caetanense alegaram que os contratos com a MC3 não são alvos da operação. Já o Legislativo diademense destacou que o acordo com a firma já foi encerrado e não renovado. 

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