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Rio Grande publica edital para nova gestão da UPA

Futura empresa substituirá o INTS, que virou credora do Paço; Maranhão quer reduzir custos


Felipe Siqueira
Especial para o Diário

21/11/2017 | 07:00


A Prefeitura de Rio Grande da Serra lançou edital de chamamento público para substituir a empresa que faz a gestão da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas da cidade com valor de custeio mensal do equipamento reduzido em mais da metade.

O atual operador é o INTS (Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão Pública), que encerra seu vínculo com o Paço em 30 de novembro. Atualmente o governo teria de despender R$ 500 mil por mês com esse contrato, valor que não chegou a ser depositado em sua totalidade em diversos meses, o que gerou interrupção dos serviços.

No novo edital, a quantia está em R$ 200 mil mensais. As propostas podem ser feitas até o dia 1º.

De acordo com o prefeito Gabriel Maranhão (PSDB), a queda no valor de custo mensal da UPA se dá pelo fato de a Prefeitura iniciar campanha para conscientização dos moradores com intuito de descentralizar o atendimento em Rio Grande. A ideia é retirar os atendimentos não emergenciais da UPA e levá-los para as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos bairros. Com essa ação, segundo o prefeito, a tendência é baratear o custo do equipamento central, uma vez que o Paço estima que 80% dos atendimentos da UPA poderiam ser feitos em unidades auxiliares.

“A partir do momento em que a gente conseguir fazer a descentralização da Saúde e fazer com que as unidades dos bairros funcionem, vai ter diminuição na sobrecarga que existe na UPA. Hoje, o nosso maior desafio é a descentralização”, disse Gabriel Maranhão.

Outro ponto abordado pelo tucano foi o custo do médico da UPA e da UBS. Na UPA, equipamento gerido por terceiros, um dia de plantão custa R$ 1.500 por profissional. Segundo Maranhão, esse valor é o mesmo para um plantão de médico durante um mês inteiro na UBS, por conta do auxílio do programa federal Mais Médicos. “Só isso já justificaria esta troca.”

Ao longo do ano, várias paralisações parciais de médicos aconteceram na UPA de Rio Grande da Serra. Os atendimentos só eram feitos em casos de urgência e emergência. Isso se tornou recorrente por falta de pagamentos integrais. Dos R$ 500 mil mensais que deveriam ser pagos à empresa responsável, apenas uma parte era liquidada, durante todo o contrato. Isso ocasionou um valor devido de cerca de R$ 4 milhões. 



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Rio Grande publica edital para nova gestão da UPA

Futura empresa substituirá o INTS, que virou credora do Paço; Maranhão quer reduzir custos

Felipe Siqueira
Especial para o Diário

21/11/2017 | 07:00


A Prefeitura de Rio Grande da Serra lançou edital de chamamento público para substituir a empresa que faz a gestão da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas da cidade com valor de custeio mensal do equipamento reduzido em mais da metade.

O atual operador é o INTS (Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão Pública), que encerra seu vínculo com o Paço em 30 de novembro. Atualmente o governo teria de despender R$ 500 mil por mês com esse contrato, valor que não chegou a ser depositado em sua totalidade em diversos meses, o que gerou interrupção dos serviços.

No novo edital, a quantia está em R$ 200 mil mensais. As propostas podem ser feitas até o dia 1º.

De acordo com o prefeito Gabriel Maranhão (PSDB), a queda no valor de custo mensal da UPA se dá pelo fato de a Prefeitura iniciar campanha para conscientização dos moradores com intuito de descentralizar o atendimento em Rio Grande. A ideia é retirar os atendimentos não emergenciais da UPA e levá-los para as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos bairros. Com essa ação, segundo o prefeito, a tendência é baratear o custo do equipamento central, uma vez que o Paço estima que 80% dos atendimentos da UPA poderiam ser feitos em unidades auxiliares.

“A partir do momento em que a gente conseguir fazer a descentralização da Saúde e fazer com que as unidades dos bairros funcionem, vai ter diminuição na sobrecarga que existe na UPA. Hoje, o nosso maior desafio é a descentralização”, disse Gabriel Maranhão.

Outro ponto abordado pelo tucano foi o custo do médico da UPA e da UBS. Na UPA, equipamento gerido por terceiros, um dia de plantão custa R$ 1.500 por profissional. Segundo Maranhão, esse valor é o mesmo para um plantão de médico durante um mês inteiro na UBS, por conta do auxílio do programa federal Mais Médicos. “Só isso já justificaria esta troca.”

Ao longo do ano, várias paralisações parciais de médicos aconteceram na UPA de Rio Grande da Serra. Os atendimentos só eram feitos em casos de urgência e emergência. Isso se tornou recorrente por falta de pagamentos integrais. Dos R$ 500 mil mensais que deveriam ser pagos à empresa responsável, apenas uma parte era liquidada, durante todo o contrato. Isso ocasionou um valor devido de cerca de R$ 4 milhões. 

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