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Horta comunitária é ameaçada pela Enel em São Bernardo

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Local já começou a ser removido pela empresa no início da semana passada; moradores tentam salvar o que ainda resta


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

17/02/2020 | 12:28


Os serviços de uma horta urbana e comunitária na avenida Cláudia, entre os números 18 e 74, no bairro dos Casa, em São Bernardo, está ameaçada pela Enel Distribuição São Paulo - antiga Eletropaulo - há pelo menos uma semana. Segundo responsáveis da horta e moradores do bairro, o local, que existe há mais de 20 anos e possui pelo menos 40 metros de comprimento, perdeu, desde a semana passada, mais da metade dos alimentos. 

Ainda de acordo com os relatos, a Enel justificou aos munícipes que a remoção é por conta de um muro que estava tombado na área, em um trecho logo no início da horta urbana. A empresa também ressaltou aos moradores que funcionários retornarão ainda esta semana para finalizar os serviços.

"Acredito que eles (Enel) tenham esperado a chuva passar (na semana passada) para cortar. Cortaram tudo, pé de banana, alface, tomare e milho. Todo serviço dos moradores foi perdido em um único dia, pois o pior é que eles jogaram fora", lamenta a moradora do bairro há 15 anos e dona de casa Aurinete Xavier, 76 anos. 

Um dos responsáveis pela horta, o eletricista Raimundo Souza, 51, comenta que o local não é um ponto de venda dos alimentos e sim troca ou doações para população do bairro. "Cada morador fica com uma parte da horta para plantar, cuidar e fazer as trocas. Tudo muito limpo e organizado. Lamentamos muito pelo o que aconteceu. Isso aqui, antes da nossa horta, era puro lixo e conseguimos transformar em algo que beneficie muitas pessoas", lamenta. A horta possui em média oito responsáveis pelas plantações. 

Souza também lembra que, logo no início da horta comunitária, tiveram autorização - possivelmente pela antiga empresa da Eletropaulo - para plantação no terreno. A única exigência era da plantação ser abaixo de 2 metros de altura. "Sempre seguimos essa exigência. Nunca imaginamos que isso poderia dar problema bem agora", observa. 

Além da remoção nas plantações, os munícipes também temem que o local volte a ser ponto de descarte de entulhos ou que usuários de drogas voltem a frequentar a área. "Não queremos que os lixos voltem, pois junta rato, baratas e mosquitos. Agora, o resto do pessoal está lutando para que o resto da horta não seja removida. Pois além das frutas, eles cultivam ervas medicinais", comenta a também moradora e aposentada Leija Maria de Jesus, 80. 

A Prefeitura de São Bernardo destacou que a horta comunitária está localizada em terreno pertencente à concessionária Enel. "A administração não foi notificada sobre as remoções, uma vez que atua apenas no acompanhamento educacional e social destes espaços". 

Em nota, a Enel informou que o terreno "pertence à distribuidora e que, por motivos de segurança, para conter o risco de queda, foi necessária a remoção do muro. Equipes da empresa estão trabalhando na limpeza do local para retirar os entulhos acumulados". Sobre a horta, a empresa reforçou, ainda, que a horta mencionada é irregular e que não há contrato de comodato para qualquer tipo de plantação no local.



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Horta comunitária é ameaçada pela Enel em São Bernardo

Local já começou a ser removido pela empresa no início da semana passada; moradores tentam salvar o que ainda resta

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

17/02/2020 | 12:28


Os serviços de uma horta urbana e comunitária na avenida Cláudia, entre os números 18 e 74, no bairro dos Casa, em São Bernardo, está ameaçada pela Enel Distribuição São Paulo - antiga Eletropaulo - há pelo menos uma semana. Segundo responsáveis da horta e moradores do bairro, o local, que existe há mais de 20 anos e possui pelo menos 40 metros de comprimento, perdeu, desde a semana passada, mais da metade dos alimentos. 

Ainda de acordo com os relatos, a Enel justificou aos munícipes que a remoção é por conta de um muro que estava tombado na área, em um trecho logo no início da horta urbana. A empresa também ressaltou aos moradores que funcionários retornarão ainda esta semana para finalizar os serviços.

"Acredito que eles (Enel) tenham esperado a chuva passar (na semana passada) para cortar. Cortaram tudo, pé de banana, alface, tomare e milho. Todo serviço dos moradores foi perdido em um único dia, pois o pior é que eles jogaram fora", lamenta a moradora do bairro há 15 anos e dona de casa Aurinete Xavier, 76 anos. 

Um dos responsáveis pela horta, o eletricista Raimundo Souza, 51, comenta que o local não é um ponto de venda dos alimentos e sim troca ou doações para população do bairro. "Cada morador fica com uma parte da horta para plantar, cuidar e fazer as trocas. Tudo muito limpo e organizado. Lamentamos muito pelo o que aconteceu. Isso aqui, antes da nossa horta, era puro lixo e conseguimos transformar em algo que beneficie muitas pessoas", lamenta. A horta possui em média oito responsáveis pelas plantações. 

Souza também lembra que, logo no início da horta comunitária, tiveram autorização - possivelmente pela antiga empresa da Eletropaulo - para plantação no terreno. A única exigência era da plantação ser abaixo de 2 metros de altura. "Sempre seguimos essa exigência. Nunca imaginamos que isso poderia dar problema bem agora", observa. 

Além da remoção nas plantações, os munícipes também temem que o local volte a ser ponto de descarte de entulhos ou que usuários de drogas voltem a frequentar a área. "Não queremos que os lixos voltem, pois junta rato, baratas e mosquitos. Agora, o resto do pessoal está lutando para que o resto da horta não seja removida. Pois além das frutas, eles cultivam ervas medicinais", comenta a também moradora e aposentada Leija Maria de Jesus, 80. 

A Prefeitura de São Bernardo destacou que a horta comunitária está localizada em terreno pertencente à concessionária Enel. "A administração não foi notificada sobre as remoções, uma vez que atua apenas no acompanhamento educacional e social destes espaços". 

Em nota, a Enel informou que o terreno "pertence à distribuidora e que, por motivos de segurança, para conter o risco de queda, foi necessária a remoção do muro. Equipes da empresa estão trabalhando na limpeza do local para retirar os entulhos acumulados". Sobre a horta, a empresa reforçou, ainda, que a horta mencionada é irregular e que não há contrato de comodato para qualquer tipo de plantação no local.

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