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Respeitável palhaço

Claudinei Plaza/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Anatólio, como é conhecido pelo público,
faz malabares, mágicas e muita graça nas ruas


Miriam Gimenes

20/02/2017 | 07:00


 A personalidade de uma pessoa começa a ser composta a partir do seu nascimento. Com o passar do tempo, este ser humano vai formando várias ‘máscaras sociais’, seja para ser aceito na escola, na família ou no trabalho. Sem perceber, passa a acreditar nelas. Mas aí entra alguém para lembrá-lo de sua essência: o palhaço. “Ele não é um personagem. É a gente sem máscaras”, diz Edward Borges de Carvalho, 45 anos, de São Caetano. Anatólio, para os ‘íntimos’. “O nariz vermelho é a menor máscara do mundo. É a que menos esconde e a que mais revela”, completa.

Sua vocação em ‘tirar as máscaras’ começou na década de 1990. Ele, que já trabalhava como ator, notou que precisava de formação e deu início ao curso na Escola Livre de Teatro, de Santo André. Foi, então, para a área de animação de festas quando teve a oportunidade de se vestir, pela primeira vez, de palhaço.

Resolveu se aprofundar no ramo e fez um curso no Núcleo Pavanelli, especializado em teatro de rua e circo. E aí saiu para o ofício: passou a se apresentar em praças, vias públicas e eventos fechados. “Na rua é mais democrático, todo mundo assiste, desde o morador de rua até pessoas com mais condições. Isso me encanta”, diz Edward.

Escolheu, então, o nome artístico de Jabá, mas depois ‘registrou’ a sua certidão de palhaço como Anatólio, homenagem ao pai, já falecido. O artista costuma se apresentar, entre outros lugares, no Parque Linear da Avenida Kennedy/Tijucussu, no Bairro Olímpico, em São Caetano, na Avenida Paulista e no Parque do Ibirapuera.

ENCANTOU
Edward lembra que, quando pequeno não gostava de palhaços, porque achava que todos seguiam regras impostas pela televisão – cita o Bozo e o Carequinha como exemplos. “Via ‘Os Trapalhões’ e me encantava. Eles eram palhaços sem maquiagem. Com eles não tinha nada de politicamente correto e é disso que gosto.” Após um tempo pesquisando sobre essa arte passou a admirá-la.

Tanto que hoje faz seus números para pessoas de todas as idades e se emociona quando, ao fim do seu trabalho, é cumprimentado pelo público. “Já teve uma senhora que chegou e disse que eu havia melhorado seu dia. Isso não tem preço.”

É por isso que pede, em nome de todos os artistas de rua, que a lei que regulamenta a prática em São Caetano, que estava na Câmara para votação e voltou para o Executivo a pedido do secretário de Cultura, João Manoel da Costa Neto, seja aprovada. “Queria ter mais segurança para poder fazer o trabalho na rua, até para valorizarem mais este tipo de arte. Muitos pensam que vamos para rua porque não temos opção, mas é o contrário. É uma escolha política, para levar a arte para todo mundo.”

A proposta voltou para o Executivo, segundo a Prefeitura, para ser discutida com o novo Conselho de Cultura do município, que toma posse hoje. Uma vez avalizada, deve ir para votação em regime de urgência.



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Respeitável palhaço

Anatólio, como é conhecido pelo público,
faz malabares, mágicas e muita graça nas ruas

Miriam Gimenes

20/02/2017 | 07:00


 A personalidade de uma pessoa começa a ser composta a partir do seu nascimento. Com o passar do tempo, este ser humano vai formando várias ‘máscaras sociais’, seja para ser aceito na escola, na família ou no trabalho. Sem perceber, passa a acreditar nelas. Mas aí entra alguém para lembrá-lo de sua essência: o palhaço. “Ele não é um personagem. É a gente sem máscaras”, diz Edward Borges de Carvalho, 45 anos, de São Caetano. Anatólio, para os ‘íntimos’. “O nariz vermelho é a menor máscara do mundo. É a que menos esconde e a que mais revela”, completa.

Sua vocação em ‘tirar as máscaras’ começou na década de 1990. Ele, que já trabalhava como ator, notou que precisava de formação e deu início ao curso na Escola Livre de Teatro, de Santo André. Foi, então, para a área de animação de festas quando teve a oportunidade de se vestir, pela primeira vez, de palhaço.

Resolveu se aprofundar no ramo e fez um curso no Núcleo Pavanelli, especializado em teatro de rua e circo. E aí saiu para o ofício: passou a se apresentar em praças, vias públicas e eventos fechados. “Na rua é mais democrático, todo mundo assiste, desde o morador de rua até pessoas com mais condições. Isso me encanta”, diz Edward.

Escolheu, então, o nome artístico de Jabá, mas depois ‘registrou’ a sua certidão de palhaço como Anatólio, homenagem ao pai, já falecido. O artista costuma se apresentar, entre outros lugares, no Parque Linear da Avenida Kennedy/Tijucussu, no Bairro Olímpico, em São Caetano, na Avenida Paulista e no Parque do Ibirapuera.

ENCANTOU
Edward lembra que, quando pequeno não gostava de palhaços, porque achava que todos seguiam regras impostas pela televisão – cita o Bozo e o Carequinha como exemplos. “Via ‘Os Trapalhões’ e me encantava. Eles eram palhaços sem maquiagem. Com eles não tinha nada de politicamente correto e é disso que gosto.” Após um tempo pesquisando sobre essa arte passou a admirá-la.

Tanto que hoje faz seus números para pessoas de todas as idades e se emociona quando, ao fim do seu trabalho, é cumprimentado pelo público. “Já teve uma senhora que chegou e disse que eu havia melhorado seu dia. Isso não tem preço.”

É por isso que pede, em nome de todos os artistas de rua, que a lei que regulamenta a prática em São Caetano, que estava na Câmara para votação e voltou para o Executivo a pedido do secretário de Cultura, João Manoel da Costa Neto, seja aprovada. “Queria ter mais segurança para poder fazer o trabalho na rua, até para valorizarem mais este tipo de arte. Muitos pensam que vamos para rua porque não temos opção, mas é o contrário. É uma escolha política, para levar a arte para todo mundo.”

A proposta voltou para o Executivo, segundo a Prefeitura, para ser discutida com o novo Conselho de Cultura do município, que toma posse hoje. Uma vez avalizada, deve ir para votação em regime de urgência.

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