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Vereador é acusado por desacato


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

05/02/2015 | 07:00


O vereador de Mauá Severino do MSTU (Pros) se envolveu em confusão ontem por estacionar em vaga reservada a carros oficiais na Rua Gabriel Marques, ao lado da Prefeitura. Agentes de trânsito do município registraram um BO (Boletim de Ocorrência), com natureza de desacato, em que relataram agressão verbal e física do parlamentar, que não teria aceitado ser multado e ter sua caminhonete guinchada.

Os agentes de trânsito Nirrone Fernandes de Paula e João Batista Evangelista relataram ter encontrado Severino com sua caminhonete Volkswagem Amarok, modelo 2012 avaliada em cerca de R$ 80 mil, estacionada em vagas para oficiais na manhã de ontem. “Pedi para tirar o veículo e ele desceu do carro exaltado. Tentou tomar o meu talão (de multas) com violência, a mão dele quase acertou o meu companheiro (Evangelista). Ficou chamando a gente de trouxa e dizendo que ligaria para o prefeito”, disse Fernandes, que chegou a registrar a infração.

A viatura de trânsito ficou estacionada em frente à caminhonete do vereador até a chegada do guincho municipal, que rebocou o veículo ao pátio da cidade. “Quando chegamos no pátio, apareceu o assessor especial (da Prefeitura), o tenente reformado José Vicente de Almeida, que tem influência no pátio. Ele determinou que o carro nem descesse do guincho e fosse devolvido ao vereador na Prefeitura. Foi chacota com nosso departamento”, avaliou Fernandes.

Severino, que já responde processo por injúria a um oficial de Justiça, negou ter agredido os agentes de trânsito e disse que apenas parou o carro no local para atender uma ligação e quando tentou retirar o veículo da vaga oficial foi obstruído pela viatura do trânsito. “Não houve discussão, disse que podia levar o carro. Subi ao gabinete do prefeito (Donisete Braga, PT) e encontrei o (secretário de Mobilidade Urbana) Azor (Albuquerque). O prefeito pediu para chamar os agentes para conversar, mas eles não obedeceram. Terminou levando meu carro ao pátio. O prefeito me ligou e disse que o coordenador do pátio falou que não era nem para tirar do guincho e trazer de volta. Me devolveram o carro, mas o que aconteceu eu não sei”, defendeu o parlamentar.

Os agentes pediram investigação interna do caso na Prefeitura. “Nos impediram de realizar nosso trabalho. Vamos acionar o Ministério Público por conta disso”, prometeu Fernandes. Severino afirmou que apresentará requerimento de informação na Câmara para identificar o superior dos funcionários. “Alguém tem que fazer alguma coisa, não respeitam nem o prefeito.”
Azor não retornou aos contatos do Diário. 



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