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Assim estava escrito

O plano de governo do PT, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral de manhã e substituído à tarde por uma versão com vaselina


Carlos Brickmann

11/07/2010 | 00:00


O plano de governo do PT, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral de manhã e substituído à tarde por uma versão com vaselina, estava assinado folha por folha pela candidata Dilma Rousseff. A explicação da candidata para assinar algo que, segundo ela, nem sabia do que se tratava, é triste: "Me pediram rubrica. Rubricar é rubricar e eu rubriquei". Dilma quer ser presidente e assina sem ler.

Mas o problema é outro. Faz muitos, muitos anos, um obscuro cidadão austríaco publicou um livro maluco, segundo o qual a etnia alemã, na qualidade de raça superior, deveria dominar o mundo e eliminar raças inferiores, como negros, judeus, ciganos e árabes. Ninguém acreditou. Nome do livro: Mein Kampf (Minha Luta). Seu autor, Adolf Hitler, cresceu politicamente, ganhou as eleições na Alemanha, transformou-se em ditador e utilizou, em seu governo, tudo aquilo que havia anunciado no livro. Claro: se escreveu o texto, ou se simplesmente o assinou, é porque concordava com seus termos. É o que estava na sua cabeça.

É preciso, pois, acreditar que o plano de governo original da candidata do PT, que ela assinou folha por folha, é real; se será aplicado ou não, caso a candidata seja eleita, é outro problema, que depende do clima político, da relação de forças, de uma série de fatores imprevisíveis. Quanto ao plano com vaselina, o que hoje está registrado, lembremos: este não tem nem a assinatura da candidata.

A propósito, o coordenador do plano de governo é Marco Aurélio Garcia. Não é preciso se esforçar para sentir o hálito autoritário e saber qual é o que vale.

VIA OLÍMPICA

A propósito da preparação do Brasil, Marcos Vinícius Freire, superintendente executivo do Comitê Olímpico Brasileiro, acha que serão necessárias, além de obras, também algumas reformas legais no País. Por exemplo: no aeroporto do Galeão, não se permite o desembarque de cavalos. Os animais que virão para as disputas hípicas, caríssimos, terão de descer em Guarulhos, e seguir para o Rio de Janeiro de caminhão.

DE LÁ PARA CÁ

Lembra do escândalo dos dossiês contra os tucanos, aquele que envolveu até uma briga entre petistas de São Paulo e de outros Estados? Pois bem: o marqueteiro Luiz Lanzetta, que levou a culpa, deixou a campanha. Sua empresa, a Lanza, abriu mão dos contratos. Mas tudo bem: a equipe da Lanza foi transferida inteirinha para a Pepper, outra empresa que cuida da campanha. A Pepper, especializada originalmente em internet, agora está em todas as áreas do marketing.

LUCRAR COM A ELEIÇÃO

O PT lançou a ideia de vender bonequinhos de Lula, com terno ou com camiseta da Seleção, por algo como R$ 5. Este colunista sugere aos empreendedores uma fórmula de ganhar dinheiro com isso: promover cursos rápidos de vodu.

AGORA VAI

1 - Projeto do deputado federal Arlindo Chinaglia, do PT paulista, proíbe insultos nos estádios. É curioso: há uma torcida organizada do Flamengo que se identifica como ‘Urubuzada'. Chamar flamenguista de urubu é insulto? Quando a torcida do Palmeiras canta o "dá-lhe, Porco!" está-se insultando a si mesma? E um canto antigo de todas as torcidas, "É hora do lanche, que hora tão feliz/ Queremos a rosquinha do juiz", será insultuoso? E dizer que o projeto é de quem só conhece um estádio porque o carro oficial passa lá em frente é um insulto?

2 - Proposta do senador Cristovam Buarque, do PDT de Brasília, inclui o "direito à busca da felicidade" na Constituição. Um político experiente já disse que Cristovam Buarque seria ótimo se não tivesse ideias novas todos os dias.

3 - Lembra de Joaquim Francisco? Foi prefeito do Recife, deputado federal, ministro do Interior, governador de Pernambuco. Mas apoiou Collor com tanto entusiasmo que acabou desaparecendo. Agora ele tenta voltar, como suplente de Humberto Costa, candidato petista ao Senado. Acha que, se Dilma ganhar, Costa será ministro e ele ficará com a vaga de senador. Joaquim Francisco já foi ídolo dos conservadores, hoje é socialista (como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf) e quer ser suplente de petista. Tudo bem: Fernando Collor não está com Lula?

ALGUÉM EXPLICA?

Em outubro de 2009, Eliza Samudio deu queixa à polícia, dizendo-se ameaçada de morte por Bruno, goleiro do Flamengo, que apontava como pai de seu filho. Agora que Eliza desapareceu e Bruno está detido, agora que se passaram oito meses da queixa, finalmente o Ministério Público do Rio entrou em ação. Abriu processo contra Bruno por agressão contra Eliza - aquela agressão de 2009.

1 - É normal, correta, aceitável a demora do Ministério Público?

2 - É normal, correta, aceitável a atitude de polícia, que apesar da Lei Maria da Penha não ofereceu nenhum tipo de proteção à mulher que se dizia ameaçada?

REDISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Eta, festança! A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011 abre campo para que obras relativas à Copa do Mundo e à Olimpíada possam ser contratadas sem concorrência. É bom ficar alerta: a LDO está aprovada pela Comissão Mista do Orçamento e a votação tem de ocorrer no plenário até dia 17, sábado. Pode ser: para esse tipo de lei o pessoal trabalha com gosto até no fim de semana.



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Assim estava escrito

O plano de governo do PT, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral de manhã e substituído à tarde por uma versão com vaselina

Carlos Brickmann

11/07/2010 | 00:00


O plano de governo do PT, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral de manhã e substituído à tarde por uma versão com vaselina, estava assinado folha por folha pela candidata Dilma Rousseff. A explicação da candidata para assinar algo que, segundo ela, nem sabia do que se tratava, é triste: "Me pediram rubrica. Rubricar é rubricar e eu rubriquei". Dilma quer ser presidente e assina sem ler.

Mas o problema é outro. Faz muitos, muitos anos, um obscuro cidadão austríaco publicou um livro maluco, segundo o qual a etnia alemã, na qualidade de raça superior, deveria dominar o mundo e eliminar raças inferiores, como negros, judeus, ciganos e árabes. Ninguém acreditou. Nome do livro: Mein Kampf (Minha Luta). Seu autor, Adolf Hitler, cresceu politicamente, ganhou as eleições na Alemanha, transformou-se em ditador e utilizou, em seu governo, tudo aquilo que havia anunciado no livro. Claro: se escreveu o texto, ou se simplesmente o assinou, é porque concordava com seus termos. É o que estava na sua cabeça.

É preciso, pois, acreditar que o plano de governo original da candidata do PT, que ela assinou folha por folha, é real; se será aplicado ou não, caso a candidata seja eleita, é outro problema, que depende do clima político, da relação de forças, de uma série de fatores imprevisíveis. Quanto ao plano com vaselina, o que hoje está registrado, lembremos: este não tem nem a assinatura da candidata.

A propósito, o coordenador do plano de governo é Marco Aurélio Garcia. Não é preciso se esforçar para sentir o hálito autoritário e saber qual é o que vale.

VIA OLÍMPICA

A propósito da preparação do Brasil, Marcos Vinícius Freire, superintendente executivo do Comitê Olímpico Brasileiro, acha que serão necessárias, além de obras, também algumas reformas legais no País. Por exemplo: no aeroporto do Galeão, não se permite o desembarque de cavalos. Os animais que virão para as disputas hípicas, caríssimos, terão de descer em Guarulhos, e seguir para o Rio de Janeiro de caminhão.

DE LÁ PARA CÁ

Lembra do escândalo dos dossiês contra os tucanos, aquele que envolveu até uma briga entre petistas de São Paulo e de outros Estados? Pois bem: o marqueteiro Luiz Lanzetta, que levou a culpa, deixou a campanha. Sua empresa, a Lanza, abriu mão dos contratos. Mas tudo bem: a equipe da Lanza foi transferida inteirinha para a Pepper, outra empresa que cuida da campanha. A Pepper, especializada originalmente em internet, agora está em todas as áreas do marketing.

LUCRAR COM A ELEIÇÃO

O PT lançou a ideia de vender bonequinhos de Lula, com terno ou com camiseta da Seleção, por algo como R$ 5. Este colunista sugere aos empreendedores uma fórmula de ganhar dinheiro com isso: promover cursos rápidos de vodu.

AGORA VAI

1 - Projeto do deputado federal Arlindo Chinaglia, do PT paulista, proíbe insultos nos estádios. É curioso: há uma torcida organizada do Flamengo que se identifica como ‘Urubuzada'. Chamar flamenguista de urubu é insulto? Quando a torcida do Palmeiras canta o "dá-lhe, Porco!" está-se insultando a si mesma? E um canto antigo de todas as torcidas, "É hora do lanche, que hora tão feliz/ Queremos a rosquinha do juiz", será insultuoso? E dizer que o projeto é de quem só conhece um estádio porque o carro oficial passa lá em frente é um insulto?

2 - Proposta do senador Cristovam Buarque, do PDT de Brasília, inclui o "direito à busca da felicidade" na Constituição. Um político experiente já disse que Cristovam Buarque seria ótimo se não tivesse ideias novas todos os dias.

3 - Lembra de Joaquim Francisco? Foi prefeito do Recife, deputado federal, ministro do Interior, governador de Pernambuco. Mas apoiou Collor com tanto entusiasmo que acabou desaparecendo. Agora ele tenta voltar, como suplente de Humberto Costa, candidato petista ao Senado. Acha que, se Dilma ganhar, Costa será ministro e ele ficará com a vaga de senador. Joaquim Francisco já foi ídolo dos conservadores, hoje é socialista (como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf) e quer ser suplente de petista. Tudo bem: Fernando Collor não está com Lula?

ALGUÉM EXPLICA?

Em outubro de 2009, Eliza Samudio deu queixa à polícia, dizendo-se ameaçada de morte por Bruno, goleiro do Flamengo, que apontava como pai de seu filho. Agora que Eliza desapareceu e Bruno está detido, agora que se passaram oito meses da queixa, finalmente o Ministério Público do Rio entrou em ação. Abriu processo contra Bruno por agressão contra Eliza - aquela agressão de 2009.

1 - É normal, correta, aceitável a demora do Ministério Público?

2 - É normal, correta, aceitável a atitude de polícia, que apesar da Lei Maria da Penha não ofereceu nenhum tipo de proteção à mulher que se dizia ameaçada?

REDISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Eta, festança! A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2011 abre campo para que obras relativas à Copa do Mundo e à Olimpíada possam ser contratadas sem concorrência. É bom ficar alerta: a LDO está aprovada pela Comissão Mista do Orçamento e a votação tem de ocorrer no plenário até dia 17, sábado. Pode ser: para esse tipo de lei o pessoal trabalha com gosto até no fim de semana.

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