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Torcedor, passional como sempre


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

21/02/2017 | 07:00


Movido pela paixão, o torcedor está acostumado a avaliar um time pelos resultados. Se ganhou, tudo vai bem. Se perdeu, nada presta. Foram vários os andreenses que me questionaram sobre a permanência do técnico Toninho Cecílio após a derrota do Ramalhão para o São Bernardo, por 1 a 0, domingo, no Bruno Daniel. Até entendo que a expectativa sobre o time, campeão da Série A-2 de 2016, é grande, mas é preciso ir além do que acontece dentro das quatro linhas para avaliar um trabalho.

Ao lado do Mirassol, que também retornou à elite neste ano, o Santo André é a equipe que recebeu menos recursos da Federação Paulista – aproximadamente R$ 3 milhões –, o que significa investimento modesto. Somado a isso, em quatro rodadas o time já perdeu cinco jogadores por lesão: o goleiro Diego, os laterais Paulinho e Cicinho, o meia Helton Luiz e o atacante Siloé, sendo que os dois últimos definitivamente. A diretoria foi forçada a trazer o goleiro Roberto e agora contratou o meia Serginho, do Santos, para tentar dar mais opções a Toninho Cecílio.

Nas quatro partidas jogadas, atletas cometeram erros infantis, tanto na defesa como no ataque. Contra o Ituano, na estreia, Claudinho desperdiçou chance incrível nos acréscimos, que daria a vitória ao Ramalhão. Na sequência, diante de Red Bull e Corinthians, Paulinho e Deivid, respectivamente, cometeram pênaltis bobos – por sorte, frente ao Timão, o goleiro Zé Carlos defendeu. Por fim, contra o São Bernardo, o lateral-direito Jean, substituto de Cicinho, entregou o gol para Walterson ao recuar errado e, no segundo tempo, Deivid, sem goleiro, cabeceou para fora.

Claro, fazer o time aproveitar melhor as chances e evitar precipitação na hora de marcar estão entre as atribuições de um treinador, mas é peso demais colocar a responsabilidade desses deslizes nas costas de Toninho Cecílio, que contra o São Bernardo perdeu apenas a quarta partida em 17 jogos no comando do Santo André, desde que ressuscitou o time na A-2 de 2016.

A maior parte das críticas recai sobre o uso de três volantes e só um homem de armação. Não acho que seja esse o problema. O sistema tende a dar liberdade para o meia Eduardo Ramos e para os laterais, com Dudu cobrindo de um lado e Fernando Neto, do outro. O que falta é velocidade ao time. Com a dupla de ataque formada por Henan e Edmílson, dois homens de área, o Santo André fica previsível, sem jogadas em profundidade ou triangulações pelo meio. A entrada de Serginho, caso tenha a documentação regularizada, ou Guilherme Garré, flutuando pela intermediária ofensiva e encostando em Eduardo Ramos, pode ser alternativa para a apatia mostrada no setor.

Toninho terá dois jogos cruciais nesta semana – amanhã, contra a Ferroviária, em Araraquara, e sábado, diante do Linense, no Bruno Daniel – para fazer o time diminuir o número de falhas e ser mais eficiente. Caso contrário, os resultados vão sobrepor qualquer argumento e a situação do técnico ficará insustentável.



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Torcedor, passional como sempre

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

21/02/2017 | 07:00


Movido pela paixão, o torcedor está acostumado a avaliar um time pelos resultados. Se ganhou, tudo vai bem. Se perdeu, nada presta. Foram vários os andreenses que me questionaram sobre a permanência do técnico Toninho Cecílio após a derrota do Ramalhão para o São Bernardo, por 1 a 0, domingo, no Bruno Daniel. Até entendo que a expectativa sobre o time, campeão da Série A-2 de 2016, é grande, mas é preciso ir além do que acontece dentro das quatro linhas para avaliar um trabalho.

Ao lado do Mirassol, que também retornou à elite neste ano, o Santo André é a equipe que recebeu menos recursos da Federação Paulista – aproximadamente R$ 3 milhões –, o que significa investimento modesto. Somado a isso, em quatro rodadas o time já perdeu cinco jogadores por lesão: o goleiro Diego, os laterais Paulinho e Cicinho, o meia Helton Luiz e o atacante Siloé, sendo que os dois últimos definitivamente. A diretoria foi forçada a trazer o goleiro Roberto e agora contratou o meia Serginho, do Santos, para tentar dar mais opções a Toninho Cecílio.

Nas quatro partidas jogadas, atletas cometeram erros infantis, tanto na defesa como no ataque. Contra o Ituano, na estreia, Claudinho desperdiçou chance incrível nos acréscimos, que daria a vitória ao Ramalhão. Na sequência, diante de Red Bull e Corinthians, Paulinho e Deivid, respectivamente, cometeram pênaltis bobos – por sorte, frente ao Timão, o goleiro Zé Carlos defendeu. Por fim, contra o São Bernardo, o lateral-direito Jean, substituto de Cicinho, entregou o gol para Walterson ao recuar errado e, no segundo tempo, Deivid, sem goleiro, cabeceou para fora.

Claro, fazer o time aproveitar melhor as chances e evitar precipitação na hora de marcar estão entre as atribuições de um treinador, mas é peso demais colocar a responsabilidade desses deslizes nas costas de Toninho Cecílio, que contra o São Bernardo perdeu apenas a quarta partida em 17 jogos no comando do Santo André, desde que ressuscitou o time na A-2 de 2016.

A maior parte das críticas recai sobre o uso de três volantes e só um homem de armação. Não acho que seja esse o problema. O sistema tende a dar liberdade para o meia Eduardo Ramos e para os laterais, com Dudu cobrindo de um lado e Fernando Neto, do outro. O que falta é velocidade ao time. Com a dupla de ataque formada por Henan e Edmílson, dois homens de área, o Santo André fica previsível, sem jogadas em profundidade ou triangulações pelo meio. A entrada de Serginho, caso tenha a documentação regularizada, ou Guilherme Garré, flutuando pela intermediária ofensiva e encostando em Eduardo Ramos, pode ser alternativa para a apatia mostrada no setor.

Toninho terá dois jogos cruciais nesta semana – amanhã, contra a Ferroviária, em Araraquara, e sábado, diante do Linense, no Bruno Daniel – para fazer o time diminuir o número de falhas e ser mais eficiente. Caso contrário, os resultados vão sobrepor qualquer argumento e a situação do técnico ficará insustentável.

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